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    • 2017-12-10 21:32:5710 Dezembro 2017 editado
    • #1551

    Olá meninas. Antes de começar a escrever sobre o que interessa, queria deixar um grande obrigada a todas as mulheres que escreveram aqui nesta pequena página. Mesmo não tendo lido tudo (mas quase li) e sabendo que 90% das mulheres nunca mais voltaram a este fórum, quero mesmo deixar a minha mensagem de apreço porque, por muito apoio que tenhamos por fora, apenas nós que realmente fazemos uma IVG sabemos o que é. O facto de terem escrito, de se terem exposto ao mundo, deu uma força bem grande.
    Agora, indo ao que interessa. Vou tentar descrever tudo da forma mais resumida e simples possível.

    Não tomava a pílula, tinha deixado há uns meses mas fui sempre certa, variando apenas em 1 dia/dia e meio de atraso mas apareceu sempre. Um dia, com o meu namorado, por descuido nosso, não usámos preservativo. O momento em si foi irónico uma vez que foi uma "rapidinha" e ele nem sequer ejaculou dentro. Conclusão, não subestimem o coito interrompido. Bastou para me engravidar.
    Passado 1 semana e uns dias, não me veio o período, suspeitei. 5 dias depois não aguentei, fiz o teste e surgiram logo os dois tracinhos. Fui a um hospital privado, onde consegui marcar consulta num ginecologista (tenho a sorte de ter adse). O médico que me atendeu foi um querido. Chorei enquanto fazia a ecografia, até me deu a mão porque viu o estado de pânico em que estava. Fiz análises de hcg na hora, deu um valor de 98. Pediu para repetir 48h depois a ver se dobrava; 48h depois, quase triplicou: 337. Com este valor estaria de 2 semanas de gestação. Mal se via na ecografia, nem 2mm tinha. Foi-me explicado todo o processo mas teria que ser encaminhada para um hospital público, e foi então que escolhi a Mat. Júlio Dinis.
    Marquei consulta para a semana seguinte, para quinta. (só marcam consultas para processos de ivg às 3as e 5as). Fui atendida por um médico super despachado, nem sequer se apresentou. Toda eu tremia e ele sempre a dizer "isto é muito simples, você está a fazer um drama" o que me irritou bastante. Consigo compreender que para ele aquilo seja banalíssimo mas uma pessoa fica num estado tão frágil, tão vulnerável que qqr coisa puxa por nós. Marquei a primeira toma para duas semanas seguintes (por agenda minha, para poder estar em casa acompanhada com o meu namorado e amiga). Nessa primeira toma (dia 5), estava numa pilha de nervos tão grande que nem quis que o meu namorado estivesse comigo, tal era a vergonha, o peso de consciência, falta de auto estima. A enfermeira que me recebeu foi excelente mas assustou-me pois deu-me 2 comprimidos anti eméticos (anti vómito) dizendo que era comum e não poderia sair dali nas próximas 2h. Com isto, tomei o pequeno almoço para ingerir os comprimidos num estado indescritível. Quando cheguei ao mesmo gabinete da enfermeira, surgiu outra enfermeira que me deu uma injeção de Imunoglobulina Anti-D, por ser grupo sanguíneo Rh -. Esta conseguiu acalmar-me de uma maneira espetacular. Riu-se comigo e disse "não esteja aqui, vá às compras de natal, descontraia que vai correr bem". E lá fui, e de facto, não vomitei. De repente, fiquei bem disposta, algo que parecia impossível nos dias que corriam. Foi-me informado que poderia ter hemorragias e caso acontecesse com este primeiro comprimido, devia ir à urgência pois podiam já ter provocado o aborto, podendo não ser necessário tomar o outros. No dia seguinte (dia 6), senti dores fortes no ventre por isso seria possível o processo já ter dado início aqui.
    Trouxe os outros comprimidos para tomar 48h depois (a 2ª toma, dia 7) : 2 anti eméticos, 8 cytotec e 2 diclofenac (analgésico, mais forte que brufen): os anti eméticos a tomar às 10h em jejum, 1 diclofenac + 4 cytotec às 11h depois de tomar o pequeno almoço e os restantes para tomar às 15h. A regra pela maternidade são estes intervalos de tempo. Mal tomei os 4 primeiros, passado cerca de 20min já estava a sangrar. Era sangue coagulado portanto, bom sinal. (sangue corrido, pingar mesmo é mau sinal porque pode significar que afetou algum vaso sanguíneo) Fiquei de certa forma contente, aliviada.
    1h depois chegaram as dores. Não vou mentir, dói, e dói muito. Não tem a ver com as dores do período porque vem por ondas. Alívio momentâneo seguido de "pontadas" fortes que vos fazem deitar. Algumas cólicas, diarreia e suores frios. Mas nada que não se aguente. Por volta das 14h, senti a barriga a encolher, o útero contraído, uma dor bem aguda, corri para a casa de banho e expulsei um coágulo bem grande. Não fico impressionada com nada (já trabalhei em hospitais e clínicas, urgências etc) e fiquei impressionada com o que havia expulsado. Puxei o autoclismo e não olhei mais. As horas seguintes, mesmo depois dos outros 4 comprimidos, são bem mais toleráveis. O que mais senti foi um mau estar bem forte no estômago. A verdade é que tomamos uma bomba química nesse dia, 12 comprimidos no total. O corpo dá conta do assunto.

