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    • 2011-08-26 17:41:1926 Agosto 2011 editado
    • #1

    Olá, o meu nome é Sofia, sou portuguesa e tenho 22 anos. Não sei precisar ao certo desde quando deixei de ser a pessoa animada, brincalhona, sorridente e bem disposta que era... Sei que foi há mais ou menos 6 anos, tinha talvez 16 anos... Andei mais ou menos 6 anos sem saber o que se passava ao certo comigo... Primeiro era um enorme tédio, aborrecimento, a sensação de falta de rumo, objetivos; depois - não sei se por esta ordem - a sensação de tristeza constante, angústia, vazio, a sensação de falta de sentido... Possivelmente alguns de vós partilham estes sentimentos comigo ou já partilharam. Há mais ou menos 6 anos que tento sair disto!
    Primeiro fazia de conta que não era nada, que aquilo era uma sensação passageira que mais tarde ou mais cedo ia passar. Às vezes punha-me a pensar sobre isso, mas achava que estava só aborrecida por não ter nada para fazer. Até hoje, ainda não passou. Acho que só piorou. Inicialmente eu tinha vergonha de falar sobre isto. Pensava que sozinha ia conseguir ultrapassar tudo, que bastava ser forte, ser optimista, não desistir, contrariar as coisas, ser forte (repetia eu constantemente para mim, como nos repetem os outros). Mas afinal o que é ser forte? É sorrir quando nos apetece chorar? É ocultar os nossos sentimentos? É fingir? É travar inúmeras batalhas interiores, sem fim e continuar a sorrir dizendo "está tudo bem"? Seja isso ou não, foi isso que eu fiz. Como devem calcular, não resultou. Depois, já farta de tudo, farta de fingir, para além de me sentir triste todos os dias, comecei a deixar transparecer isso, como se de um pedido de ajuda se tratasse "socorro, preciso de ajuda" - apelava todo o meu ser, no silêncio. As únicas pessoas mais próximas que tinha eram 3: duas amigas e a minha mãe. As amigas inicialmente não se aperceberam de nada (porque eu fingia bem), depois quando passei a andar todos os dias de trombas, era impossível não notarem. Uma delas tem-me tentado ajudar até hoje, mas a conclusão a que eu chego é que nada resulta comigo. A minha mãe não deu conta, ou seu deu, não disse nada. Continuou a insultar-me, a rebaixar-me, a bater-me e a ignorar-me, rotina que se prolongava desde que eu era pequena e que a minha (fraca) memória me permite recordar [são apenas flashes, não são memórias precisas]. Mas, ou eu sou muito rancorosa ou tudo o que ela me fez deixou marcas profundas em mim, porque ainda hoje me custa lidar com isso... Agora já não (acho que fui conseguindo perdoar) mas houve uma fase em que sentia que a odiava, que era como se ela estivesse morta para mim. Em momentos de profundo desespero pensava que preferia que ela estivesse morta de verdade, do que ser um cadáver vivo a torturar-me dia após dia. Atualmente, quero-lhe bem e sinto que sempre lhe quis bem, sempre a amei. Ela era tudo para mim. Foi a pessoa que me criou, por pior que tivesse desempenhado a tarefa. O fato de estar envolta de uma enorme mágoa e ressentimento pela forma como fui tratada é que me fazia sentir que a odiava. Na verdade, acho que só podemos odiar com muita força alguém que um dia amamos muito e que nos desiludiu tanto que não conhecemos outro caminho senão o ódio, porque simplesmente não conseguimos compreender o porquê das acções dessa pessoas. Quando não conseguimos perceber coisas incompatíveis como por exemplo "A pessoa X ama-me" e, simultaneamente, "A pessoa X humilha-me", o que acontece é que batemos mal.
