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    • 2011-05-05 20:24:04 5 Maio 2011
    • #51

    Bem, ao ler todos estes testemunhos penso que talvez vá ser mais facil do que eu penso...
    Sou mãe de uma menina de 8 anos, vivo sozinha, e nunca pensei voltar a engravidar...
    Mas aconteceu!
    Tomei antibiótico, esqueci me e quando dei por isso era tarde demais.
    Não há uma relação assumida, é uma coisa casual, mais sexo que outra coisa e pensei completar este processo todo sem lhe contar, mas acabei por decidir dizer-lhe e afinal ele apoiou-me e afirmou k caso eu quisesse ter também ma apoiava, mas.... Sem uma relação?
    Não. Decidi fazer IVG, está marcada para amanhã e eu estou em pânico...
    Sei k na Clínica dos Arcos são simpáticos, profissionais e tudo o resto, mas... Eu sei k tenho um ser dentro de mim e vou destruí-lo...:crying:
    E não posso fazer nada contra, neste momento é a decisão acertada...
    Espero que corra tudo bem e k no sábado possa trabalhar, pk sei k se não for corro o risco de perder o meu trabalho!!!!
    E sei que amanhã vou perder um bebé, e não sei como vou superar isso...


    Estas pessoas agradeceram ou concordaram com esta mensagem: MM2, Chá Verde

    • 2011-05-08 17:57:07 8 Maio 2011
    • #52

    Olá a todas mais uma vez....

    Como vos disse não tive outra hipotese que não optar pela IVG. Na 6ªf (6 de Maio) fui finalmente chamada ao Hospital de São Bernardo em Setúbal (soube da gravidez no dia em que fiz 6 semanas e 1 dia), ou seja, foi-me marcada a primeira consulta no dia que fiz exactamente 9 semanas... todo este tempo vivi os sintomas da gravidez. Muita fome, muitos enjouos, vomitava imenso, aquele mau estar geral que algumas grávidas sentem... o pior de tudo foi sem duvida saber que tinha um bebé a crescer dia após dia e mesmo que não quisesse ia sentindo uma especie de amor ou uma ligação c ele que nem sei bem explicar!! Ora lá fui eu! Devo antes de mais dizer que desde o meu centro de saúde até à unidade hospitalar fui sempre mt bem atendida, muito mesmo! Os profissionais de saude foram mt atenciosos, explicaram-me tudo, incluindo a enfermeira que deu inicio ao meu processo tentou levantar-me a moral quando num momento de grande fraqueza chorei desalmadamente... Falou-me da depressão (foi derivado ao tratamento que engravidei) fui sem duvida um gesto muito simbolico! A segunda enfermeira, voltou a acalmar-me! Duma simpatia extrema!!! Foi ela quem me deu os 2 comprimidos k tomei sem hesitar.
    Vim para casa, com a minha mãe. N tive qualquer dor, sentia apenas umas pontadas mas nada de extraordinario. A unica coisa que me deixa inanimada é o facto de vomitar tanto... vomito tudo tudo quanto como! Vomito tanto que kase desmaio... Hoje n sai da cama, tenho tido muitas dores nos rins e na barriga tmb, mas nada de extraordinário. Comecei também ja com a hemorragia! Sai pedaços enormes que me deixam com uma mágoa intensa... Sei que a IVG foi a melhor decisão que tomei mas psicologicamente estou arrasada!...
    Amanha vou lá fazer a toma do ultimo comprimido. Sei que é o pior e que é esse comprimido que ajudará o meu corpo a expulsar o feto :(
    Tenho mt medo do que vem a seguir, so me resta rezar, k nos ultimos dias não tenho feito outra coisa... Rezo por mim e por todas as senhoras e meninas (que me cruzei com algumas) que estão na mesma posição que eu...
    Obrigada pelo vosso testemunho

    • 2011-05-11 14:09:1011 Maio 2011
    • #53

    Ola pessoal ,

    quero-vos dizer que fiz hoje a IVG na clinica dos arcos, e correu tudo bem , felizmente :D, foi cirurgica, o atendimento como já aqui tinham dito foi incrivel, super simpáticos.

    sinto me bem.

    Obrigada a todas pelos testemunhos e apoio.

    Estas pessoas agradeceram ou concordaram com esta mensagem: cm

    • 2011-05-12 18:03:5512 Maio 2011
    • #54

    Olá a todas, parabéns pela coragem... Fiz uma ivg no dia 11 de março deste ano e ainda me custa falar sobre isso... tive o meu namorado a dar-me apoio embora tudo o resto fosse muito complicado a nível psicológico. Como em quase todos os casos fiz na clinica dos arcos em lisboa e fui muito muito bem tratada...