    Hoje, faz 3 dias que passaram e sinto um alívio bem grande. Sinto dores (ainda ando a tomar brufen para controlar) e algumas quebras de tensão (tenho tensões baixas) mas só o facto de não andar mais com esta angústia diariamente, faz com que tudo seja melhor. Tanto eu como o meu namorado não estamos preparados para ser pais, foi a decisão mais correta e altruísta a tomar.
    O aborto é um assunto tabu, infelizmente, mas sinceramente acho uma decisão que deve caber essencialmente à mulher. Acidentes acontecem, mesmo com prevenção. Um filho não deve ser um acidente. Não é um erro pelo qual temos que nos responsabilizar ou assumir. Temos que ser gratas por vivermos num país democrático que está (felizmente) a evoluir e dar opção de escolha às mulheres. Vocês não são menos mulheres por isto. Lembrem-se disto.

    Conselhos para quem decide ou só pode escolher o método medicamentoso:
    1º estar acompanhado. Não só pelo facto de ser necessário ir às urgências caso algo corra mal, mas também pela companhia. Ajuda-nos a relaxar e a abstrair nem que seja por uns minutos. Estejam com alguém em quem confiam, com quem se sintam bem.
    2º alimentação. Comam pequenas coisas, várias vezes. Bolachas mais secas (água e sal, com frutos), evitar cremes e etc; beber sumos tipo compal, ricos em açúcar para não haver quebras de glicémia. Entre tomas, comam refeições com hidratos (dietas ficam para depois) e carnes leves, evitando sempre alimentos pesados para o sistema. Lembrem-se, vão perder bastante sangue, têm que manter as tensões um pouco mais elevadas.
    3º roupa confortável e muitas almofadinhas.
    4º sacos de sementes para aquecer. o meu namorado ofereceu-me um da Natura, com cheirinho a lavanda (tem propriedades de relaxamento) e ajudou imenso com as dores no ventre! agora sempre que tiver dores de costas ou mesmo para aquecer a cama, tenho este saquinho com um cheirinho maravilhoso :)
    5º arranjem filmes que gostem, séries, músicas que vos relaxem. 50% do sucesso de todo o processo vem do nosso psicológico, estarmos relaxadas ajuda. E é só. Já está. (desculpem, fui tudo menos simples e sintética ahah)

    A todas que vão passar por isso, um beijinho grande de muita força e positivismo.
    Sem darem por isso, já passou. Qualquer coisa, dúvida que precisem de esclarecer, podem mandar mensagem em privado que eu ajudo no que conseguir.


  1. Bom dia!
    Tenho seguido este tema, desde que descobri estar grávida.
    Sou casada e tenho 2 filhos, e fazer ivg era uma coisa impensável...
    Nunca tomei a pílula, mas sempre tivemos muito cuidado...os meus filhos foram planeados...Contudo realmente não se pode confiar no coito interrompido...16 anos nisto e o pior aconteceu. Não estou preparada pra ser mãe novamente, nem me consigo conectar a esta gravidez nem criar qualquer laço. A ultima menstruação foi a 20/10 sou sempre muito certinha...por isso a 27/11 vi logo k algo ñ estava bem...ganhei coragem e desesperada fiz teste, o mundo parou...deu positivo. Em pânico pensei logo na interrupção, fui de imediato às urgências da maternidade Júlio Dinis...
    Encaminharam me pra consulta que seria apenas dia 7/12...fiquei desesperada, tinha ainda muito que esperar, ando muito enjoada...isto é um aperto muito grande.
    Chegou o dia da consulta e nem sabia de qts semanas estava. Enquanto esperava sentia um vazio no peito e finalmente lá o médico me chamou, um sr com bastante idade mas foi super querido. Fui logo fazer eco vaginal com 2 medicas super frias, que me fizeram sentir muito mal...confirmado grávida de 8 semanas...
    É uma angústia muito grande...só quem passa por isto é que entende.
    Bem amanhã dia 14/12 vou fazer a 1 toma...que Deus me ajude, é um peso muito grande.

    Obrigada pelos vossos comentários, sem dúvida que me ajudaram.