    Aquilo do qual eu vinha suspeitando foi recentemente "confirmado" por opinião médica: depressão. Questiono-me porque será cada vez mais comum essa "doença" atualmente e hesito em chamar-lhe doença (por isso coloquei entre aspas). Será realmente uma doença? O que é uma doença? Uma conjugação de fatores bio-psico-sociais? Será um padrão de pensamento, um conjunto de ligações infelizes entre neurónios? Não sei. Embora gostasse de saber as respostas só quero sentir-me bem, só quero ser minimamente feliz, só quero deixar de viver aprisionada nesta angústia. O mesmo acontecerá certamente com alguns de vós que vivem numa situação semelhante. Já estive a tomar antidepressivos durante uns dois meses e tal, mas 20mg de fluoxetina por dia não me fizeram nada. Deixei de tomá-los, acho que me estavam a fazer mais mal que bem. Sabe-se lá o que a porcaria desses químicos tinham andado a fazer no meu organismo. Na minha opinião, e na de alguns profissionais (vejam: http://www.huffingtonpost.com/dr-mark-hyman/depression-medication-why_b_550098.html), a eficácia dos antidepressivos (que ronda os 65% no máximo) não é mais do que um efeito placebo! Com um número cada vez maior de pessoas que sofrem de depressão quem lucra são as indústrias farmacêuticas... ou acham que eles em primeiro lugar se preocupam com o vosso bem estar? Num mundo ideal, isso seria assim. Antes disso consultei 3 psicólogas diferentes (a minha crença nos antidepressivos sempre foi igual a minha crença em Deus: mostrem-me e eu acredito), mas também não tive melhoras. Também experimentei Erva-de-São-João (ou Hipericão, para quem conheça por este nome) e não senti diferença nenhuma. Experimentei, ainda, exercício físico, que tenho pena de ter deixado. Não chegou a um mês e por isso não posso dizer verdadeiramente se é ou não eficaz. Gostava de ter forças para recomeçar de novo. Há alturas em que mexer um dedo já é um grande esforço. Não sei o que fazer. Atualmente, tenho tido consultas com a psicóloga do centro de saúde da minha área de residência, no entanto tenho sentido que por mais que fale, fale e fale, não adianta de nada, porque tudo fica na mesma. O angústia que eu sinto não desaparece. Estou farta de falar, farta de pensar, farta de tudo. É sempre a mesma coisa. Sempre a falar da mesma coisa. E nada muda. Há pouco tempo tentei meditação, mas não consigo entrar no tal estado que não sei como é... Comio ultrapassar este vazio, esta angústia, esta inércia, esta falta de sentido para tudo o que faço? Nos últimos dias só me tem apetecido dormir, e dormir, e dormir, como uma espécie de semi-morte. Enquanto durmo não sinto. Sinto que estou a desperdiçar a minha existência, a viver como morta, a arrastar-me, sonolenta, pela vida, apenas sobrevivendo, como se cada dia fosse um esforço, não uma dádiva.
    Às vezes sinto que as pessoas são um pouco injustas. Vocês também sentem? A gente está a passar por dificuldades, a tentar "safar-se desta", com todas as nossas forças (com as poucas que nos restam porque também vem a desmotivação e a falta de energia) e as pessoas dirigem-se por vezes a nós num tom de crítica, de uma forma que nos faz sentir o quão longes elas estão de perceber o que nos vai cá dentro... Falam como se fossemos aquilo que nos sentimos por vezes: uma ****! um peso para a sociedade! uns inúteis! culpados! uns fracos! oh, uns fracos! Como é má a sensação de nos sentirmos fracos! Mas será que somos fracos? Dirijo-me a todos os que estão ou que algum dia já passaram por isto. Será que somos realmente fracos? Nós lutamos dia após dia contra este abatimento, há alturas (aquelas piores alturas) em que viver parece que se torna numa obrigação... Não sei se já alguma vez se sentiram a arrastar-se pelos dias como se não fossem mais que uma massa amorfa, como se não fossem mais que uma sombra, uma miragem, uma alma já morta... Já alguma vez se sentiram desta forma? As pessoas que vos rodeiam tem ajudado ou têm-vos dirigido duras críticas, daquelas que (sem querer) atingem mesmo no meio da nosso fragilidade (que não é sinónimo de fraqueza)? Se já estiveram numa situação de depressão e conseguiram sair dela, o que fizeram? Se estão numa situação de depressão e estão a tentar sair dela, o que estão a fazer? Partilhem comigo as vossas experiências. Teria muito gosto em ouvir todas elas. Talvez nos possamos ajudar mutuamente e juntos descobrir ou reencontrar caminhos/soluções. Vamos (re)encontrar o sentido.

