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    • 2011-09-29 15:31:4629 Setembro 2011 editado
    • #1

    Olá. Há vários anos que tenho estas enzimas elevadas: GGT TGO TGP. Tenho uma médica que diz que pode não ser nada, se calhar sempre tive estes valores, outra médica diz que tenho fígado de alcoólico, eu que nem álcool bebo.
    Ando a ser seguido na gastroenterologia no hospital, já fizemos o despiste de todas e quaisquer doenças raras, mono, autoimunes, hepatites, etc e vem tudo ok.

    Há tempos tomei legalon e os valores baixaram, até me sentia melhor fisica e mentalmente, mas se deixo de tomar, os valores sobem e deixo de me sentir bem, mas não queria tomar aquilo para sempre, pois parece que ganho tolerância.

    Um outro gastro, julga que o meu problema será mais da vesícula (o meu pai foi operado há uns anos atrás) e receitou-me ursofalk, mas nao cheguei a tomar correctamente. Agora em conjunto com a médica que me anda a seguir decidimos retomar e fazer o tratamento a sério.

    Será que vou no bom caminho ou andamos completamente ao lado, podendo ter um problema noutra parte qualquer do corpo.


    • 2011-09-29 19:14:2829 Setembro 2011
    • #2

    Possuo exactamente o mesmo problema há alguns anos. Pode ser fisiológico, mas no meu caso julgo que se deve a um certo grau de esteatose hepática (gordura no fígado), detectada com uma ecografia. A verdade é que nestes anos, a única altura em que consegui que os valores baixassem foi quando fiz uma alteração radical na alimentação e consequente perda de peso.

    • 2011-09-29 22:06:3029 Setembro 2011
    • #3

    As minhas ecografias estão impec. não tenho absolutamente nada. Sou uma pessoa magra. Não como gorduras, sou da aldeia como produtos biológicos. Não percebo...

    • 2011-09-30 09:49:4030 Setembro 2011
    • #4

    As alterações das enzimas hepáticas podem ter diferentes causas (quando forem excluidas as causas médicas mais comuns, como parece ser o caso).

    - pode ser uma questão de sobrecarga tóxica (o figado é o principal orgão de desintoxicação)

    - pode ser uma menor capacidade de desintoxicação (com um aumento do stress oxidativo que poderá causar inflamação intestinal e este stress oxidativo pode ser doseado

    a verdade é que essa situação pode ser melhorada...

    • 2011-09-30 11:35:3930 Setembro 2011
    • #5

    Olá Rita, "essa situação pode ser melhorada", com certeza que sim! MAs como?

  1. Já fez estudo do ferro (ferro sérico, transferrina, ferritina) ?

    É sempre de lembrar que se tratam pessoas e sintomas e não exames...

    • 2011-09-30 16:40:2530 Setembro 2011
    • #7

    eu sei disso porque tive uma amiga minha minha que foi à dra cristina sales (no porto) e lá na clinica fez esse teste de stress oxidativo em que viu logo o resultado, e depois sei que fez uma analise num laboratorio, acho que endoclab, onde viu a capacidade de desintoxicação hepática e realmente não estava a funcionar bem

    ela teve que fazer uma dieta especial e de tomar uns suplementos (tudo natural e sem quimicos!) e ficou impecável!

    mas também sei que ela ficou mais de 1h na primeira consulta que teve com a dra cristina sales, em que ela lhe perguntou imensa coisa! essa médica quer mesmo entender com pormenor tudo o que possa estar a causar as nossas queixas! No caso dessa minha amiga, tudo começou quando ela esteve a trabalhar numa fabrica de tintas - pelos vistos ela estava sempre a respirar um composto qualquer que sobrecarregou o figado dela!

    nunca nenhum medico tinha feito essa associação e a verdade é que isto já foi há uns 2-3 anos e as analises dela têm estado impecaveis :)

    • 2011-09-30 16:55:0230 Setembro 2011
    • #8

    Luis, acho que já fiz, mas vou confirmar, a ter feito estavam ok.

    Rita, já fui a essa dra. Só tem um problema, ela queria que eu fizesse esse exame ao figado, mas custava 200e que na altura nao podia pagar. Mas que é uma excelente profissional,é, sem dúvida.