    • 2017-12-20 00:50:3220 Dezembro 2017
    • #1553

    :01smile::01smile:Olá meninas ! Também passei por um processo de IVG mas felizmente correu tudo muito bem!
    Para melhor vos aconselhar, antes de iniciar uma breve explicação de todo o processo, digo-vos e aconselho que o façam na MAC (Maternidade Alfredo da Costa - Lisboa) onde se referem ao processo através das consultas CGI, irão ser acompanhadas por excelentes profissionais, o que facilita tudo a dobrar.

    Primeiramente, vocês irão ter a consulta prévia, para marcar o meu namorado dirigiu-se pessoalmente a maternidade, ou seja aconselho a todas para tentarem minimizar o tempo de todo o processo, deslocarem-se logo à maternidade sem passar por centros de saúde etc etc.
    Voltando à consulta prévia, temos a ideia que nos irão fazer mil e uma perguntas, e que seremos questionadas sobre tudo e nada, na MAC não é assim, apenas colocam-nos soluções (contraceptivos, explicação de todo o processo etc) sem abordarem o assunto de forma constrangedora.
    Nesta consulta irão fazer-vos uma eco vaginal, processo desconfortável naturalmente, não só pela situação em que nos encontramos, como também o nervosismo natural de estarmos a vivenciar algo que não queremos. Ninguém vos mostra o bebé nesta fase, nem irão ver nada que vos faça impressão. Outra informação importante, na MAC apenas realizam o método medicamentoso.
    Bem segue-se o minimo dos 3 dias de reflexão (a que não há escapatória), estes serão naturalmente angustiantes, não só porque os sintomas da gravidez intensificam-se, no meu caso enjoos a todo o momento, vômitos, mas também porque estamos desesperadas que tudo acabe rápido. Nesta consulta também assinam a papelada toda para a próxima consulta.
    Bem, chegando finalmente à consulta da primeira toma, digo-vos é ainda mais difícil, dado que o nervosismo é enorme e no meu caso, pelo facto de constantemente vomitar tinha sempre o medo de vomitar os medicamentos, e comprometer todo o processo. Relaxem, tentem ir o mais descontraídas possível, porque o primeiro medicamento que vos irão dar é super tranquilo de tomar, sem causar qualquer efeito secundário. Na consulta irão dar a receita para os restantes medicamentos, sendo 2 comprimidos para prevenir infecção (que digo-vos já, no meu caso não consegui tomar devido a mal disposição e serem grandinhos, ou seja assim que os tomei o corpo rejeitou).
    Os restantes serão analgésicos (para as dores), todos os outros comprimidos serão dados pela médica sendo os que irão colocar nas bochechas (4 medicamentos), ou seja os que irão causar o início do aborto. Não se preocupem em demasia, a médica irá fornecer um papel com todas as instruções, inclusive as horas exactas que devem tomar, pois começa-se o processo 48h (de manhã) após a segunda consulta.
    Bem chegando as 48h, irão estar nervosas, com mil e sentimentos, o que é normal, mas o que aconselho é relaxarem o máximo possível, sei que será difícil mas acreditem, se passarem o processo com cabeça o mais tranquila possível irão ter resultados muito melhores.
    No meu caso, tomei o analgesico e consegui aguenta-los no corpo, em seguida tomei os 4 comprimidos nas bochechas que só consegui aguentar durante 30 min e apesar de parecer tudo perdido e o desespero ter passado pela cabeça, facto é que passado uma hora estava a sangrar!!!!!!!!!!!
    Vocês irão sentir o alívio, de sentir algo a tentar sair , nas primeiras horas será complicado, portanto aconselho a passarem-nas na WC, isto porque irão sair granulados de sangue, algo desconfortáveis, dado serem maiores, o que é super natural apenas relaxem e deixem sair
    Agora vem a parte para mim nova e que pela primeira vez alguém irá transmitir algo novo, as dores no meu caso não foram "de morte", apenas foram dores um pouco mais fortes do que quando estamos com o período, elas são sim suportáveis e vocês irão estar muito mais concentradas no facto de que estão a sangrar, está a sair tudo bem, e que estão a terminar um longo processo!
    Após umas 3h, as dores irão acalmar assim como diminui o fluxo de sangue, e acreditem passado umas 4h irão sentir um alívio enorme no corpo, má disposição (caso tenham tido durante o processo), ou seja o corpo automaticamente adapta-se à nova realidade.
    Este processo é rápido, uma vez que ao dia seguinte não irão sentir nada apenas o sangramento que irá decorrer durante alguns dias (depende de pessoa para pessoa).
    Resumindo, aconselho-vos a terem os vossos namorados presentes, não os afastem nesta fase por estarem fragilizadas, por ser vergonhoso , por não se sentirem à vontade, acreditem que ter o meu namorado presente em todas as etapas, incluindo as consultas ajudou-me imenso, tranquilizou-me e sem ele possivelmente não estaria a escrever um testemunho tão positivo como este. A situação é difícil, sei que irão sempre ter o pensamento "só eu é que vou sofrer, para ele será fácil falar, opinar" mas o que é certo é que passando tudo perceberão que eles sofrem tão ou mais do que nós!