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    • 2011-09-01 14:41:44 1 Setembro 2011
    • #2

    Antes de mais deixe-me dar-lhe os parabéns pela forma fluída e cativante como escreve, não pude deixar de reparar nisso.

    Sermos animais racionais coloca-nos perante um desafio enorme: não nos contentarmos com nascer-comer-reproduzir-morrer. Todos procuramos um sentido maior para a nossa vida, um objectivo que nos faça acordar todos os dias, sorrir e sentir que vale a pena. Uns encontram-no naturalmente, sem procurar. Outros procuram-no durante anos, tentando um após o outro, em falhanços sucessivos. Ou simplesmente o seu sentido da vida é querer sempre mais. Em ambos os casos, nunca se pode parar. Se não encontrou o seu grande objectivo, o que realmente a faz feliz, dê mais importância aos pequenos objectivos, procure o prazer daquelas pequeninas coisas que vamos conseguindo. E sobretudo, não se esqueça que essa procura é uma viagem, e numa viagem, muitas vezes o caminho é mais bonito que o destino final.

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  1. CSJ, obrigada pelo elogio e por ter comentado aquilo que escrevi. Você focou um ponto chave, algo que é um constante na minha vida: essa busca incessante por algo mais. Sinto-me um ser finito à procura do infinito. Quero sempre saber os porquês. Não me contento com o superficial, quero ir sempre mais além, escavar mais fundo. E então tudo na vida me parece sem sentido. Mesmo que eu tente criar um objetivo, lá está a minha mente, vigilante, sempre pronta para perguntar "e porquê?... e para quê?... e depois?...". Há um vazio qualquer em mim e nada o preenche. Talvez o caminho que tenho de percorrer seja um caminho espiritual (não tenho qualquer crença, mas deve haver muitas formas de encontrar Deus ou o que quer que seja que a gente lhe chame). O que acham disso?

    • 2011-09-03 01:30:33 3 Setembro 2011
    • #4

    Eu também tive uma depressão (e não sou médico).

    A depressão não se "apanha", resulta de uma série de fatores internos e externos a cada pessoa. A maioria da pessoas que têm episódios de depressão até são pessoas com uma inteligência acima da média e sem os "problemas tradicionais" da maioria das pessoas (pobreza, doença).

    O que é facto é que a depressão é mesmo uma doença (pois se não estamos bem, estamos doentes, não é?) e os seus sintomas estão muito bem caracterizados no teu post, lost-soul.

    Como se explica ao outros o vazio que se sente? A falta de vontade de fazer o que quer que seja? O total desinteresse por tudo? São coisas que não se resolvem com um "Anima-te, pá!". Geralmente as pessoas com depressão são pessoa que racionalizam muito, que têm remorsos relativamente ao passado e apreensão relativamente ao futuro, e que por isso têm dificuldade em viver o presente.

    Uma pessoa com depressão precisa de ajuda. Não vou entrar na discussão sobre as farmacêuticas e os medicamentos para a depressão. Podia-se extraprolar para todos os restantes medicamentos e dizer por ex. que os medicamentos para o colestrol são um barrete e que as farmacêuticas apenas querem sacar o dinheiro de quem tem o colestrol elevado... não defendo este ponto de vista, mas adiante.