    Ando um pouco assustada, porque embora o pior ja tenha passado, desde esse dia a minha mestruação nunca mais apareceu... Fiz logo a contracepção nos dias que se seguiram como nos explicam mas até hoje nunca mais tive mestruação... não sei se é normal mas isto anda-me a preocupar e a assustar-me e daí peço a vossa ajuda, pois ir ao médico e falar sobre tudo isto, fazer exames etc é muito complicado como voçes sabem..

    Parabéns pela iniciativa e pela coragem, um beijinho e força a todas...

    • 2011-05-12 18:05:2512 Maio 2011
    • #55

    Olá a todas, parabéns pela coragem... Fiz uma ivg no dia 11 de março deste ano e ainda me custa falar sobre isso... tive o meu namorado a dar-me apoio embora tudo o resto fosse muito complicado a nível psicológico. Como em quase todos os casos fiz na clinica dos arcos em lisboa e fui muito muito bem tratada...

    Ando um pouco assustada, porque embora o pior ja tenha passado, desde esse dia a minha mestruação nunca mais apareceu... Fiz logo a contracepção nos dias que se seguiram como nos explicam mas até hoje nunca mais tive mestruação... não sei se é normal mas isto anda-me a preocupar e a assustar-me e daí peço a vossa ajuda, pois ir ao médico e falar sobre tudo isto, fazer exames etc é muito complicado como voçes sabem..

    Parabéns pela iniciativa e pela coragem, um beijinho e força a todas...

    Estas pessoas agradeceram ou concordaram com esta mensagem: amfm, IBT

    • 2011-05-18 02:27:2418 Maio 2011
    • #56

    Foi o melhor espaço k encontrei nesses dias: os melhores testemunhos k já li...
    Descobri k estava grávida dia 11...estou de 8 semanas e 2 dias. O meu namorado vinha ter comigo para fazermos o teste logo de manhã, mas estava tao aflita tanto pra fazer xixi e para saber o resultado k não esperei...fiz o teste k deu positivo, acho k não tive nenhuma reação por 5 mn, depois tlf pra ele e não atendia. Qdo atendeu disse-lhe k tinha k vir rapido k era para despacharmos isto!!! Qdo ele chegou mostrei o resultado e comecei a chorar e ficamos abraçados e ele nao falou mto... mas sempre me disse k nunca ia considerar fazer um aborto comigo.

    A nossa relação é de 7 anos...namoramos um ano, ele veio para PT, ficamos 2 anos separados depois vim pra estudar... continuamos a namorar por 4 anos, terminamos pq a relaçao desgastou, ele nao sabia o k keria da vida e fiquei farta da situação... mas nunca conseguimos desligar-nos...a nossa relaçao era tao bonita, somos melhores amigos, companheiros em tdos os momentos, temos uma cumplicidade invejavel aos olhos dos outros...

    Nos 2 1ros dias chorei mto mas tinha a esperança k iamos tê-lo pq ele era contra, mas iamos decidir no dia seguinte, e foi ai k ele me disse k eu tinha razão k nao tinhamos condiçoes, mas eu queria tê-lo se ele me apoiasse, mas disse-me k a ultima decisão era minha, qq k fosse ia estar comigo, mas a relaçao não ta bem e eu não quero ser mãe solteira logo a partida.... queria pensar com a cabeça/razão mas não consigo ... sinto enjoos de morrer, tou fraca, tou mal psicologicamente, não tenho dormido à noite.... tenho medo, tenho odio de mim msm, tenho raiva, tenho pavor de tdo isto.... tento nao pensar mas não da e acabo por pensar k tou a matar meu bébé, meu 1ro filho, doi demais!!

    Fui ao CS e ela foi impecavel, viu k eu não tava avontade, falou abertamente!! Hj fui de novo levar o teste para confirmar e darem inicio...à tarde ligaram-me da clinica dos arcos e tenho a 1ra consulta marcada para quinta feira.... eu tou a pensar k vou desistir no momento, nõ sei se aguento, a ideia de k vão aspira-lo como se fosse lixo doi-me e nao consigo ouvir o aspirador, não tenho ido à faculdad, não tenho feito nada, ele tá sempre comigo, deu todos os passos comigo e sei k não me vai deixar sozinha nunca... é um filho mto desejado mas na altura errada, não estamos no nosso pais, nao temos familia presente, apesar k os pais dele iam ficar mto contente pq gostam de mim e pq não têm netos, mas queriamos estar estavel, com as minhas propinas pagas com antecedencia para garantir k continuo a faculdade....nem é tanto pelo financeiro pq temos ajuda da familia mas não é o k sonhamos pra nós, nao queremos sobrecaregar ninguem com uma responsabilidade nossa.... é o pior e maior decisão da kinha vida...nada vai comparar com esta!!! Tou desolada

    **** Desculpem pelo desabafo mas so eu e ele e uma amiga k sabe, queri falar com pessoas k ja fizeram e passam pelo mesmo...obrigada meninas, somos fortes