    Passo essencial, o processo como todas as meninas o dizem não é fácil, para quem tem uma relação continua a ser difícil, isto porque não iremos estar dispostas a ser atenciosas, iremos sentir muito cansaço, pouca energia e consequentemente pouca paciência, por isso o conselho que vos posso dar é falarem de tudo com os vocês namorados, do que sentem, do que vos coloca mal, lembrem-se que eles não irão perceber metade do que se está a passar com o nosso corpo, a nível psicológico, porque nem nós o percebemos. Isto serve tanto para o namorado como para outra pessoa mais próxima de vocês que vos esteja a ajudar a ultrapassar tudo isto.

    Bem, espero que o meu testemunho ajude muitas meninas que estão/vão passar por um processo de IVG porque acreditem, ao ler os vossos comentários senti-me bem, acompanhada e serviu para me informar sobre tudo um pouco, por isso aqui estou eu para vos ajudar.
    Nunca deixem de acreditar que vão superar tudo isto, .confiem em vocês, nós somos bem mais fortes do que o que pensamos!

    Um beijinho enorme para todas meu e do meu namorado, que como não seria de esperar, mais uma vez ajuda-me a escrever tudo isto para vocês. :01smile::01smile:

    • 2017-12-22 00:29:1122 Dezembro 2017
    • #1554

    Lamento que a MAC já só faça IVG medicamentoso. Eu fiz cirúrgico lá. 5 estrelas!

    • 2017-12-24 03:02:3924 Dezembro 2017
    • #1555

    Olá a todas, este fórum está a ser um calmante muito especial para mim e agradeço a todas vós por isso. Ler os vossos testemunhos e saber que não estou sozinha faz-me sentir menos desamparada.
    Depois de 2 semanas de atraso da menstruação e a tentar negar a possibilidade de uma gravidez, fiz o teste e segundos depois deu positivo. Fiquei em pânico, falei com o meu namorado e ele foi o mais racional possível dentro de toda a minha emotividade.
    Tenho a dizer que a MAC tem sido incrível em todo este processo. A médica que me atendeu foi extremamente atenciosa, explicou-me todo o processo e saí dali mais calma e determinada pois sei que é a melhor decisão possível para mim e para ele.
    Tenho 32 anos e nesta altura já toda a gente nos olha com alguma suspeita por querermos fazer uma ivg mas eu não posso trazer um ser ao mundo sabendo que não tenho ainda estrutura económica e emocional para isso. Confesso que me está a custar muito porque sei que vou precisar que me colem o coração depois disto.
    Estou grávida de 6 semanas e a médica explicou-me que até às 8 semanas o processo é por via de medicamentos. Só a partir das 8 semanas é que podemos optar pela via cirúrgica.
    Tenho a minha primeira toma de comprimidos marcada para dia 2 Janeiro (um triste começo de ano) e dia 4 será a restante medicação. Dia 4 estarei em casa e o meu namorado tirou o dia para estar ao meu lado, não quero passar por isto sozinha. Estou em pânico mas tudo aquilo que li aqui me fez perceber que somos mulheres incrivelmente fortes e que nada disto deve ser visto como tabu ou com preconceito.
    Tenho-me rodeado das minhas amigas e elas são incansáveis no amor que têm demonstrado ter por mim e por isso aconselho: não passem por isto sozinhas, ser forte é também mostrar vulnerabilidade nos momentos em que mais precisamos. ❤️

  2. Boa noite meninas... Eu primeiramente gostaria de tirar umas dúvidas. Se eu fizer o IVG em um hospital público fora da minha zona, em outra cidade, vai ficar registrado no sistema que eu fiz a interrupção?? Ou até mesmo se eu fizer no hospital público da cidade onde eu moro, fica registrado para que outros médicos saibam? Em outras ocasiões???
    Beijinhos!!!

    • 2018-01-12 20:09:3012 Janeiro 2018
    • #1557

    Olá, primeiramente gostaria de dizer que esse fórum tem me ajudado bastante, obrigada a todas que compartilharam sua experiência aqui!!
    Gostaria de saber quais hospitais fazem IVG em Coimbra e como foi a experiência de vocês neles.

