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    • 2011-08-18 15:56:2318 Agosto 2011 editado
    • #1

    olá a todos,
    precisava muito de ajuda, porque a minha namorada de 28 anos tem claros sintomas de depressão (isolamento de todos que adorava,perda de objectivos,falta de paciência, alterações de humor subitas,tenta fazer-se feliz e depois apaga-se, está uma pessoa completamente diferente,etc);era uma pessoa muito calma e pacifica, mas muito sismática, penso k devido ao facto de estar já a 2 anos a trabalhar numa ilha do nosso país,
    ausente de toda a família e de mim próprio visto que é muito agarrada a nós...O problema começou a manifestar-se 15dias antes das férias grandes quando me disse k estava indecisa em relação a nós após 8anos de namoro, e com objectivos pra ficarmos juntos...
    está completamente isolada de todos e da propria mãe, k sempre foi a sua melhor confidente como eu, perdeu peso, dormia mal, e com dores de cabeça...
    Sempre tivemos uma relação maravilhosa, e agora parece k me odeia por tudo, não sabendo eu já como lidar com isto e ela recusa ajuda médica...!!!
    dizendo sempre k nós é k estamos malucos da cabeça...
    mas a verdade é k perdeu muito peso, chorava todos os dias por varios problemas k surgiam no trabalho e este estilo de vida, parece sempre revoltada e com fortes alterações de humor, não conseguindo ninguem meter juizo na cabeça dela a levala ao médico...!
    tambem já tentei de tudo para não terminar-mos e continuar-mos com nossos objectivos de vida, inclusivel convidei pra ferias e até recusou depois de ser uma coisa k ela adorava e já tinhas combinado..!
    por favor, deêm as vossas opiniões de até como melhor falar com ela e chegar ao seu coração, pois até ja a mim me afecta, e até ja me sinto com depressão tambem...!!
    obrigada desde já a todos pelo apoio k possam dar...
    abraço.


  1. Olá rcpvs, consigo sentir nas suas palavras a sua tristeza e a sensação de impotência ao tentar ajudar a sua namorada, sem surtir efeito. Também é normal que sinta alguma frustração resultante das conversas que tem tido com ela, certamente algumas terminando em discussões. A depressão é uma "doença" bastante paradoxal. Às vezes, quanto mais queremos uma pessoa, mais a afastamos. E é uma coisa que não sabemos explicar bem porquê. Perdemos mais facilmente a paciência com aqueles que nos são mais próximos. Talvez porque é com eles que nos sentimos mais a vontade, porque com eles podemos ser nós próprios e manifestar as nossas emoções. A sua namorada parece estar, claramente, com algum tipo de perturbação do humor. Há quanto tempo você e e família têm notado essas alterações? É importante tentar perceber quando começaram os sintomas, há quanto tempo perduram, se se têm agravado...? Será que o início dos sintomas teve alguma relação com algum acontecimento de vida. Referiu o fato de estarem longe, por a sua namorada ter ido trabalhar para uma ilha? Os sintomas começaram quanto tempo depois disso? Não fez qualquer referência a como foi a vossa relação durante o tempo que a sua namorada esteve longe? Como comunicavam? Com que frequência? Quantas vezes se viram durante esses dois anos? Se comunicavam por telemóvel ou através da Internet diariamente, ou quase diariamente, certamente estava a par do dia-a-dia da sua namorada... Houve algo que tivesse acontecido com ela? Por exemplo, ela inicialmente devia sentir-se sozinha, não conhecendo ninguém... Conseguiu fazer alguns amigos ou o dia a dia dela era praticamente do trabalho para casa ou de casa para o trabalho? A informação que deu é apenas uma ínfima parte da vida de alguém, por isso o que posso fazer é apenas especular. Será que a sua namorada, como referiu era muito apegada a vocês e não tinha nenhum amigo nem suporte na ilha onde estava começou a isolar-se cada vez mais?
    Quanto as dúvidas da sua namorada em relação a vossa relação podem ser resultantes do estado deprimido em que ela se encontra. Falo por experiência própria, já há vários anos que me encontro num estado semelhante e às vezes não quero ver ninguém. Às vezes uma pessoa entra num desespero tal que acha que ninguém nos pode ajudar, nem as pessoas mais próximas. Achamos que estamos sozinhos no mundo e negamos todas as tentativas de ajuda.
    A minha sugestão é: tente aproximar-se dela, devagar, mostrando-lhe que está ali, criando um espaço seguro e confortável para ela se exprimir (de preferência depois do trabalho, num local com pouca luz e sem ninguém por perto que possa interromper ou incomodar). Diga-lhe que compreende que ela está a passar um momento difícil, que gostava muito de a poder ajudar, nem que fosse só escutando-a e espere, nem que ela inicialmente não diga nada fique lá (segure-lhe a mão, se ela não consentir o toque nesse momento então não insista, fique apenas ao lado dela). Diga-lhe que está preparado para ouvir o que quer que seja. Se há em si alguma mágoa resultante de discussões anteriores tente perdoar. É importante que vá para a conversa cheio de amor e de paciência, pois vai precisar! Oiça-a e tente não fazer juizos de valor, fique mais numa posição de ouvinte atento do que de "oferecedor de soluções". Faça perguntas dirigidas a ela e aos seus sentimentos e muito importante: Não a julgue nem a critique (é muito importante que não faça qualquer julgamento no decorrer da conversa porque o mais provável é que ela se retraia novamente). As pessoas que sofrem de depressão não toleram muito bem os julgamentos porque estão demasiado frágeis para os suportarem. Tente compreende-la a fundo, escutando-a e pondo-se no lugar dela. Mostrando-lhe com todo o seu ser: eu amo-te e estou aqui contigo. Conhece a música Angel de Robbie Williams? Não sei se será fã desse tipo de música, mas oiça-a. Há uma parte que diz "she offers me protection, a lot of love and affection, wheter I'm right or wrong" e é isso que é importante mostrar-lhe e que ela sinta. Esteja preparado para tudo, numa atitude aberta. E faça-o num dia em que se sinta emocionalmente estável (ou mais estável), porque se parte para a conversa irritado, cheio de ressentimento e raiva escondida, pronto para fazer acusações, o mais certo é que a conversa traga mais efeitos nefastos do que benéficos. Se sentir necessidade de expor os seus sentimentos à sua namorada, seja assertivo, tentando não o fazer num tom acusatório. Se decidir ter essa conversa faça-o com todo o coração. Pode ser muito importante, porque se a conversa correr bem, será mais fácil convencer a sua namorada e procurar apoio psicológico. Não a faça sentir-se forçada, como se fosse uma obrigação. Depois de criar o ambiente ideal, de a escutar, de lhe dar carinho, diga-lhe isso como uma sugestão, que talvez fosse importante para ela se voltar a sentir bem como antes, que afinal de contas é isso que ela quer, ninguém gosta de sofrer. Se ela tiver algum preconceito ou alguma relutância, mas de mesmo assim de mostrou um tanto receptiva para a sua sugestão, óptimo! Tente ajudá-la a ultrapassar essa relutância. Você saberá certamente o que fazer!
    As pessoas são diferentes, mas só em jeito de partilha, talvez possa ser útil: nos momentos em que estou mais em baixo, o que dificulta mais a comunicação entre mim e o meu namorado é eu sentir que ele está a negar os meus sentimentos. Isso acontece especialmente quando o que eu digo é dirigido a ele. Por exemplo, eu digo-lhe "senti isto" e ele acha isso absurdo. Quando alguém acha o que sentimos absurdo isso faz-nos sentir tão mal, faz-nos sentir a nós próprios absurdos. Afinal quem controla o que sente? Ninguém. Podemos é controlar a forma como exprimimos. Mas quando sentimos algo, sentimos e pronto. É importante que os nossos sentimentos não sejam negados e sim validados.