    A questão é que, como outras doenças, a depressão ainda está pouco estudada do ponto de vista farmacêutico. Não dá para dissecar um cérebro de uma pessoa com depressão e perceber o que a está a causar.... Sabe-se pouco sobre o diagnóstico "quimico" e por isso também pouco sobre a forma como os medicamentos podem combater a doença de forma quimica. Sabe-se algo, muito baseado em observações empiricas, e é com isso que temos que viver neste momento. Também é um facto cientifico que a reacção de cada pessoa deprimida a um mesmo antidepressivo pode ser bastante diferente, o que não ajuda à festa e confirma que a depressão é uma doença complexa, diferente de pessoa para pessoa, e que por isso necessita de uma abordagem integrada, não só baseada em antidepressivos.

    Ninguém ultrapassa uma depressão "só" com medicamentos e sem um ambiente que o rodeie que seja positivo. Por outro lado eu acho que todos os seres humanos são positivos por natureza e querem viver e ser felizes (a selecção natural ao longo de milhões de anos tratou de o assegurar....). A minha opinião pessoal é que, em casos de depressão profunda, se deve optar por uma resposta que passe por medicamentos anti-depressivos para elevar o estado de espirito da pessoa deprimida para um nível onde se possa complementar com psicoterapia e onde a própria pessoa tenha capacidade de reagir, algo que não é simplesmente possível se estivermos em depressão profunda.

    Comigo foi assim. Mas cada caso é um caso...

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    • 2011-11-03 22:04:47 3 Novembro 2011 editado
    • #5

    Olá!
    Antes de mais, agradeço-te por teres vindo escrever aqui isto, sejas tu quem fores, fizeste-me ficar com lágrimas nos olhos por saber que há por ai mais gente assim. Tenho a tua idade e sinto-me igual, e curiosamente sinto-me assim há tanto tempo quanto tu. A diferença é que só fui a um psicólogo uma vez, muito recentemente, e não consegui lá voltar porque tenho vergonha do estado em que estou. Porque me sinto tão mal, já, que acho que não há saída. E, acima de tudo, porque tenho pavor que me seja diagnosticada a depressão e de ficar dependente de drogas (a minha mãe anda assim desde que me lembro...).

    Curiosamente tenho um pai que é para mim como a tua mãe. Uma família assim, que critica incessantemente e me rebaixa a todo o momento. Amo-os e sei que me amam, mas não ajudam nada e são parte responsável do estado em que estou.

    Acabei agora uma Licenciatura e ando à procura de emprego, vivi uns anos fora de casa (longe das críticas e do sufoco) e ter de voltar para cá agora está a enterrar-me mais que nunca. Não arranjo saída para nada, e neste momento já estou há uns 3 meses fechada em casa sem capacidade de "me mexer". Cada vez mais a sensação de desespero aumenta, e sim, já dei por mim a sentir-me tanto um fardo que o suicídio tornou-se sedutor. Mas ainda há qualquer coisa cá dentro, eu sei que há, porque pensar que prefiro morrer provoca-me uma dor tão grande que me revolto comigo mesma... Eu quero agarrar a vida e não consigo!

    Penso que a solução é olharmos para dentro de nós mesmos e reconhecermos valor, agarrarmos algo e sabermos amar-nos. Mas num mundo como este, em que tudo nos deita abaixo e a vida gira em torno de dinheiro e das aparências, é difícil demais. É impossivel, especialmente quando estamos assim tão em baixo. Se tens amigas, pelo menos aquela que te tenta ajudar, sai com ela... faz actividades... Eu já nem isso tenho! Porque sei que não me compreendem então desisto de falar com as pessoas.

    Espero do fundo do coração que te sintas melhor, um dia. A única ajuda que te posso dar é dizer que compreendo a tua situação. E se por acaso encontrar solução para a minha, virei aqui partilhá-la!