  3. Boa noite, estou para iniciar uma IVG. Minha consulta está marcada para segunda-feira no Hospital de Vila Nova de Gaia, gostaria de saber se alguém já fez IVG lá e como foi. Onrigada

    • 2018-03-19 10:51:2619 Março 2018
    • #1559

    Olá.
    Vim parar a este fórum, porque no início do mês tive uma relação desprotegida, com coito interrompido (uma grande estupidez), e o meu período, que já devia ter começado e acabado, ainda não veio. Como tinha acontecido essa situação, fiquei logo com medo e até poder comprar um teste de gravidez, fui procurando informações e testemunhos de ivg, porque já sabia que se acontecesse uma gravidez, nunca quereria este bebé. Tanto a nível monetário, como emocional, e tendo em conta o pai, não é mesmo algo que queira. Um dia sim, mas por agora não.
    Felizmente fiz um teste há pouquinho e deu negativo. Se o período não me vier até ao fim do mês, vou fazer outro novamente, para ficar mesmo descansada. Mas afinal talvez esteja atrasado apenas porque tenho andado muito stressada no último mês e meio, talvez seja disso. Se continuar a não vir e a dar resultado negativo, irei a um médico.
    O meu testemunho não tem nada a ver com o vosso, mas precisava de contar isto, porque não podia contar a mais ninguém, e porque queria dizer que li tantas das vossas histórias, e realmente vocês são pessoas perfeitas, fortes.
    Ainda está tudo um pouco mal preparado para situações de aborto voluntário, as pessoas ainda julgam muito, até amigos e família.
    Mas vocês são todas muito corajosas e muito fortes, e só tenho é muita pena é que muitas de vós tenham estado sozinhas, ou tenham sido descriminadas e mal tratadas, não é justo.
    Força para todas, um grande beijinho.

  4. Bom dia... sou mais uma...
    Estou grávida, depois de anos de infertilidade que resultaram depois dos tratamentos em gémeos (agora com4 anos) fiquei com o sonho realizado.
    Mas milagrosamente engravidei inesperadamente e aceitei de braços abertos o meu milagre (agoracom2 anos)

    a questão é que mesmo usando pilula e preservativo engravidei de novo. Estou com os ovários híper estimulados.

    Estou desesperada mesmo!
    EU não quero tirar este 4º bebe, mas não sei de quanto tempo estou, as minhas crianças são muito pequenas e estou desempregada.
    O salario do meu marido não é suficiente.
    Não encontro ginástica possível.
    Compramos casa recentemente e as nossas poupanças estão destroçadas em função disso mesmo...

    Estou com o dilema da minha vida. A Atitude responsável sei qual é, mas não consigo aceitar de maneira nenhuma.
    Não somos garotos (perto dos 40) nem foi irresponsabilidade.
    Mas tenho que pensar nos que cá tenho e não posso ser egoísta. O meu marido gostava de termais um... mas a vida não dá, a minhamãe meu grande apoio sugeriu aproveitar a intervenção para laquear as trompas...

    Hoje tenho a consulta prévia...
    Tentei encontrar testemunhos parecidos com o meu mas não encontrei...

    Como é que se vive com um ato contrário à nossa natureza? Todos têm tanta certeza que o certo é a IVG... menos eu...
    Estou farta de médicos, pelos tratamentos, dois partos difíceis cada um à sua maneira...
    Não sei qual o melhor método... estou perdida!
    Também não queria ser mal tratada mas não será fácil... Estou muito sensível e só no telefonema inicial já a indelicadeza esteve presente, quando perguntei quanto tempo demora: "eu sei lá quanto tempo demora, a senhora é que tem que se organizar... afinal quer marcar ou não?"

    Alguém desse lado?

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    • 2018-11-26 18:49:5426 Novembro 2018
    • #1561

    Olá a todas.
    Muito provavelmente ninguém irá ler esta mensagem, da mesma forma que eu já não vinha a este fórum desde 2014.

    Registei-me neste fórum pois também fiz uma ivg em 2014 e encontrei aqui muito apoio e conforto, tanto que nunca me esqueci deste fórum, apenas nunca mais voltei cá pois queria "apagar" este episódio da minha vida .
    A decisão foi tomada a dois e continuo a acreditar que a foi a melhor, não tinhamos capacidades financeiras nem maturidade suficiente para ter um bebe.
    A nossa luta foi ter uma vida estável e ter o nosso bebé com todas as condições possiveis.
    Ora bem, após 4 anos de luta chegou o momento. Estamos a tentar engravidar sem sucesso. Retornei ao ginecologista e foi-me diagnosticado SOP. Simplesmente neste momento não consigo engravidar sem ajuda de medicamentos para o efeito. Não acredito no karma, mas Acredito que seja o preço por ter tomado a decisão da ivg à 4 anos atrás.
    É irônico que neste momento esteja a passar por procedimentos de infertilidade para conseguir ter o meu bebé. Mas não se assustem, esta condição nada tem a ver com o procedimento que fiz. Simplesmente o meu corpo não está a fazer o que tem de fazer, está "adormecido" e se tudo correr bem irei ter o meu bebé.