    Espero ter ajudado um pouco. Tente também recolher informações junto de pessoas próximas (se é que já não o fez).

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    • 2011-08-31 17:20:4331 Agosto 2011
    • #3

    olá lost_soul, obrigada por tudo, ela é portuguesa e foi trabalhar para os açores, é prof. primária, e vem todas a ferias pro continente.
    eu comecei a notar um afastamento dela depois da pascoa no ultimo periodo lectivo.ela é uma pessoa muito timida e reservada,e talvez um pouco sismática tambem, sendo eu o porto seguro,
    á pouco tempo a mãe confidenciou-me k ela chorava quase todos os dias lá nos açores á noite por estar tão longe de nós, e vivia mesmo sozinha depois das 5h-6h fechava-se em casa e preparava todas as noites as aulas do dia seguinte,mas nós ligavamos todos os dias por telemovel á noite e ao deitar, até por msn tambem...este sintomas têm cerca de 3 meses,eu tambem devo ter culpa no cartorio porque este ano consegui um trabalho novo em contabilidade e foi dificil habituar-me aquele stress todo, talvez destanciando-me um pouco mais dela e chegando a casa cansado...mas sempre fui muito carinhoso e fiz tudo por ela neste 8 anos de namoro, inclusivel fui com ela para os açores no seu 1º ano de colocação, mas não consegui emprego lá e regressei com ela nas ferias e fequei por casa, isto em 2009-2010...mas 15 dias antes de regreesar para estas ferias grandes, ela avisou-e e comunicou-me k estava indecisa em relação a nós, ao nosso namoro, e até quando iamos conseguir viver assim afastados...!eu respondi sempre pra ter força, e k ja passa-mos por coisas dificeis da vida tambem aviamos de ultrpassar esta,...quando um dia antes do voo pediu-me o favor de não ir com os pais dela ao aeroporto esperala, porque ia um sobrinho dela tambem e não tinha-mos lugar pra todos,mas vi k era uma desculpa pois podia levar o meu carro proprio como fazia das outras vezes...!mas lá fui eu, logo após a chegada notei uma uma euforia nela k não era normal a fazer-se de muito feliz, (das outras vezes ficava feliz de nos ver, mas vinha cansada da viagem como era normal) e outro sintoma no aeroporto, ela arreguilava muito os olhos para se concentrar no k nós diziamos, isso tb nunca foi normal nela,...bem, quando chuegamos a casa é k foi pior:o racionicio dela estava completamente alterado e sem paciencia pra ninguem, inclusivel uma sobrinha k tem de anos e k ela adorava, chegou a virar-lhe as costas para varias vezes por causas das birras da pequena...estava muito mais magra e cansava-se a comer, e disse k tinhamos k ter paciencia com ela porque lá nos açores so comia sandes...(tambem me confessou ter muitas dores de cabeça encanto nos açores, e dormir sempre muito mal e acordar muitas vezes sobressaltada)... passada essa noite, quando todos foram dormir e virou-se pra mim e disse: temos de conversar porque nós não estamos bem, e começou a dizer k só me via como um amigo, k passamos de bons namorados a bons amigos, e eu tentei sempre manter a calma sem a chatear, dizendo k tinhamos um amor lindo e pra lutar por ele...mas falamos apenas 10-15 minutos para elanão se cansar muito...fomos deitar mas não quis ficar comigo como de costume faziamos...mas no dia seguinte fomos passear para a praia, e consegui k nos abraça-se-mos e dessemos as mãos ao passear, mas sendo ela muito remitente ao inicio, e disse sempre varias vezes k eu sabia k ainda gostava de mim, ao que ela nunca respondeu k não...dizia apenas k não tinha nenhum botão pra desligar o k nós tinhamos vivido estes anos todos...!eu disse pra fazer um balanço destes anos todos e decidir-se por ai: ao que ela responde, não posso fazer isso porque foi tudo maravilhoso este tempo todo...á noite tive k regressar pra minha casa porque não trabalho na mesma cidade k ela mora, vendo-nos so aos fins de semana...depois as semanas seguintes foram piorando, ao k me contou a mãe dela e com quem me dou muito bem, deixou de falar essa semana para os pais e irma, pra mim não fez nenhuma chama, só enviou uma ou duas mensagens perguntando como eu estava? e que com ela estava sempre tudo bem...por vezes nem sabia o k responder...nos tres fim de semana subsquentes, ainda piorou mais e se afastou mais de mim e da familia, nós começamos a falar em médico, e ela dizia sempre k nós estavamos malucos, nunca ela...!e a coisa piorou pelo menos pro meu lado, porque neste ultimo fim de semana, liguei-lhe a dizer k ia visitar mas só como amigo para ajudar, etc...mas fiquei completamente chocado quando ela me respondeu kpelo amor de deus não venhas mais nunca cá, e deixa me ter paz e socego com a minha familia, porque estou cá á um mês e ainda não consegui ter um momento de paz com a familia...!penso k me culpa por tudo e talvez até me esteja a odeiar, respeitei e desde então só tenho noticias dela pela irmã e pela mãe...sinto-me completamente impotente de não poder ajudar quem mais amo na vida,e triste por ninguem a conseguir levar pelo menos a um médico... desde então tenho lido muito sobre depressões e falei com um colega meu psicologo, continuando sem saber muito bem o k fazer...depois de a conhecer bem e depois de ler muito sobre a doença em questão, penso k é tudo derivado de uma depressão ou esgotamento, até eu já não me sinto muito bem, e ando nisto á 3-4 semanas, com uma aflição constante...
    Abrços, e cá fica mais uma historia linda de amor, k não sei como será o seu fecho...
    um abraço e obrigada a todos...

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  2. Olá de novo Rcpvs,

    Tinha escrito uma enorme mensagem e quando cliquei em enviar a minha ligação à net simplesmente "foi-se"...assim como se "foi" o que tinha escrito. É frustrante, mas certamente não mais frustrante do que a situação pela qual estás a passar (tomo a liberdade de te tratar por tu). É uma situação que afeta não só uma pessoa, mas sim várias. Todos os envolvidos, em maior ou menor grau, acabam por carregar a sua dose de frustrações e sofrimentos. Certamente o que a tua namorada mais quer é sentir-se bem, tal como tu queres vê-la bem e de preferência ao teu lado. Quando se nutre um sentimento de amor/carinho intenso por alguém é doloroso ver essa pessoa sofrer e a sensação de impotência por não conseguir fazer nada. Mas a questão é vocês podem ajudá-la: dando-lhe apoio incondicional, estando sempre do lado dela. Só que, em certos casos, como no caso de uma depressão, por vezes o apoio de familiares, companheiros e amigos não basta. Às vezes é preciso a intervenção de um profissional. Talvez seja o caso.