    Estas pessoas agradeceram ou concordaram com esta mensagem: ISALM, JMSC, MM2, lucienelbc

    • 2011-05-18 02:28:4218 Maio 2011
    • #57

    CSAR é normal a mesntruação não aparecer logo, segundo o k li pode demorar 45 a 90 dias sem ver a menstrução....espero ter ajudado

    Estas pessoas agradeceram ou concordaram com esta mensagem: csar

    • 2011-05-24 17:43:5924 Maio 2011
    • #58

    CSAR, fiz a minha IVG no dia 23 de Março deste ano e a minha menstruação apenas apareceu no dia 2 de Maio, como pode ver estive 40 dias sem nada, mas também li que depende de mulher para mulher.
    No entanto, aconcelho a ir a um genecologista, eu também não fui à minha médica de familia, nem a ninguem que me conhece-se, marquei para uma genecologista e expliquei-lhe a minha situação, e ao contrário do que pode imaginar, ela compreendeu e ajudou-me e acima de tudo analisou-me. :) o meu medo foi saber que tivesse ficado com alguma ferida ou algo parecido e não ficava descansada enquanto não tivesse certeza que estáva tudo bem.
    Depois mandou-me fazer uma eco endovaginal, e marquei também numa clinica onde ninguem me conheci-a e ai nem tive de explicar nada, apenas que era de rotina.
    E sinceramente estou bem mais descansada agora. :)
    Em relação à contracção (pilula) ela também me aconcelhou a que achava melhor e so vou tomá-la na proxima menstruação, uma vez que preferi esperar que o meu corpo ficasse "normal" e que fosse vista por um médico primeiro.
    Espero ter sido util de alguma maneira.
    Beijinho para todas :)

    Estas pessoas agradeceram ou concordaram com esta mensagem: csar, cm

    • 2011-05-30 22:41:4330 Maio 2011
    • #59

    Estou aqui há mais de uma hora a ler todos os vossos testemunhos para tentar me acalmar e ver se encontro as respostas a todas as minhas duvidas, infelizmente gostaria muito de ter um segundo filho mas nao com um pai ausente que nunca iria assumir a responsabilidade :(, vejo esta situação como um castigo por me ter envolvido com a pessoa errada, e espero conseguir com toda esta situação dar um rumo diferente à minha vida e começar a pensar 2 vezes se estou com a pessoa certa. Tenho a minha IVG marcada para esta sexta, vou fazer a cirurgica com anestegia geral gostaria de ler mais testemunhos de como ficamos físicamente após a IVG, o dia seguinte podemos fazer vida normal, ir trabalhar, andar de avião, sair de casa??? temos dores? perdas de sangue? falo físicamente e não psicologicamente ...bjs a todas e todos estes testemunhos são muito importantes para quem está a passar um processo idêntico. Muito Obrigada...

    Estas pessoas agradeceram ou concordaram com esta mensagem: amfm

    • 2011-05-31 16:32:5231 Maio 2011
    • #60

    Obrigada a todas! Coragem e muita força! Beijinhos minhas queridas

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    • 2011-06-07 11:59:31 7 Junho 2011
    • #61

    Olá meninas.
    Primeiro de tudo obrigado pelos vossos comentarios e relatos sobre as vossas historias.
    Tenho 27 anos uma relação de 7 anos, estavel e um filho lindo de apenas 8 meses, a pouco mais de uma semana descobri que estou grávida, foi um tremendo choque...
    Falei com o meu marido e ele disse que não tinhamos outra opção se não interromper a gravidez, sei k as coisas não tão faceis a nivel financeiro pois a crise deixa-nos a todos assustados e com mto medo do futuro mas senti-me triste pois pensei que ele me fosse apoiar na decisão k eu decidisse tomar, sei k é uma decisão que tem k ser tomada a dois mas sinto k ele não me deu hipotese de escolha! :frown: Sinto-me triste, vazia e perdida... Nunca pensei passar por uma situação desta.
    Comecei a fazer o ivg ontem no hospital tomei os primeiros comprimidos e hoje de madrugada tenho k introduzir 4 na vagina e esperar que se dê a hemorragia!!! Tou com mto medo.... Será que vai correr tudo bem e no futuro não vou ter problemas em voltar a engravidar? obrigado novamente a tdas pelos vossos testemunhos foi de certo um grande conforto e ajuda.
    bjs