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    • 2011-11-04 20:58:11 4 Novembro 2011 editado
    • #6

    quando começaste a dizer ''a s vezes sinto que as pessoas são um pouco injustas. Vocês também sentem? A gente está a passar por dificuldades, a tentar "safar-se desta", com todas as nossas forças (com as poucas que nos restam porque também vem a desmotivação e a falta de energia) e as pessoas dirigem-se por vezes a nós num tom de crítica, de uma forma que nos faz sentir o quão longes elas estão de perceber o que nos vai cá dentro... Falam como se fossemos aquilo que nos sentimos por vezes: uma ****! um peso para a sociedade! uns inúteis! culpados! uns fracos! oh, uns fracos! Como é má a sensação de nos sentirmos fracos! Mas será que somos fracos? Dirijo-me a todos os que estão ou que algum dia já passaram por isto. Será que somos realmente fracos? Nós lutamos dia após dia contra este abatimento, há alturas (aquelas piores alturas) em que viver parece que se torna numa obrigação...''

    fizeste-me lembrar um livro que estou a ler do August Cury que se chama a ''saga de um pensador''..é que fala mesmo muito nisso que estás a dizer da sociedade vos achar uns fracos..aconselhava-te a ler

    mas diz-me uma coisa, porquê ficaste com uma depressão assim do nada se eras uma pessoa tão alegre, etc etc? eu por acaso não sou nem nunca fui aquilo que tu eras ( animada, brincalhona, sorridente e bem disposta ), agora tou na dúvida se sou uma pessoa depressiva..ah e eu por acaso nunca mas nunca na minha vida me questionei sobre o sentido da vida..

    CSJ disseste ''Sermos animais racionais coloca-nos perante um desafio enorme: não nos contentarmos com nascer-comer-reproduzir-morrer. Todos procuramos um sentido maior para a nossa vida, um objectivo que nos faça acordar todos os dias, sorrir e sentir que vale a pena. Uns encontram-no naturalmente, sem procurar. Outros procuram-no durante anos, tentando um após o outro, em falhanços sucessivos''
    eu sou um ser racional e nunca me questionei sobre esses assunto

    • 2011-11-06 01:19:57 6 Novembro 2011
    • #7

    JRMV16, todos nos questionamos. Pode não ser de forma tão taxativa como "qual o sentido da minha vida", mas acontece a todos. Quando escolhes um curso superior é porque pensaste nisso, quando atravesses aquelas "fases" da adolescência em que vais procurando em que grupo te inseres (dentro dos mais rebeldes, ou dos mais populares ou dos que se isolam, etc), estás a fazê-lo. No fundo, nesses situações, estás sempre a procurar o que te faz mais feliz, e ser feliz é a base sobre a qual assenta todos os nosso objectivos (ainda que a caminho possamos concluir que afinal não nos faz feliz)

    • 2011-12-27 21:47:3127 Dezembro 2011
    • #8

    boa noite, tenho 24 anos, sou formada em Direito, e agora sou concurseira.moro com meus pais e minha irma,e tenho uma namorada super gnt boa. nao converso mto com eles, pois o pessoal aqui em casa 'e mto fechado..exceto com minha namorada, que desabafo tdo com ela.Fiz a faculdade e logo depois ja emendei com cursinho,ou seja quase 06 anos direto estudando a noite.Mas o meu cursinho acabou tem 2 semanas, e de um tempo para ca, venho me sentindo muito sozinha, e bastante estressada devido a carga de estudos que levo todos os dias.
    De 2 semanas para ca, estou tendo crise de ansiedade, ou seja, tendo ansia de vomito, vomitando as vezes, nao sentindo mais fome, e principalmente to me sentindo muito angustiada, com vontade de chorar imensa.Se estou na rua, quero ir para casa, se estou em casa fico inquieta, enfim.nao consigo fazer nada, nem mesmo estudar, ja tem 2 semanas que nao estudo direito.H'a dois 02 tive crise de estresse com ansiedade, vomitei horrorez, fiquei toda mole, e branca, pensei que iria morrer,nem conseguindo ouvir a voz das pessoas eu estava, tanto era o medo de me estressar.Com isso tdo, to com medo enorme de me estressar, e de passar mal. Queria mto voltar ao normal.
    Nao tenho parentes por perto, e nem mtos amigos. So queria que esse medo de passar mal, esse medo de estressar , medo de ter outra crise , e essa vontade de chorar o tempo todo passasse, sei que preciso de psicologo ou talvez psiquiatra.Mas precisava desabafar com alguem. Voces acham que devo contar pra minha mae o que to passando? tenho medo dela achar q 'e bobeira.Me ajudem!