    Conforme ia lendo o teu relato uma ideia foi surgindo na minha mente: será que essa depressão não foi desencadeada por uma grande sensação de isolamento/solidão? Como tu disseste, tu e a mãe eram grandes fontes de apoio; ela estava longe de vós e parece que por lá também poucos ou nenhuns amigos tinha (segundo disseste ela chegava a casa do trabalho e ficava lá fechada a preparar a aula do dia seguinte). Embora vocês tentassem estar em contato com ela, era um contato diferente do que ela teria na vossa presença. Já estive numa situação semelhante - o meu namorado esteve a trabalhar no estrangeiro durante 2 anos e meio - e às vezes fazia falta aquele carinho, aquele toque, aquele olhar olhos nos olhos, aquele beijo, aquele conforto de um abraço, o simplesmente deitar no colo um do outro, coisas assim... Parece que não, mas embora se possa viver sem ele, o contato físico é muito importante numa relação. Isso também pode variar de pessoa para pessoa, porque somos diferentes, temos necessidades diferentes e valorizamos coisas diferentes; mas como somos todos seres humanos há sempre um ponto comum. Não sei se sabes a necessidade de afeto é considerada uma necessidade básica ao mesmo nível da sede, da fome e das necessidades fisiológicas. E depois as mulheres por norma são seres que precisam de mais atenção (achas que ela era uma pessoa carente?). As mulheres gostam muito de ser ouvidas, compreendidas, confortadas... Não sei se era esse o caso, mas também disseste que ela sempre foi uma pessoa tímida e retraída, o que possivelmente dificultou o estabelecimento de novas amizades. Estava sozinha, num meio diferente, e provavelmente sem amigos: quem não se sentiria só? O que ele te contava pouco antes de começar a manifestar os sintomas? Tenta lembrar-te disso. Do que é que ela se queixava? Ou não se queixava de nada? Disseste mais do que uma vez que ela era uma pessoa um pouco cismática. O que queres dizer com isso? Cismava em quê? Será que as suas cismas não revelavam as suas preocupações?
    Ela sempre se revelou uma pessoa preocupada constantemente com alguma coisa? Desde que a conheces, ela sempre se queixou muito ou nem por isso? Achavas a tua namorada uma pessoa pessimista e com baixa auto-estima antes de isto acontecer? Na tua opinião, o que serviu de gatilho para desencadear este estado? Tenta pensar também nalgum acontecimento passado (infância e adolescência) que também possa ter contribuído para despoletar esta depressão... A infância e adolescência são fases críticas e especialmente vulneráveis. São dois pilares fundamentais para a construção da personalidade. Aquilo que somos hoje depende em grande parte da nossa herança genética em interação com as nossas vivências. Segundo disseste, tens pesquisado bastante sobre depressão. Já deves ter lido algo sobres os fatores desencadeantes. Daquilo que ela te contou, na infância ela sofreu algum trauma, abuso sexual, abusos físicos ou verbais repetidos, teve pais autoritários ou negligentes, sofreu de maus tratos ou de exclusão por parte de colegas de escola de forma repetida, alguma história de abuso de alcool ou drogas na família próxima, alguma história de doença mental na família, alguma doença crónica, algum acidente que tenha comprometido a qualidade de vida, morte de algum familiar ou separação dos pais, mudança de residência para uma cidade diferente, etc... algo que te lembres.
    Claro que é importante vocês refletirem sobre as causas para a poderem apoiar, ajudar e talvez conhecer melhor; mas mais importante ainda é, se estes sintomas persistem, a tua namorada consultar um profissional na área da saúde mental. Com base na resposta que ela deu quando vocês lhe sugeriram isso ela deve ter o estigma/preconceito da maioria das pessoas porque ela disse "eu não sou maluca". Ela deve pensar ou deve achar que os outros pensam que psicólogos e psiquiatras são médicos para malucos. E esse preconceito é difícil de desfazer (falo por mim): por mais argumentos e evidências que as pessoas nos apresentem em contrário, nós continuamos a pensar que nos vão achar malucos. Infelizmente, esta área da saúde mental ainda está muito envolta em preconceito. Eu, olhando para as outras pessoas que sofriam do mesmo não as achava malucas, mas tinha medo que ao admitir que estava deprimida ia ser rotulada logo com um letreiro bem grande "MALUCA", até pelos próprios médicos. Se o principal entrave para ela consultar um profissional for