    Apesar desta infelicidade, não deixem de tomar a vossa decisão. Mesmo que vos pareça a decisão mais cruel, acreditem que em vocês e nas vossas razões. Um bebê não tem de vir ao mundo por "acidente". Muita força a todas as meninas que pensam ou irão fazer uma ivg. Foquem-se nas vossas razões e sejam fortes!
    :kiss:

    • 2018-12-05 06:14:33 5 Dezembro 2018 editado
    • #1562

    Tenho 25 anos e fiz uma IVG com 19 anos, no segundo ano da universidade. Na altura, tinha a certeza que era o melhor para mim, o meu namorado quis obrigar-me a ter o bebé quando lhe contei e só isso mostrou-me que ele não era a pessoa certa para mim. Contou à família toda depois de lhe pedir um tempo para lidar com a situação e ainda disse que ele e a mãe iriam as consultas comigo. Não era agressivo fisicamente, mas fazia imensa pressão psicológica e emocional e achava que isso era tomar conta de mim. Para fazer o aborto tive que lhe mentir, dizer que o facto de não saber da gravidez e ter bebido álcool e ir a ambientes com muito fumo durante as primeiras semanas (saíamos à noite aos fins de semana) fez com que o bebé não estivesse a desenvolver-se em condições. Foi horrível ter que passar por isto. Para além do medo de toda a situação, ainda tinha que andar a mentir sobre as horas das consultas para que ele não fosse ter ao hospital. Foram dias muito cinzentos; não conseguia comer, não conseguia dormir, estudar. Tinha medo de dar nas vistas.
    No dia da primeira consulta fui atendida por uma enfermeira muito doce que me perguntou porque estava sozinha. Eu expliquei-lhe a situação, meio a medo que me julgasse. Ela disse que a decisão era minha e ninguém, nem mesmo o pai poderia decidir mais do que eu. O corpo era meu, e estes nove meses eram meus e iam afetar-me a mim e que isso dava-me o poder de decidir por último e a cima de qualquer outra palavra e que eu estava a ser muito corajosa por fazer aquilo sozinha. Lembro-me de sentir um quentinho no coração. Quando fui para a sala para fazer a ecografia, a médica não tinha nada a ver com a enfermeira: era fria, bruta, distante. Falava com agressividade e brusquidão, nem olhava para mim. Fazia-me sentir como se eu fosse uma ignorante sem estudos que estava para ali a gastar dinheiro ao estado porque não sabia fechar as pernas. A certa altura entrou outra enfermeira para falar de um caso anterior com ela e lá estava eu de pernas abertas, com a câmara enfiada lá para dentro e elas na conversa como se fosse natural e estivesse tudo bem. Naquele momento senti-me tão pequena e desrespeitada mas sabia que não podia fazer nada, não tinha outro sítio onde ir. Quando a enfermeira se foi embora, a médica deu-me as ecografias e disse que estava de seis semanas. Mentalmente comecei a fazer contas ao dia, a tentar perceber o que tinha falhado. Fui-me embora recusando o apoio psicológico e sem olhar para as imagens. Eu não podia correr o risco de me afeiçoar a elas. Não era uma hipótese.
    Passado três dias voltei com a garrafa de água e tentei falar pouco, despachar o assunto. Explicaram-me tudo e receitaram-me uns comprimidos para as dores. "Se tiveres muitas dores e sangue muito abundante tens de vir as urgências." Na minha cabeça, eu só pensava como é que eu iria as urgências se ninguém sabia de nada... Levantei os comprimidos e agradeci ter calhado ao fim de semana. Fui para casa e o primeiro comprimido, aquele para prevenir infeções ou algo assim, deu-me imensos vómitos, mas como me avisaram que tinha de o ter no organismo mais de duas horas tentei controlar. Passaram e transformaram-se em diarreia passado uma horas. Já tinham passado as duas horas e decidi não ir ao hospital porque era de noite e teria de dizer aos meus pais.
    No dia seguinte, na hora certa, tomei os comprimidos para a dor primeiro, antes de colocar os vaginais. Depois coloquei os vaginais a medo. Tentei pôr o mais fundo possível, como recomendado, mas os meus dedos são curtos. Fui para a cama e os comprimidos para as dores começaram a dar-me sono. Eram cerca de onze horas. Por volta das duas acordei, sem dores, só um leve desconforto. Menor do que as dores menstruais normais. Como se tivesse uma botija de água quente pousada em cima barriga mas estivesse mais pesada do que o normal. Quando me levantei da cama senti um "mar" a escorrer-me pelas pernas. Olhei para baixo e era só sangue. O penso que tinha usado estava encharcado e já não conseguia absorver mais. Fui a correr para a casa de banho, pinguei o chão e troquei o penso. Fiquei preocupada mas disseram que nas primeiras horas era normal. Voltei para a cama e tentei dormir. Quando acordei de manhã tinha outra vez mais sangue do que na menstruação normal, mas nada que me incomodasse. Não tive dores e senti um alivio por já estar a passar. Estive menstruada durante uma semana e meia. Quando voltei a consulta de verificação estava tudo bem e trouxe a pílula comigo.
    Deixei de tomar a pílula há dois anos quando me diagnosticaram um problema de saudade que podia agravar com a toma de hormonas, passei a usar preservativo. Esta semana o meu período está atrasado 5 dias. Estou a começar de panicar. O meu namoro é estável, feliz. O meu namorado é o meu melhor amigo, mas apresento a tese de mestrado nas próximas semanas e não precisava de este nervosismo todo. O mais irónico e que iria colocar um dia daqui a duas semanas também. Espero que sejam os nervos a atrapalhar, mas 5 dias é demais e começa a ser difícil acreditar que ele vem por aí.
    Sinceramente eu não quero um bebé já. Eu ia acabar a tese, concorrer a uma bolsa de investigação, trabalhar na minha área. Ia organizar a minha vida para ir viver com o meu namorado e depois pensaríamos nisso. Mas eu quero muito, muito um bebé com ele. É um sonho. Já há nomes para ambos os sexos, já há inclusive roupas e enxoval feitos pelos nossos pais, mas a altura não é a indicada. Ele diz que somos capazes, se apertarmos o cinto, mas eu não trabalho e não quero que ele me sustente. Por outro lado, só de pensar ver a cara daquela médica outra vez, e passar pelo medo de que algo possa correr mal, está a deixar-me doida. Sinto-me perdida e sozinha no meio de tanta coisa a acontecer.