    • 2012-01-08 23:56:09 8 Janeiro 2012
    • #9

    Lost Soul, como está a tua auto-estima? A zeros ou estável? Gostas de ti por dentro e por fora?

    • 2012-01-09 01:42:27 9 Janeiro 2012 editado
    • #10

    lost_soul, emocionei-me ao ler o teu testemunho porque me identifiquei com cada palavra que escreveste e com cada sentimento/angústia que deixaste transparecer. Não sei responder ás perguntas que tu fazes, porque eu mesma me questiono sobre o assunto todos os dias, dia após dia, sem encontrar resposta.
    Já tentei psicoterapia, mas só consegui ir à 1ª sessão...não tive coragem para lá voltar e não me sentia à vontade a falar sobre determinados assuntos. Já tentei Reiki, mas sem sucesso..fiz 3 ou 4 sessões e depois desisti porque também não tive coragem para ir mais vezes. Uma vez, em Maio último, fiz uma urgência no hospital e mandaram-me para a psiquiatria. Falaram uns 30 minutos comigo e diagnosticaram-me depressão -.- mandaram-me para casa com uma receita de antidepressivos que nunca tomei. Sinto-me uma bomba prestes a explodir..tento disfarçar, conter, absorver todos os meus ataques de raiva, angústia ou desespero. Evito e controlo o choro muitas vezes, de tal forma que me dão dores de cabeça. E faço-o porque não gosto que as pessoas me perguntem, sem se interessarem verdadeiramente, o que é que eu tenho...ou que opinem e aconselhem, como se me conseguissem compreender...ou, ainda, como fazem os meus pais, mostrando-se despreocupados, tentando desvalorizar e ignorar porque 'é só uma birra e já passa'. Sinto-me completamente sozinha e isolada. Não estudo, não trabalho, não tenho qualquer perspectiva, sonho ou vontade de fazer o que quer que seja. Vou andando por aqui. Fico o dia todo no sofá, embrulhada num cobertor à espera nem sei bem de quê. Queria sair disto, deste estado que não me leva a lado nenhum e que, a cada dia que passa, me parece afundar mais. Mas não sei como.
    Como cheguei a aqui? Um acumular de situações e vivências com as quais não consegui lidar. E como gosto muito pouco de exteriorizar as minhas emoções, guardo tudo dentro de mim e estou a sufocar com isso.

    A ti, e a todas as pessoas que se encontram em semelhante situação, desejo a maior sorte do mundo. Que todos consigamos encontrar um caminho que nos ajude a sair deste estado e nos leve, finalmente, ao encontro da felicidade.

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  2. eu já tive depressão, e lutei para me libertar disso, sem ajuda de remédios, pois eu sabia que se começasse a tomar remédios talvez iria ficar viciado, e no meu ponto de vista se trata de um problema metade espiritual e metade fisico, mudei o meu ponto de vista sobre a vida e a maneira de viver, hojo sou liberto , as vezes ela tenta voltar mais já sei como combate-la

  3. Mas afinal o que é ser forte? É sorrir quando nos apetece chorar? É ocultar os nossos sentimentos? É fingir? É travar inúmeras batalhas interiores, sem fim e continuar a sorrir dizendo "está tudo bem"? Seja isso ou não, foi isso que eu fiz. Como devem calcular, não resultou. Depois, já farta de tudo, farta de fingir, para além de me sentir triste todos os dias, comecei a deixar transparecer isso, como se de um pedido de ajuda se tratasse "socorro, preciso de ajuda" - apelava todo o meu ser, no silêncio.