esse, primeiro é necessário desfazer o mito, o preconceito, a vergonha, o que quer que seja. É importante mostrar-lhe que esses profissionais formaram-se nessa área com o objetivo de ajudar pessoas que não se estão a sentir bem, tal como vamos ao médico quando nos doí algo. E se vamos ao médico quando nos dói o corpo porque não podemos ir quando nos dói a alma? Até porque isso de maluco é relativo. O que é um maluco? Alguém que vai correr nu para a rua? A sua namorada corre nua na rua? Não me parece! Pergunte-lhe o que é um maluco para ela e depois pergunte-lhe se ela é assim. E se ela disser que um maluco é uma pessoa como ela então diga-lhe que o mundo está cheio de malucos porque há cada vez mais gente a sofrer os mesmos sintomas que ela. Penso que ela perceberá que a ideia é largar esse preconceito. Disse que ela não quer falar consigo, se não conseguir mesmo falar com ela fale com a mãe ou com o pai se tiverem mais confiança e deixe que seja um deles a fazer isso.
    Na minha opinião consultar um psicólogo seria melhor em primeiro lugar porque um psiquiatra provavelmente irá logo medicá-la e se ela puder melhorar sem se encharcar de químicos porque não? E assim tem outra vantagem: com o psicólogo vai à raiz do problema e como diz o sábio provérbio popular nada melhor que "cortar o mal pela raiz". Eu sugiro a abordagem cognitivo-comportamental (tenho lido que é a mais eficaz). Pesquisem um na zona onde ela vive (ou deixem que seja ela a pesquisar porque não podem fazer nada sem ela concordar). É importante que seja um bom psicólogo ou psicóloga e que queria uma boa relação terapêutica com ela porque o sucesso da terapia também depende do tipo de relação entre psicólogo-cliente. Tem de haver empatia e o cliente sentir-se à vontade, sentir que o terapeuta o acolhe calorosamente e que o aceita tal como ele é. Recolham opiniões se puderem sobre bons profissionais. Caso ela não melhore (e é importante saber que não melhora logo à 2ª ou 3ª sessão!), sugiro que troque para outro psicólogo ou outro tipo de abordagem, pode não ter havido aquela relação que falei antes, ou não ser a abordagem mais adequada ao caso. Se ela preferir consultar um psiquiatra, apoiem-na de igual modo, mas tentem convence-la a complementar a medicação com terapia, porque a terapia ajuda a resolver as questões emocionais e cognitivas. Sinceramente, eu não acho que os antidepressivos funcionem. Mas isso é só uma opinião minha. Se com a tua namorada funcionarem, melhor (mesmo que seja só o poder da crença). O psicólogo, teu amigo, o que disse sobre esta situação?
    A tua namorada quer-vos mostrar que está bem quando tenta aparentar estar. É um esforço que ela está a fazer, mas por estar a fingir rápido acaba. Fingir que se está bem quando não se está é desgastante. Ninguém consegue aguentar durante muito tempo. Ela não devia sentir a necessidade de fingir. Isso é mais um dos preconceitos da nossa sociedade. Ensinam-nos implicitamente que devemos aparentar sempre estar bem, felizes e contentes... que chorar é feio, que sentir raiva é feio... e assim vamos reprimindo os nossos sentimentos (que são informações valiosas sobre nós próprios e os nossos estados internos). Mostrem-lhe que ela junto de vós não precisa fingir.
    Quanto às dúvidas para com a vossa relação tanto podem ser devido ao estado em que se encontra como ao fato de a vossa relação ter vindo a perder a chama. Às vezes as relações vão-se desgastando e quando as pessoas dão conta aquilo a que chamam amor é apenas um hábito. Estão tão habituadas uma à outra que nem dão conta que as suas almas estão afastar-se cada vez mais. Pode acontecer que as necessidades de ambas as partes já não sejam satisfeitas, que já não existam objetivos em comum. Uma coisa que eu também pensei quando li o teu relato é que a tua namorada ficou "farta" de nunca mais poderem estar juntos, fazerem a vossa vida em conjunto, então acha que é preferível acabarem do que viverem assim. Não sei, estou só a especular. Conversa com ela, se conseguires. Acho que ela também deve estar confusa quanto a essa decisão de terminar ou não um namoro de longa duração (há um livro sobre isso Too Good To Leave, Too Bad To Stay) e é fundamental que ela primeiro trate a depressão para depois poder pensar e decidir mais claramente. Antes de ela tomar qualquer decisão importante, é fundamental tratar dela. Porque todas as decisões que ela tomar podem estar sob o filtro da depressão.