    Eu sei que não há muita gente a voltar a este forum depois de fazer o seu comentário, mas a verdade é que para mim reler algumas dos comentários que tinha lido da primeira vez e finalmente falar sobre isto deixou-me mais calma. Sinto que não posso falar com as minhas amigas porque para elas fazer um aborto é impensável (nunca passaram por um) e dizem que não perdoaria. Eu não quero correr esse risco, mas gostava muito de ter alguém com quem falar sobre isto. Este fórum permite quase que isso aconteça, por isso, obrigada a todas.

    • 2018-12-15 16:58:4815 Dezembro 2018
    • #1563

    Olá meninas!
    Embora ninguém tenha comentado depois de mim e eu própria, mais uma vez, não tenha querido vir mais a este site, vim só dizer que o período acabou por aparecer. Muito, muito atrasado, mas apareceu.
    Fui à minha ginecologista e coloquei um SIU. Não quero mais preocupar-me com isto. E sinceramente, a sensação de descanso que tenho neste momento dá-me muito alívio. Não temos de passar pelo medo de engravidar, nem pelo desconforto de usar métodos que não gostemos.
    Colocar doeu muito, a médica disse-me que a dor era parecida às primeiras contrações do parto e eu só pensava que não queria imaginar as outras... Mas foram menos de 5 minutos, depois tomei um be-nu-ron e comecei a ficar melhor. Durante três anos não vou ter problemas com isto e se tiver sei que não foi por erro meu, por descuido.

    Beijinhos.

    • 2019-02-18 21:00:3618 Fevereiro 2019
    • #1564

    Olá, tenho 30 anos, e amanhã faz 1 semana que fiz uma IVG.
    Venho deixar o meu testemunho, pois sei o estado de ansiedade e desespero de quem vem a este fórum.
    Sei que engravidei no dia 1 de Janeiro, por ter sido um descuido irresponsável. Não estava a tomar a pílula, não usámos preservativo, e tomei a pílula do dia seguinte. Estava no meu período de ovulação, a pílula já não fez efeito. Descobri no dia 24 de Janeiro que estava grávida.
    Os únicos sintomas que tinha eram o peito inchado e dorido, falta de energia e muito sono.
    Não tive dúvidas nunca, que o mais acertado seria recorrer à IVG. Não tenho namorado, engravidei de uma relação casual. Sou freelancer, não tenho estabilidade profissional neste momento. Seguir com esta gravidez não me iria deixar feliz em nenhum sentido, neste momento da minha vida. Sim, sei que para muitas pessoas posso estar a ser egoísta. Mas prefiro pensar que estou a ser consciente.
    É muito importante ter suporte emocional. Ter alguém com quem falar abertamente sobre o que está a acontecer. Como queria passar por esta fase com mínimo de drama possível, contei apenas às minhas 3 melhores amigas, de quem tive sempre o maior suporte possível. Inicialmente não contei ao "pai". Mas mais tarde sim, contei, e que apesar de não mantemos qualquer relação, teve uma atitude de apoio, e quis estar a par de todo o processo. O que me fez ficar mais "leve".