    • 2011-06-29 16:23:1929 Junho 2011
    • #62

    oi...
    dou força a todas as mulheres que estão ou ja passaram por "isto", eu nem consigo me expressar é uma dor imensa eu realizei IVG no dia 26/6/2011, foi quando expulsei o embrião, acreditem eu não fiz por min mas sim pelo meu companheiro, mas este companheiro é apenas um amigo que passamos uns bons tempos juntos, eu tenho 21anos, tenho um trabalho fixo e ele igaul forma para ele foi uma gravidez indesejada, mas para min também não estava nada a espera, mas a pressão, a determeinação, o controlo, a obseção dele,pronto ele pressionou-me de uma forma que eu não consegui, isto é muito recente, a dor é imensa e não vou conseguir aguentar a dor e ele nem assim me dá valor, é horrivel, mas era o meu filho, e ele nem me respeitou, mas segui-me sempre as consultas e eu penso que ele me segui porque nao confiava agora que viu o que sofri, vira as costas e nao me diz nada ele ja teve o que queria e eu perdi o que me pretencia, por isso tenho umas coisas para vos dizer lembrem-se sempre que são vocês e não eles, eles não sentem dor mas sim alivio, o que este me fez a min mais nenhum o faz, e não se deixem levar pelos outros mas sim vocês, vocês é que vêem e sentem a dor, o sofrimento o desgaste e cansaço e não ter ninguém ao lado é pior.
    Força!!!
    eu ainda não encontrei mas espero encontrar...
    Boa sorte ninas...
    :crying:

    Estas pessoas agradeceram ou concordaram com esta mensagem: MM2

  1. Muita força Cátia :)

    Estas pessoas agradeceram ou concordaram com esta mensagem: catia

    • 2011-07-03 11:05:35 3 Julho 2011
    • #64

    Tenho lido por esses dias todos os vossos depoimentos, pois como devem calcular tenho uma IVG marcada para segunda-feira 04/07/2011. Tenho 38 anos , casada, 1 filho com 4 anos, e atualmente apesar de querer ter muito outro filho, esse não é o momento agora. Meu marido esta passando por uma difícil fase no trabalho, eu apesar de trabalhar ganho pouco e ainda estou a contrato, ou seja, esse não é realmente o melhor momento. Mas a ironia maior de tudo isso que estou passando é que sempre fui contrar o aborto, mesmo quando era mais nova nunca dei uma bobeira e sempre tomei a pílula. Quando me casei depois de 3 anos resolvermos ter um filho e para poder engravidar tive que fazer tratamento de infertilidade, pois não ovulava , e ainda lembro das palavras do médico a dizer que eu estava numa pré-menopausa, mas enfim, consegui depois de quase 3 anos de tentativas engravidar e ter meu tão amado filho. E mesmo depois dele ter nascido comecei novamente com a pílula, depois parei a pilula e coloquei o DIU, passei ainda 1 ano com o DIU, depois resolvi tirar e voltar para a pílula por causa da minha mesntruação que sempre estava desregulada e por todos os outros sintomas que tinha da falta do período correcto, mas o que mais me impressionou foi que depois de 15 dias de tirado o DIU, fiquei a esperar que o período viesse, mas ele não apareceu, e eu pensei deve ser um daqueles atrasos típicos dele, mas vou esperar mais um pouco, nunca na minha cabeça eu pensei que tivesse engravidado assim, tão rápido, eu era praticamente infértil. Ou seja comecei a sentir coisa estranhas no meu corpo e quando fiz o teste que deu positivo fiquei em choque, chorei muito, pois sei que esse filho seria muito bem vindo, mas se as condições fossem as mesmas do tempo da minha primeira gravidez. Estou com muito medo, não a nível fisico, mas que tipo de pessoa serei eu depois dessa esperiência, estou encarando isso como uma provação e uma lição de vida a ser tomada, e espero muito que Deus me dê outra chance de ser mãe daqui a 1 ou dois anos, para que eu possa remediar o meu acto. Força e coragem a todas e vou escrevendo por aqui os meus desabafos e resultados da IVG.