    Espero ter ajudado, e não prejudicar ainda mais com os meus conselhos. O que sugeri baseia-se na minha experiência, naquilo que sou e em que acredito e no meu pequeno conhecimento como estudante de psicologia. Espero em breve ter notícias vossas, e boas notícias... Força e muita paciência e apoio para a tua namorada. Mesmo que não queira falar contigo, ela vai apreciar que estejas do lado dela. Uma dica para ela ultrapassar e relutância em consultar um profissional é ler relatos de pessoas em situação semelhante e que obtiveram bons resultados, mesmo que no início tivessem algum preconceito. O importante é ela perceber que estar bem e viver um vida com qualidade supera de LONGE qualquer preconceito que possa existir.

    Um abraço.

    Tatiana

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    • 2011-09-01 21:04:41 1 Setembro 2011
    • #5

    olá lost_soul,
    obrigada novamente, nem imaginas a lufada de ar fresco k me tem trazido as tuas palavras...
    para responder a algumas perguntas k possam ajudar-me deixo aqui:
    será que essa depressão não foi desencadeada por uma grande sensação de isolamento/solidão?
    Sim, se me perguntarem para responder o k desencadeou isto tuno numa unica palavra, eu digo, "foi os Açores".
    por ter k deixar a familia toda para trás, uma vez k ela era muito apegada á nós, e ter vivido este ano todo comletamente isolada em casa e sem aqueles afectos todos k me referiu.
    eu dizia-lhe até muitas vezes para não trabalhar tanto até tão tarde e pra descansar mais nem k fosse apenas a ver televisão, e ela respondia sempre k isso lhe ajudava a entreter o tempo.
    (achas que ela era uma pessoa carente?)
    sim, ficou muito carente este ano todo e mencionou muitas vezes,nunca foi de demonstrar muitas saudades dizendo sempre k estava bem, (mas penso k só para se fazer forte, ainda agora nas poucas mensagens k me manda pergunta sempre como é k eu estou e de pois termina sempre a dizer k com ela está tudo bem pra não me preocupar, e sabe deus o torbilhão de sentimentos k ali irá).mas quando lhe perguntava se tinha saudades minhas, referia muitas vezes k o pior era á noite não ter aquela pessoa ao lado, nem k fosse só para conversar,e referia querer dormir comigo só pra estarmos abraçados...eram as maiores saudes dela.
    provavelmente sem amigos?
    os amigos eram basicamente os professores na escola na hora de trabalho e os alunos na aula, mas tudo a nivel profissional,mas existia uma professora k vivia mais perto dela k é natural da minha zona do norte, e essa professora convidava a minha pra jantar algumas vezes lá em casa dela, essa senhora era de mais idade e tinha uma filha com ela de 13-14anos.
    fora isso, vivia em casa sozinha,e referia acordar muitas vezes de noite sobressaltada e dormia sempre mal e pouco!a senhoria tambem acho k lhe dificultava a vida por se aproveitar de ser professora e ter k pagar contas de quarto, agua e luz muito caras, dizia-me ela...
    Será que as suas cismas não revelavam as suas preocupações?
    Em relação a nós, era saudades, e chegou a dizer á mãe k eu ja não gostava dela e k devia ter outra, confessou-me a mãe,porque eu tb me distanciei um pouco e stressei com um trabalho novo que consegui de contabilidade(por isso penso k tambem tenho culpa nisso)...mas a mim nuca me referenciou isso, queixava-se k a distancia era muita e k não sabia até k ponto aguentavamos viver assim, e se não estariamos adiar o inevitavel...isto 15 dias antes de regressar,dizendo tambem k estava indecisa em relação a nós, e k só me via como um amigo...acho k foi aqui k acordei mais pra vida, e fiquei de pé atras...!
    Por isso digo k ela sismou muito e fez muitos filmes sobre nós, todos com o péssimismo natural dela e dada a situação, simou ser o melhor pros dois desistir de tudo.(com isto não quero falar mal dela, porque sempre foi um poço de bondade aquela mulher pra toda gente).
    Desde que a conheces, ela sempre se queixou muito ou nem por isso?