    Voltando às datas. Descobri no dia 24 de Janeiro, dirigi-me nessa tarde para o hospital distrital para marcar a consulta. Passava das 16h, já estava o departamento fechado. Voltei no dia seguinte. Foi-me dito que teria de marcar a consulta prévia no centro de saúde, e consequentemente iria ser encaminhada sim, para o hospital distrital. Só consegui marcação para dia 30. Foram os primeiros 5 dias de ansiedade e agonia, à espera do desconhecido.
    Nessa primeira consulta, o médico preencheu comigo o termo de responsabilidade, e explicou-me todos os passos do processo, possíveis sintomas e efeitos. No final da consulta, a administrativa disse que iria ligar-me na manhã seguinte a informar a data da consulta no hospital onde iria começar todo o processo.
    Estava super convencida que seria na semana seguinte, a primeira de Fevereiro, mas não! Consulta marcada para dia 12. Foram praticamente duas semanas de ansiedade constante.
    Sabia que algo estava a crescer dentro de mim, e ia crescer por mais duas semanas, o meu corpo ia estar a trabalhar para o seu desenvolvimento. E eu não queria. Foi tempo a mais para quem tem 100% certeza desde o primeiro minuto. É massacrante. Posso dizer que, até agora, foi a pior parte de todo o processo, as duas semanas que foram o meu periodo de reflexão.
    Chegado finalmente o dia 12, fui para o hospital 1hora antes da minha marcação, o atendimento é por senhas, o que fez com que fosse a primeira a ser chamada para preencher um inquérito com a administrativa, e a primeira a ser chamada pela médica. As consultas começavam, supostamente às 14h. A minha estava marcada para as 14h30. Cheguei às 13h30. Fui chamada pela médica passava das 15h30.
    Dentro do gabinete tanto a medica como a enfermeira foram super atenciosas e simpáticas. Falaram-me logo do método de contracepção pós-ivg, caso quisesse tomar. Fiquei de pensar sobre as opções alternativas à pílula. Depois da conversa inicial, foi-me feita a primeira ecografia, onde a médica constatou as 7 semanas de gestação. Não olhei para o visor. Preferi não ver.
    Perguntaram se eu tinha a certeza, disse que sim, e passámos então à explicação de todos os comprimidos.
    1 comprimido via oral para bloquear o desenvolvimento do feto
    2 comprimidos para evitar infecções, após o jantar desse dia
    4 comprimidos vaginais para provocar as contrações e expulsão, antes de deitar na noite do dia seguinte, 13 Fevereiro
    1 brufen antes destes ultimos 4

    Tomei então o primeiro comprimido via oral em frente à medica. Fui avisada que nao iria ter qualquer efeito, poderia fazer a minha vida normal durante o resto do dia, e dia seguinte. Explicaram que deveria tomar o brufen, e por os 4 comprimidos no fundo da vagina, antes de dormir, para nao correr o risco de cairem. Avisaram que 4 horas depois iria acordar com um género de dores menstruais, mas mais fortes, e que iriam começar as hemorragias com coágulos, que poderiam continuar por 1 a 2 semanas. Marcaram a última consulta para dia 26 de Fevereiro, e desejaram-me boa sorte para todo o processo, num tom que me deu alguma tranquilidade.
    Uma das minhas amigas veio passar uns dias a minha casa, para não estar sozinha, e para poder levar-me às urgências, caso fosse necessário.
    Chegou a hora dos 4 comprimidos, eram 2h da madrugada, coloquei os comprimidos e adormeci. Acordei pouco passava das 6h com as tais dores, fui para o wc, e ja tinha começado a sangrar. Tomei logo 2 analgésicos antes das dores intensificarem. De nada serviram.
    Tentei voltar a adormecer, era impossível estar deitada com as dores a aumentarem gradualmente.
    Voltei para o WC. Por volta das 7h foi o pico de dor... Onde senti o meu útero em espasmos constantes durante uns 20 min. Não havia posição confortável. Suores frios e vómitos. Não posso negar que foi das piores dores que ja senti, talvez a pior. Levanto-me para caminhar um pouco, e senti uma necessidade de voltar a sentar-me na sanita, quando sinto algo mais pesado cair na água. Olhei e vi uma pequena bolsa transparente, com uma manchinha. Não tive coragem de observar em pormenor. As dores tinham passado, não senti o útero contrair mais. Eram quase 8h da manhã de dia 14, quando voltei a adormecer por 1h30 +/-, até acordar com muita fome. Tomei paracetamol e ibuprofen alternados durante esse dia. Não senti dores, a nao ser desconforto. Sangrei muito durante a manhã. À tarde menos fluxo. Fui fazer uma caminhada com a minha amiga.
    Continuo a sangrar como se estivesse na menstruação, mas com mais coágulos.
    Ainda estou no processo de expulsão... Nao sinto dores, tenho dias de maior fluxo, outros de menor.
    Dentro de 1 semana volto para atualizar o meu testemunho. Espero que com boas notícias.
    A quem já passou pelo processo e a quem está a passar, envio força e boas energias. Espero que a vossa decisão tenha sido consciente. Penso ser o mais importante para a nossa consciência ficar tranquila, e ficarmos em paz com o nosso proprio eu. Espero ter respondido a muitas questões vossas com a minha história...vai correr tudo bem!