    • 2011-07-10 13:21:5210 Julho 2011
    • #65

    Boa Tarde a todas....
    Este forum por um lado está a deixar-me mais informada por outro com mais medo ainda ...
    Ontem fiz um teste de gravidez .. deu logo positivo nem foram precisos os 3 minutos ... estava em casa do meu "amigo" e tive 2h até ter coragem para o fazer .. Não namoramos, apenas porque o que sinto por ele não é o suficiente mas ele gosta de verdade de mim que eu sei ..
    Mal vi o resultado só tive vontade de chorar .. já tenho uma menina de 4 anos que veio sem ser planeada .. e talvez se a IVG fosse legal nessa altura ela não estava aqui .. mas agradeço todos os dias a Deus por ter comigo .. o que ela mais quer e mais pede é um irmão e o meu sonho é ter um menino mas não assim .. não nestas condições ... não neste momento ... não sem o amor suficiente para saber que vou dar a familia que a minha filha não teve !!!
    Eu ainda não caí em mim .. mas ontem saí a correr da beira dele e fui directa á maternidade Júlio Dinis no Porto .. era Meia noite dirigi-me as urgencias com o teste na mão e perguntaram-me porque tava ali eu só consegui responder : Quero confirmar se isto é verdade, porque eu não quero que seja!
    A médica que me atendeu foi super simpatica .. fez-me uma eco mas virou o ecrã para ela .. disse que estou grávida de 5 semanas .. á saída deu-me a pasta com o relatório para marcar a consulta de IVG e junto estavam as fotos da eco .. deu-me um aperto tão grande ... secalhar era este o rapaz k tanto quis , secalhar nunca mais o vou ter por tomar esta decisão .. eu sou uma pessoa muito fria porque a vida me fez assim, mas neste momento estou sem forças para nada .. sinto que estou a matar algo que sempre quis e eu que votei sem pensar duas vezes contra a IVG ..
    É um castigo de Deus isto?? estou a matar o meu sonho e o sonho da minha filha ... mas eu não consigo ter outro filho neste momento .. tenho 25 anos, a vida tá super complicada, estou prestes a ir para o fundo desemprego , não amo o pai deste filho e já tenho uma para criar sem ajudas de ninguém ... serão as razões suficientes para fazer isto???
    Eu não quero pensar muito porque tenho medo de recuar ...
    Encontrei aqui este forúm que me está a fazer desabafar o que não consigo fazer com ninguém ..
    O pai deste filho quer muito que eu tenho .. mas já tenho a primeira consulta marcada para dia 15 Julho 2011 ..
    Ajudem-me .. digam-me que isto não dói ... no corpo e na alma !!

    Obrigado e força para todas vcs

    Estas pessoas agradeceram ou concordaram com esta mensagem: MM2

    • 2011-07-10 20:15:3210 Julho 2011
    • #66

    JMSC, como eu lhe compreendo, eu sempre fui contra o aborto, desde sempre, e me vi nessa mesma situação a + ou - 3 semanas, fiquei devastada com o resultado positivo, mas sabia que não era esse o melhor momento pra ter um filho, a sua situação ainda é maism complicada que a minha porque não tem apoios, eu tenho meu marido que amo, e tenho 1 filho dele. A minha questão era e é mesmo toda financeira. Fiquei destruida, quase morta quando tomei a decisão da IVG. Meu processo todo já foi concluído e já não estou grávida, apesar de ter alguns depoimentos nesse fórum de meninas que a IVG não correram bem, a minha interrupção foi muito tranquíla, e não me custou nem metade fisicamente do que eu imaginei. Mas sei que não serei mais a mesma pessoa que fui antes dela, uma parte de mim morreu e já pedi muito perdão a Deus pela minha decisão, mas foi uma questão mesmo de sobrevivência. Tenha fé, vc não esta sozinha. Espero ter ajudado. E acredite que dói muito, não no corpo, mas sim na alma, é da nossa natureza de mulher o aborto ser repugnante, mas levei isso como uma experiência de vida , para nunca darmos a nossa posição na vida como garantida, eu dizia muitas vezes" NUNCA TINHA CORAGEM DE FAZER UM ABORTO" . Mas a verdade é que tive que fazelo. Força.

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    • 2011-07-10 21:08:4710 Julho 2011
    • #67

    ASS , muito obrigado pelo apoio .. estou aterrorizada de medo .. e só espero que deus me perdoe e um dia mais tarde numa outra situação , com melhores condições , me dê o menino que eu sempre quis ter .. Amo muito a minha filha não vejo a minha vida sem ela.. e não posso prejudicar o crescimento dela adicionando dificuldades que um outro filho traria neste momento ..
    também sempre garanti que nunca faria um aborto ... cuspi para o ar e caiu-me em cima ..
    só espero que tudo seja tranquilo como foi para si .. moro com os meus pais e o pior de tudo é que também trabalho com eles e a minha mãe é super católica e nunca aceitaria esta decisão ... mas já está tomada .. dói muito por dentro .. muito mesmo ...
    Mais uma vez OBRIGADO e Força também ..