    digo simática porq, ao longo da nossa vida sempre teve dificuldades ou baixa auto-estima profissionalmente,as colocações eram dificeis a nivel nacional pra recem licenciados, e teve k arranjar trabalhos noutras areas pra ir trabalhando como confessões e worten, no 1ºdisse logo k não sabia trabalhar com maquinas e não ia conseguir;mas depois a patroa gostou muito do trabalho e colocou-a de supervisora, outro problema pra ela, k dizia k não ia conseguir, mas lá consegui:grin: e ficaram muito contentes sempre com ela poq era mt trabalhadora e inteligente, depois consegui partime na worten e trabalhava nesses dois sitios, mas dizia k na worten era preciso vender e falar com muitas pessoas desconhecidas, tinha medo...!mas sempre apoiei e fazia ver as coisas pela positiva,tambem gostaram dela e passaran-na pra caixa, outro trinta e um porque dizia k não conseguia trabalhar com tanto dinheiro...:grin: mas lá consegui e tudo correu bem...
    depois foi colocada nos açores e eu fui com ela á dois anos, mas não consegui emprego em contabilidade e era recem licenciado tive k regressar...!
    este ano foi o filme de que já tens conhecimento...
    contecimento passado (infância e adolescência)?
    sempre teve uma boa infancia e os familiares dela são maravilhosos, depois coneceu-me a mim quando estudamos, fui o primeiro namorado, e ela quase tambem, agora namoramos 8 anos, quase 9 e sempre nos demos muito bem e compreendiamo-nos (claro k com altos e baixos como todo mundo mas sempre sem grandes stress) mas agora rebebtou esta bomba...outra caracteristica dela, sempre foi muito racional, e um um raciocinio muito cuerente, mas depois de vir notava-se diferenças k acho k ja referi: esquece palavras, parece andar a procura de palabras, nota-se completamente "transtornada por dentro" ou até perdida, mas sem k a deixem ajudar...!

    ""Quanto às dúvidas para com a vossa relação tanto podem ser devido ao estado em que se encontra como ao fato de a vossa relação ter vindo a perder a chama. Às vezes as relações vão-se desgastando e quando as pessoas dão conta aquilo a que chamam amor é apenas um hábito. Estão tão habituadas uma à outra que nem dão conta que as suas almas estão afastar-se cada vez mais. Pode acontecer que as necessidades de ambas as partes já não sejam satisfeitas, que já não existam objetivos em comum. Uma coisa que eu também pensei quando li o teu relato é que a tua namorada ficou "farta" de nunca mais poderem estar juntos, fazerem a vossa vida em conjunto, então acha que é preferível acabarem do que viverem assim. Não sei, estou só a especular. Conversa com ela, se conseguires. Acho que ela também deve estar confusa quanto a essa decisão de terminar ou não um namoro de longa duração (há um livro sobre isso Too Good To Leave, Too Bad To Stay) e é fundamental que ela primeiro trate a depressão para depois poder pensar e decidir mais claramente. Antes de ela tomar qualquer decisão importante, é fundamental tratar dela. Porque todas as decisões que ela tomar podem estar sob o filtro da depressão.""

    essa referencia k fixes-te, é completamente a verdade, e estou plenamente conciente disso, ela disse agora muitas vezes k já não esxistia chama nem paixão, retorquindo eu sempre k tinha-mos bons pilares de amor, e uma historia linda k construimos juntos... ela respondia, mas já não é igual, no inicio se me pedissespra fujir fujia contigo, agora já não sinto isso...! diz ela passamos de namorados a bons amigos..mas se perguntar k se gosta de mim, reponde claro não tenho nenhum botão pra desligar e esquecer o k passamos juntos...depois dizia-lhe, vamos fazer um balanço, e ela: não posso porque foi tudo maravilhoso...:dead:

    Mas o maior problema de todos, é a minha indecisão e não saber pra k lado me virar:
    BAtalhar até ao fim ou desistir...???!!!

    ela criou uma grande muralha a sua volta, se eu ligar não atende, se mandar mensagens responde tarde ou quase nem responde...
    este fim de semana, liguei avisar a mae k ia visitar e ajudar para apoiar nem k fosse como amigo, mas depois de ver a mensagem ligou-me ás tantas a dizer k era um chato, ( e sou :dead:)
    e k ainda não tinha tido um minuto de paz com a familia estas 3semanas, e prara a não procurar mais que não havia mais nada a dizer um ao outro e k so nos iamos repetir, etc...
    e eu sintome sempre no meio de uma ponte sem saber pra onde me virar...!
    os pais para não a chatear nem inervar, acho k não lhe conseguem dizer nada nem procurar ajuda, apesar de saberem k não está bem...!
    é isto k me revolta, esta impotencia, e esta luta sem armas pela minha parte para quem mais quero...!

    desculpem o ultimo sincero desabafo,
    e mil obrigadas pelas palavras de ajuda k aqui já me proferiram...
    um GD Abraço,
    Calos.

