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    • 2017-02-23 20:17:5023 Fevereiro 2017 editado
    • #1

    Boa noite,
    Estou prestes a ter o meu primeiro bebé e estou super feliz por isso, porém não noto o mesmo entusiasmo por parte do meu marido. Vai às consultas, sim, mas além disso não participa em nada. Se dependesse dele, o bebé ia dormir no chão e nu, visto não ter tratado nem interessar-se por nada relacionado com o enxoval do bebê.
    A questão é que o meu marido já tem 1 filha de um anterior relacionamento, e eu acho que ele tem um grande sentimento de culpa perante a filha por ir ter um segundo filho.
    Não sei como lidar com isto, porque ele põe a filha à frente de tudo (mesmo quando ela tem comportamentos inadequados) com medo que ela não goste, e negligencia a mulher (eu) e o futuro filho...


    • 2017-02-24 10:07:2724 Fevereiro 2017
    • #2

    bom dia, o tempo cura tudo.
    Quando o seu marido tiver o bebé nos braços, ele vai mudar, tenho a certeza.
    Se gosta tanto da filha, também vai gostar do seu bebé.
    Existe muitos homens que também acho que certas detalhes do enxoval, da fraldas, roupas cabes a mulher porque elas tem mais instinto para isto.
    Sente desenquadrado, talvez.
    É um período fascinante a gravidez mas também com muito stress!
    Pode sempre desabafar com ele com calma a explicar o que sente.
    porque afinal um casal precise e deve poder falar com naturalidade.
    Boa sorte e muitas felicidades para a sua família!
    Cumprimentos

    • 2017-12-30 21:41:2530 Dezembro 2017
    • #3

    Boa noite! só agora dei com este fórum, e por isso só agora li esta mensagem, e quase um ano depois não sei se a minha opinião ainda ajuda , mas não resisto a dá-la, porque eu estive numa situação parecida , mas do outro lado. Na altura em que a minha mulher engravidou eu também andava um bocado a leste da coisa. Na altura andava mais preocupado com a minha vida pessoal, e por exemplo nunca fui a nenhuma consulta, nunca quis saber de roupa nem nada disso. Por vezes a minha mulher pedia-me opinião sobre roupa e eu dizia sempre que estava bem, era roupa...
    Quando a minha filha nasceu , eu estava a trabalhar e só fui vê-la horas depois quando saí do trabalho e no trabalho não contei a ninguém que já tinha nascido. No dia seguinte iam-me matando. e também não gozei os dias a que tinha direito porque sinceramente achava que era imprescendível no emprego.

    Hoje passado 12 anos e sempre que vejo algum pai contar que foi ás consultas ou que tirou não sei quantos dias antes e depois, eu sinto-me envergonhado, mas nunca comento isso com a minha mulher. Mas na altura na minha cabeça eu não estava a fazer nada de mal. Depois que a minha nasceu, eu dava-lhe banho, dava-lhe de comer, mudava-lhe a fralda, etc, fazia tudo , mas continuava a não querer saber minimamente de escolher roupa para lhe comprar ou algo do género. Ou seja eu estava presente naquilo que achava que devia estar presente e não achava que estivesse a fazer nada de mal. E não era por isso que gostasse menos da minha mulher e filha. Unicamente eu como outras pessoas temos maneiras diferentes de lidar com as coisas.
    Por exemplo ainda hoje é escusado pedirem-me opinião sobre roupa, porque para mim é tudo roupa. Tanto faz. E por exemplo nunca fui de andar com fotos a mostrar a toda a gente e tenho muito pouca paciencia para quem me tenta mostrar a mim.

    E é isto. Não estou a dizer que tenha sido o caso, mas por vezes fazem-se coisas que na nossa cabeça não parecem mal nenhum, mas na maneira de ver dos outros não é bem assim.