    • 2011-07-12 17:55:0212 Julho 2011 editado
    • #68

    Olá, hoje é a minha estreia neste forum, recorri a ele para me acalmar e ver alguns testemunhos. Não julgo ninguém e tb espero que não me julgem este é o meu desabafo e uma forma de reunir mais informações.
    Tenho 32 anos e tenho duas filhas que amo, e um marido que para mim é tudo e me acompanha e apoia em tudo. As nossa filhas foram ambas planeadas e muito desejadas, pensamos em ter um terceiro filho se a vida nos permitisse, e há 3 dias descobri que estava grávida. Para ser franca quando fiz o teste e deu LOGO positivo eu ri e chorei sozinha, tinha alegria mas muita tristeza pois neste momento da nossa vida deixar vir um filho seria muito egoista. Quando contei ao meu marido ele nem teve reação, e disse-me que iriamos conversar que apoiava em tudo mas que achava que eu deveria de tomar uma decisão pois de uma maneira ou de outra as consequências maiores seriam sempre minhas. Ambos gostariamos de ter este filho mas iria alterar de uma forma muito negativa as nossas vidas, dormimos sobre o assunto e nenhum conseguia tomar uma decisão, acabei por ser eu a decidir, sinto-me a pior pessoa á face da terra por ter tomado a decisão de fazer uma IGV. Basicamente neste momento das nossas vidas é o pior momento, o meu marido trabalha por conta propria e tem meses piores e meses melhores, eu fiquei desempregada há um mês terminou o contrato e a empresa não está a renovar contratos a ninguém, tenho duas filhas a estudar. Neste momento eu tenho muito medo de ter outro filho e não conseguir dar-lhe os cuidados básicos e piorar as condições de vida de uma familia inteira, sei que parece um pensamento egoista mas neste momento é o que me ocorre. Tentando analisar os prós e os contras neste momento os contras são mais do que os pros, já dei inicio hoje ao processo, a enfermeira que me atendeu foi impecável e ter o meu marido ao meu lado foi crucial, agora aguardo que a clinica dos arcos me contacte, esta espera é uma angustia, tenho sentimentos completamente opostos, por um lado acho um erro a decisão que tomei o meu coração condena-me e sinto-me uma assassina, por outro lado olho para a razão e logica e penso se será justo por mais um filho no mundo para passar necessidades e piorar a condição de vida dos que já nasceram. Quanto mais penso no assunto mais confusa fico, e sinto-me extremamente responsavel por estar nesta situação, porque a verdade é que estou nesta situação por pura irresponsabilidade minha. O meu sentimento de culpa será para toda a vida, acho que esse será o meu castigo pelo que decidi fazer. Não sei o que sentir n sei se será o melhor ou o pior, o meu marido não consegue tomar uma decisão, todas as tentativas que le faz para me tranquilizar ou melhorar o que sinto, parece que ainda me deixa mais frustrada e magoada, é como se eu inconcientemente esteja a arranjar um culpado para acalmar a minha dor, ele que neste momento sei que sofre tanto como eu. Enfim terei que viver a minha vida com as consequencias dos meus actos...:frown:

  2. Antes de mais boa noite a todas as que partilham os seus sentimentos neste forúm.
    Nunca fiz nenhuma IVG, porque nunca foi necessário.. Sou recém licenciada, 23 anos, tenho um namoro estável à quase dois e uns "sustos". Nos momentos de aflição e de dúvida até não termos a certeza, essa possibilidade passa pela cabeça de muitas raparigas na minha situação que certamente estão o desenvolvimento da vida profissional. Esta fase é extrema importância para termos a oportunidade de dar as condições à geração seguinte (os nossos filhos) para que sigam os seus sonhos, assim como eu consegui seguir o meu..

    A minha mãe realizou um IVG à uns anos atrás antes de eu entrar na universidade e sei que ela fez isso, tendo em conta a sua idade, mas principalmente por mim e pelos meus sobrinhos. Nunca teria a coragem de a condenar.. apenas me confessou que o fez depois de o ter feito, mas eu jamais a julgaria por essa atitude... Já foi há uns anos mas nunca esqueci o quanto ela chorou nesses dias. não quero que me interpretem pelo egoísmo apesar de tudo.. Mas só para salientar que quem o faz, faz por amor a outros que fizeram parte da sua vida e não só por si mesmo..
    Quem tenta condenar que atire a primeira pedra..
    Tenho noção se algum dia precisar de o fazer, sei que tenho o apoio da amizade de mãe e que apesar da dor que fica, estamos a faze-lo por alguma razão.

    Força para todas as que passam por esta situação.. é por alguém que tomam esta decisão, não só por vocês!!