    Estas pessoas agradeceram ou concordaram com esta mensagem: lost_soul

    • 2011-09-01 21:30:45 1 Setembro 2011
    • #6

    lol,

    temos k diminuir os textos...
    está a parecer um testamento...!:)
    abraço,

  3. Olá Carlos (acho que induzi bem, porque não me parece que te chames Calos! :-b). Sim, realmente estamos a escrever grandes testamentos. Nem eu pensei que fosse escrever tanto quando comecei a responder-te. É que parece que há sempre algo mais por dizer e uma pessoa escreve, escreve e escreve... Mas, se no teu caso escrever servir para libertar um pouco a angústia que vai dentro de ti e, no meu caso, servir para te ajudar, porque não?
    Espero que as coisas já andem melhor.
    Compreendo a tua confusão: não sabes o que fazer porque gostas muito dela, queres ajudá-la neste momento difícil, mas ela diz que não te quer mais e ainda por cima não quer estar contigo. E isso dói. Custa ouvir, da boca da pessoa que amamos, que já não nos ama como antes. Mas assim como nada é imutável, nada é eterno neste mundo (a maior prova disso é que nem a nossa vida é eterna), as coisas também não são totalmente irreversíveis. A tua namorada deve estar num estado de confusão muito grande, deve estar cheia de conflitos internos porque ao mesmo tempo que ainda gosta de ti (e de certeza que gosta muito...após tantos anos é impossível não desenvolver um carinho muito forte por ti), acha que a vossa relação "já não tem pernas para andar". Ela sente que houve algo que esmoreceu, que se apagou... Se calhar o que também está a contribuir para esse estado de depressão é isso. Se esse não foi um dos fatores desencadeantes, pelo menos deve ser um dos fatores que está a mante-la nesse estado. Todos esses conflitos no interior dela devem desgastá-la muito... Ela deve sentir-se perdida. A vossa relação não está definitivamente nem irreversivelmente perdida. Quem sabe se, após ela recuperar, vocês não tenham um bom diálogo sobre o que correu mal e cheguem a um consenso sobre como podem melhorar a fosse relação e conseguir transformá-la em algo que satisfaça ambas as partes, no seio da qual possam ambos crescer como pessoas. Uma relação tem de ser dinâmica. Quando se torna demasiado estática, monótona começa a apagar-se a tal chama, mas quem sabe não possa reacender-se? Não se pode tomar nada como definitivo. Às vezes, o amor não basta, mas também é o amor que impulsiona as relações.
    Se conseguisses falar com ela era bom, talvez conseguisses convence-la a consultar um psicólogo, até porque se aproxima o início das aulas e não me parece que ela esteja em condições de trabalhar nesse estado. Falaste-me que ela se perdia um pouco nas conversas, que não conseguia encontrar as palavras, que arregalava muito os olhos para tentar prestar atenção... Para além de fazer parte da lista típica de sintomas de depressão, a mim parece que ela está submetida a um grande cansaço mental. O cérebro dela tem de fazer um esforço maior para continuar a exercer certas funções que antes fazia com facilidade. Se lhe perguntares se ela se sente mentalmente exausta, se ela não te mentir só para não te preocupar, possivelmente dir-te-á que sim.
    Deve ser complicado estar a trabalhar num sítio tão distante, longe daqueles que se ama, isolado e só focado no trabalho. Não me admira que ela se sinta assim. E depois, essa distância entre vós deve ter "dado cabo dela"!! juntamente com a tal altura em que andavas mais stressado com o trabalho e que se calhar lhe davas menos atenção ou até acabavas por descarregar um pouco o nervosismo nela (não sei, estou só a especular porque as vezes acontece isso com todos nós). Segundo me dizes, ela também já tinha algumas características de personalidade que a predispunham à depressão como esse "pessimismo natural" de que falaste... Ela quando começa a pensar sobre as coisas (incluindo sobre vós) só deve ver coisas más, se calhar pensa muito pelo lado negativo. O fato de ser tímida e reservada também não a puxava a sair e fazer amigos, ficando isolada, com poucas redes de apoio. E o apoio é uma coisa essencial, principalmente em alturas da vida em que nos sentimos mais frágeis ou quando temos problemas.
    Se ela não melhorar, acho que o melhor mesmo é tu ou os pais tentarem convence-la a consultar um psicólogo. Sei que têm medo da reação, mas tentem ser pacientes e compreensivos, falando-lhe com carinho. Há artigos na internet com conselhos de profissionais sobre a melhor forma de tentar convencer um familiar ou amigo com problemas a consultar um profissional. Pesquisa e vê se encontras algo. Disseste que és do norte, eu também sou. Se precisares de o contato de algum psicólogo em Vila Real eu posso arranjar-te um. Ah e outra coisa que me esqueci de dizer, se ela não quiser deslocar-se ao consultório, há psicólogos que fazem consultas online e dizem que é igual eficaz. Eu tenho conhecimento de dois. Posso dar-te os sites deles se quiseres. E quanto a ti, que também estás sobre pressão psicólogica neste momento tenta descontrair o máximo que puderes, passar algum tempo com os amigos, desabafar com eles se precisares e se tiveres amigos de confiança para te ouvir e dizem que o exercício físico também é bom para elevar o estado de espírito. Também podia ser bom para a tua namorada. Também li uma vez sobre um remédio natural que algumas pessoas dizem que foi eficaz para tratar a depressão: erva-de-são joão (há quem lhe chame hipericão).
    Espero mais uma vez ter ajudado. Espero que tragas boas notícias.
    Um abraço,
    Tatiana