    • 2011-10-01 18:27:57 1 Outubro 2011
    • #9

    Pois... é o problema de ser medicina privada :(

    aquele tipo de medicina é que devia ser comparticipada! Há tanto dinheiro mal gasto actualmente...

    o que tenho sabido é que as pessoas ficam bem melhores e até deixam de tomar medicação, pelo que em termos de poupança é mais eficaz - pode-se gastar mais no tratamento, mas sem duvida que compensa a longo prazo...

    Tive pena de não poder ajudar mais :( :(

    • 2011-10-01 21:14:00 1 Outubro 2011
    • #10

    Sim rita, sem dúvida que compensa, é preciso é ter uma boa carteira, o que não é o meu caso neste momento.

    :)

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  2. Olá, vim ressuscitar este tópico, porque acho que merece ser ressuscitado. Foi criado em 2011. Estamos em 2017. 6 anos se passaram e há aqui algo que permanece tão atual e eu gostaria de realçar. Que tipo de medicina se pratica actualmente?

    Segundo li, já Hipócrates (nascido a 460 a.c.), considerado o pai da medicina moderna, dizia deixa "que o teu alimento seja o teu remédio e que o teu remédio seja teu alimento", reconhecendo ele próprio que não temos capacidade de curar todas as doenças, que algumas dependerão de forças naturais que nem sempre controlamos.

    Mas temos capacidade de colocar questões, de fazer perguntas, de aprofundar essas questões, temos capacidade e direito de buscar a melhor saúde possível e dentro desse direito que nos devia ser reconhecido efetivamente como um DIREITO fundamental, temos a medicina atual (que aglutino aqui num estereotipo) mas que acaba por ser a experiência de muita e muita gente e também de certo de pessoas que passam aqui por este forúm, e (dêem-me esperança se a vossa experiência for diferente da minha), nos aglutina numa espécie de sintoma-medicamento em que o medicamento é dirigido ao sintoma e o foco não é dirigido à causa. Os casos agudos e mais "simples" são tratados com maior ou menor sucesso. Os casos "crónicos" e mais complexos andam num "ai que me doi" até que uma remissão "espontânea", um lampejo de sorte ou um médico atento e interessado "encontre o problema".

    Segundo sei, e muito infelizmente, a Dra Cristina Sales já faleceu. Sei porque a procurei numa altura crítica da minha vida e o caso tinha sido recente. Isto foi em 2014. Pena que essa médica que tinha sido apelidada como a Dra House portuguesa, numa entrevista dada à revista visão que podem ver aqui: http://www.cristinasales.pt/pt/blogs/post/entrevista-visao-com-dra-cristina-sales-2/#sthash.S4iakwcg.dpbs, já não esteja mais entre nós para continuar com o seu pelos vistos excelente e excepcional trabalho. Apesar disso também sei que a clínica continua aberta, que os seus colegas deram seguimento ao seu legado. Lembro-me de ler qualquer coisa sobre alguém ter dito que aquilo a que chamam medicina funcional integrativa hoje, será apenas considerada a boa prática médica do futuro. Há também uma revista online chamada Esmeralda Azul que eu acho muito interessante e onde podem encontrar secções escritas pela própria Cristina Sales.

    Com isto quero dizer que é preciso que haja mais médicos interessados em praticar este tipo de medicina, mais governo que (n)os apoie, mais cidadãos que reclamem para si o que lhes pertence por direito. Como disse a Rita neste tópico este tipo de medicina é que devia ser comparticipada. "Ah não podemos passar os exames que queremos, os exames são caros, bla bla bla". Ok, tudo bem, vamos então analisar isso melhor e encontrar alternativas/soluções mais válidas hoje em dia do que há 20 anos atrás. Lembro-me de uma vez numa aula (estudei psicologia) um professor dizer que fizeram um estudo (tenho pena não me lembrar em que país nem outro dado para identificar esse estudo) em que chegaram à conclusão que se apostassem mais na prevenção a médio/ longo prazo iam poupar assim uma enorme quantia de dinheiro, a minha memória diz-me ter ouvido o equivalente a 3 vezes mais, nos gastos com a saúde (neste caso com a doença).

    A carteira não deveria ter importância nenhuma nisto. A sáude e a educação deviam ser um direito de todos. Que haja menos corrupção. E que se é preciso ajuda, nos ajudemos uns aos outros. O incêndio de Pedrogão Grande é um exemplo na nossa enorme solidariede e que quando, muitos, queremos muito uma coisa, tornamo-la possível.