    Estas pessoas agradeceram ou concordaram com esta mensagem: MFA32

    • 2011-07-13 05:22:0713 Julho 2011
    • #70

    Olá!!
    Tenho 23 nos, sou estudante de ciências farmacêuticas, na universidade do porto e estou a meio de um processo de ivg.
    Sinto-me um tanto ou quanto assustada porque de facto apesar do excelente atendimento que tivo no Hospital São João os esclarecimentos foram poucos, já para não falar que em caso de dúvida só posso contactar o estabeleciemnto 8h às 20h, pois fora desse horário os serviços estão encerrados. Fiz ontem a toma do primeiro medicamento no hospital e depois reencaminharam-me para casa com 4 comprimidos de misoprotol para aplicar amanhã via vaginal.
    Confesso que estou sozinha neste processo, porque embora o também responsável por este ser tenha concordado com a ivg, não moveu um único músculo para sequer saber se eu necessitava de acompanhamento para as consultas, ou se sequer estava bem psicologicamete.
    Bem, e a partir do momento deixou de fazer parte da minha vida, dado que era meu namorado deixou de o ser, obviamente.
    Apesar de considerar que tenho uma estrutura psicologica forte, nu momento como este também me sinto frágil e desprotegida.
    Os meus pais não sabem e sinceramente gostaria de os poupar a isso.
    Já comecei a ter hemorragias e expulsão de coágulos, pelo que soube é normal mesmo após a toma do primeiro fármaco. Confesso que as dores não são muito intensas, mas são desconfortáveis,
    E neste momento estou em pânico quase pois sei que após a toma dos outros comprimidos será pior. Sei que existem mulheres com imensas complicações e agora penso se nao teria sido melhor ter reccorrido ao processo cirurgico.

    • 2011-07-15 17:19:2615 Julho 2011
    • #71

    Olá Marta,

    Tenho que lhe dizer que as suas palavras são bastante reconfortantes embora tenha vivido esta experiência de uma forma diferente. Mas para quem passa por estas situações e procura um pouco de conforto neste forum para minimizar a culpa e a dor, lendo palavras destas é sem duvida muito bom.

    • 2011-07-18 00:45:2918 Julho 2011
    • #72

    Boa Noite a todas , tal como disse anteriormente , optei por fazer a IVG .. fui na 6ª feira á 1ª consulta na Maternidade Júlio Dinis e aquilo é surreal , a médica nem pra mim olhou , fez perguntas apenas porque tinha que as fazer , uma questão de burocracia senão nem as fazia .. mandaram-me tirar sangue e pronto , ficou marcada a 1º toma dos comprimidos para amanhã 2ª feira as 8.30h da manhã .. e entro a trabalhar ao Meio dia .. o que mais peço sinceramente é que tudo isto corra calmamente para ninguém suspeitar de nada .. mas estou em pânico .. não me deram a opção do processo cirurgico porque ali não é possivel .. estou realmente assustada , tenho tido muitos enjoos muito sono ee muito mau estar causados pela gravidez e a única coisa k quero neste momento é que tudo isto termine rapidamente sem grandes complicações !
    Que Deus me ajude e a todas vós ..

    • 2011-07-18 10:26:5818 Julho 2011
    • #73

    Olá, como já tinha comentado anteriormente já dei inicio ao meu processo para a IVG, do meu centro de saude encaminharam-me directamente para a clinica dos arcos, na semana passada fui á minha primeira consulta, fiz a ecografia e analises ao sangue, a minha escolha foi para a intervenção cirurgica com anestesia geral. A minha IVG ficou marcada para dia 20, este tempo todo de espera tem sido muito complicado, quanto mais penso no assunto mais duvidas tenho, enfim espero que corra tudo bem.
    Para todas muita coragem...:crying:

    • 2011-07-18 17:11:0818 Julho 2011
    • #74

    Ola a todas, tive a ler alguns dos vossos testemunhos e sem duvida que sao grandes mulheres e tenho muita pena de ainda haver descriminaçao neste tipo de casos...
    Eu tenho 22 anos.. estudante e nao trabalho( infelizmente) e na sexta feira passada descobri que estava gravida, bastou 2 dias d esquecimento da pilula e eis o resultado... toda gente me diz que o mais correcto seria fazer a IVG..e eu sei que no fundo nao tenho condiçoes sem trabalho de criar um filho, porque so com o ordenado do meu namorado seria dificil.. mas a verdade é que nao quero faze, quero seguir em frente... mas so com o apoio do meu namorado é dificil... apesar de ter uma familia d classe media.. toda gente esta a espera que eu faça a IVG para todos poderem descansar... enfim..sinto me perdida .
    Nao sei o que fazer...:crying:

    • 2011-07-21 10:54:5921 Julho 2011
    • #75

    Olá a todas,
    Ontem fiz a minha IVG cirurgica na Clinica dos Arcos, e como já se viu em vários testemunhos o atendimento é optimo. Graças a Deus tudo correu sem complicações, pelo menos fisicamente correu bem, toda a equipa me tratou muito bem, sem qualquer juizo de valores e sempre com um carinho e conforto extremo. Não tive dores nem hemorregias, apenas alguma sonolência e tonturas.
    Fisicamente estou bem, já psicologicamente estou um "farrapo" é um sentimento de culpa que irei carregar para toda a vida, lembro-me de ter "adormecido" no bloco a chorar e acordei com um sentimento de culpa enorme do tamanho do mundo. Não necessito que me condenem e me julguém eu prória farei isso o resto da minha vida, será que não é castigo suficiente? O meu marido foi comigo, e passou o resto do dia comigo, acreditem que não é facil, passei o resto do dia a chorar, e não dirigimos a palavra um ao outro, como se nos culpássemos mutuamente, não fomos capazes de falar no assunto nem se quer de olharmo-nos, é uma decisão que não se toma de ânimo leve e doi muito, só espero que o tempo nos ajude a atenuar esta dor e que esta situação não tenha repercussões futuras na nossa relação.
    Para todas as que estão nesta situação, o melhor conselho que posso dar é mantenham-se calmas.....