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  4. Mais um testamento! :wink: lol

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    • 2011-09-03 00:06:25 3 Setembro 2011
    • #9

    olá, mais uma vez um grande bem aja, a quem dispensa alguns minutos da sua vida em prol de nós amargurados,
    Obrigada,
    sou de bragança e estou cá trabalhar, e as boas noticias não surgem á vista, esta semana estou esgotado de tanto matinar, :evil_grin:
    até já pesquisei aqui em bragança um psicologo, Acacio espirito santo, talvez conheças (e tambem as consultas online, de um psicologo com consultorio em braga), penso k seja bom e vou passar lá pra semana pra mim, porque ultimamente durmo apenas 4-5horas, muito pouco!!
    quanto á minha namorada, tirei esta semana de ferias para passar com ela e mimala mais um pouco, mas a coisa piorou i ligou-me a dizer para não ir sequer, disse apenas k queria paz e sossego com a familia dela... por isso estou afastado completamente dela, e não me deu contacto nenhum esta semana, algumas noticias k tenho foram da irma e da mãe, disseram-me k continua igual mas já fala melhor pra eles... acho até k ja estou mais doente eu k ela... :evil_grin:
    outra coisa k me lembrou, foi fazer uma grande serenata com uns amigos, mas acho k ela deve estar pouco recetiva,...
    outra ideia k tive, foi eu procurar ajuda de um bom psicologo no porto e pedir-lhe k me acompanhe, contar a historia toda antes ao psicologo, e depois o psicologo encaminhala a ela...
    na tua opinião, para k lado pendias..??ou sera melhor deixar esses romantismos para depois de tentar tratar-se...
    Um Abraço,
    e sou mesmo Carlos, pra lem de outros nomes claro, :grin:

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    • 2011-09-03 00:16:30 3 Setembro 2011
    • #10

    desculpa, mas ainda nunca te referi k a mãe e a irma já foram duas vezes a uma dessas pessoas espiritosas, nestas 3semanas...e um bom médico não procuram elas!!
    como não acredito nada nessas porcarias, acho k ajuda por parte da familia está a ser tardia, e daí tambem eu querer procurar ajuda por risco e conta própria,
    podia ser um bom sistema, ir a um psicologo e fazer-me acompanhar por ela apenas para apoio...
    e talvez ela assim tenha ajuda sem dar conta sequer...

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  5. Olá de novo Carlos,
    Pelo que me contas, estás a entrar um pouco em desespero com esta situação toda, o que é compreensível. Acho que talvez fosse melhor, já que estás a pensar nisso, era então consultares tu um psicólogo, expores-lhe o problema e pedires-lhe uma opinião como profissional, ao mesmo tempo que tentas clarificar as tuas ideias. Eu sou de Mirandela, mas não tenho conhecimentos de psicólogos aí em Bragança. Mas vai a esse e experimenta. Já que os pais dela acham que isso se resolve com espíritos, tu recorres ao Espírito Santo! Também não acredito em nada dessas coisas, mas pronto, isso são as crenças de cada um. No fundo, eles amam-na e estão a tentar ajudá-la, mas se calhar não da melhor forma. Às vezes é difícil sabermos a melhor forma. Nós queremos fazer o melhor que pudermos, mas não sabemos como. Que é o teu caso. Estás cheio de dúvidas, às quais eu gostava de saber responder. Mas também não sei o que será melhor. Em Vila Real conheço uma boa psicoterapeuta. E online tenho conhecimento de uma que tem consultório em Braga e outro que não sei de onde é.
    Deves estar triste por teres tirado uma semana de férias e ela nem querer que lá apareças. Essas tuas ideias românticas são boas, mas se calhar não para esta altura, não sei. Como tu disseste ela pode não estar receptiva. Espero não te estar a induzir em erro. Não a conheço e não sou capaz de "prevê-la", porque como temos uma estrutura de personalidade mais ou menos estável todos somos mais ou menos previsíveis... Mas ela agora também deve estar numa fase meia imprevisível, por estar frágil e abalada. O meu conselho seria: não faças nada sem antes consultar uma opinião de alguém que te oriente. Ou então se fizeres respeita a vontade dela de querer estar apenas com a família e tenta mas é persuadir os pais que o problema dela não tem nada a ver com espíritos. Ao falares com os pais tenta identificar sinais de melhoria: tipo se ela não se fecha em casa o dia todo, se já não se irrita com tanta facilidade, se quer estar com a família ou se se fecha no quarto, se já não parece tão "perdida", etc.
    Se calhar essa negação em ver-te é uma forma de fazer prevalecer a decisão dela em relação a vós, para não voltar atrás, uma forma de tentar ultrapassar o "fim" mais facilmente, como se costuma dizer "longe da vista, longe do coração". Quando tomamos um decisão na qual vacilamos temos de ser fortes (ou fazer-nos de fortes) para a manter... Não sei se será isso.
    Desejo-vos o melhor. Ides conseguir ultrapassar este momento difícil das vossas vidas, seja lá por onde for. Força! :wink:

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