    ...Comio ultrapassar este vazio, esta angústia, esta inércia, esta falta de sentido para tudo o que faço? Nos últimos dias só me tem apetecido dormir, e dormir, e dormir, como uma espécie de semi-morte. Enquanto durmo não sinto. Sinto que estou a desperdiçar a minha existência, a viver como morta, a arrastar-me, sonolenta, pela vida, apenas sobrevivendo, como se cada dia fosse um esforço, não uma dádiva.

    lost soul, coloquei uma parte do que achei o mais importante em observar no seu texto acima porem eu li inteiro, eu tive depressão ha um tempo e tive exatamente os sintomas que você, meu pai tambem me batia e batia na minha mãe, não da forma que sua mae te batia , mais acredito que posso passar um pouco da minha esperiencia pra você, eu preciso tentar te ajudar, pois consegui sair dessa depressão, depois de um tempo de lutar contra ela, a depressão na minha opnião não pode ser curada com remédios, mais a pessoa depressiva, perdeu o rumo, a direção, a personalidade, a auto confiança a auto estima, perde o animo, como se tivesse algo sugando toda sua energia , é uma agonia, quando tive depressão, eu ouvia muito rock paulera, como diz, ou have metal, ai começei a me envolver cada vez mais com esse tipo de música, era como eu sentisse necessidade, e me sentisse bem ao ligar um rock, pois ele me dava uma falsa ilusão de poder e satisfação, naquele momento que escutava a musica, ela me envolvia completamente, e eu (aparentemente ) descarregava a minha adrenalina e tédio, porem era uma ilusão, quanto mais escutava rock mais me familiarizava com a tristeza, e acabava gostando da tristeza, isso é uma auto multilação, ou auto agração melhor dizendo, o depressivo tende a se auto menospresar e se rebaixar perante as pessoas, tive essa depressão com 15 anos , hoje eu to com 27 faz 3 anos que ela começou a diminuir , hoje ela é quase zero na minha vida, uma das coisas que eu fiz foi procurar algo que preenchesse o vazio a falta que eu sentia dentro de mim, procurei por Jesus Cristo, aquele homem que diziam que morreu por nós, na cruz, eu não tive saída fui a uma igreja evangélica, nunca tinha frequentado nenhuma igreja, o pastor disse que deveriamos aceitar a Jesus de coração, e sinceridade, eu fiz isso, as coisas começaram a mudar na minha vida, quando vinha a depressão, eu orava e pedia a Deus que me ajudasse, meu espirito era preenchido por ele , quebrei todos os cds de rock e não escutei mais, aquilo estava me escravisando e me entristecendo cada vez mais, pois a música tem um poder de influencia muito grande na nossa vida, se nos entregarmos a ela, resumindo com ajuda da minha namorada, que hoje é minha noiva, eu tinha uma companhia pra sair e melhorou uma pouco mais, hoje eu aprendi que ser feliz é questão de decisão, tem que resolver ser feliz , não e privilégio de apenas alguns, a minha auto confiança foi melhorando a partir do momento que fui descobrindo que tinha valor no meu trabalho, e aprendi que quando dizem algo que não gosto ou não concordo tenho que dizer não, ou discordar realmente, sem medo, pois se concordar ou sorrir, ou me calar, vou estar dizendo sim para algo que queria dizer não e por conseguencia vou perder a autoconfiança e auto estima, pois vou estar mandando a mensagem para o meu inconciente de que a minha opnião não vale de nada..
    outra coisa importante é encontrar na vida algo que te motive, algo que tenha paixão em fazer, descubra mais sobre si mesma..esse é o caminho

    espero estar ajudando, tenho muito mais pra falar , logicamente se quiser saber, precisa querer muito sair dessa e ter muita força, você esta preparada ??

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  4. Como ficou a sua situação , conseguiu controlar essa doença?