    • 2011-07-21 20:39:1121 Julho 2011
    • #76

    MFA32 como eu lhe compreendo, quando eu fiz a minha IVG medicamentosa também fiquei arrasada, não fisicamente, mas meu psicológico nunca mais será o mesmo, ontem eu fui na última consulta, para a revisão, não tinha mais nada no meu útero, correu tudo bem e sem sequélas, mas o nosso íntimo fica devastado. Ainda hoje me veio as lágrima aos olhos e o meu processo começou de 04/07, sobre o sentimento com seu marudo também me senti assim, posso dizer que senti muita raiva do meu marido, apesar de ter sido uma decisão dos 2, mas foi muito sofrida, mas hoje já estamos bem e sinto que ainda o amo , como da última vez. Tenha calma, aos poucos a sua relação vai voltar ao normal. Um abraço e força.

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    • 2011-07-23 09:12:2323 Julho 2011
    • #77

    Tenho 22 anos, sou alérgica à pílula e a gravidez acabou por acontecer.
    Estava grávida de 6 semanas e fiz ontem uma IVG na Clinica dos Arcos em Lisboa. Correu tudo muito bem e, precisamente por esse motivo, decidi escrever neste FORUM. Estava aterrorizada com a quantidade de testemunhos de IVG’s que correram mal que ia encontrando em pesquisas na Internet. A verdade é que é mais provável de se escrever uma experiencia que corre mal do que uma que corre bem num caso como este.
    Fiz com anestesia geral. Até hoje nunca me tinha sido administrada nenhuma e assustava-me o que poderia sentir, ou até mesmo poder não acordar mas desde logo tudo começou bem. A sala de cirurgia em nada me assustou, pelo contrário…Paredes azuis escuras, uma disposição engraçada meia oval do espaço e até música de fundo havia. Os enfermeiros e enfermeiras passaram-me toda a tranquilidade deles e o atendimento foi 5 estrelas, constantemente a darem apoio, sempre com palavras motivadoras. Mal me administraram a anestesia procurei encher a minha mente de pensamentos bons e assim foi. Adormeci automaticamente, é incrível como é tiro e queda e acordei lindamente. Senti que tinha dormido umas quantas horas e afinal não tinham passado sequer 10 minutos. Após o acordar senti apenar umas leves cólicas, as normais de uma menstruação, as quais desapareceram por completo durante a mesma tarde. Por enquanto estou em repouso, não quero correr o risco de uma possível infecção uterina e procuro descansar muito em casa, perto das pessoas de quem gosto.

    É, sem dúvida, fundamental uma boa dose de força psicológica para não nos irmos abaixo NUNCA, há que separar os pensamentos maus dos pensamentos bons e apenas focar nestes últimos. Se assim for acreditem que a mente cede e tudo corre muito melhor. Evitem passar por este processo sozinhas, caso não tenham companheiro/namorado/marido com quem contar, levem com vocês familiares ou amigos de confiança que tornarão tudo menos doloroso a nível psicológico.

    Este meu testemunho não é nem de perto para encorajar a fazer uma interrupção destas, até porque é uma experiencia que nunca mais quero repetir; apenas para dar força a quem está numa situação como a minha em que os medos, quer do que poderá acontecer física quer psicologicamente, se apoderam do nosso corpo e mente. Custa-me a crer que haja alguém que recorra a um processo destes de ânimo leve, sem sentir um turbilhão de emoções a passarem pela cabeça; pelo menos todas as mulheres a quem prestei atenção na sala de espera da clinica manifestavam sentimentos de tristeza, medo, arrependimento, dor, mágoa.

    Pensei muito no que estava a fazer e não me arrependo, acredito que seria mais egoísta se trouxesse a este Mundo um filho a quem não poderia dar nada nas condições em que estou. Rezo a Deus para que me volte a dar uma bênção destas no dia em que tenha todas as condições para receber um filho de braços abertos para lhe dar este Mundo e o outro.

    É um absurdo que esta sociedade insista em tomar-nos como criminosas, não se deixem levar por esses ideais. Só nós sabemos os nossos motivos, só nós sentimos o que sentimos e só a nós nos cabe julgar a nós próprias. Não se martirizem, só vos fará pior entrar num rol de pensamentos destrutivos. MUITA FORÇA e muito boa sorte a todas!!

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  3. Olá a todas,
    tenho 47 anos, 3 filhos de 26, 23 e 13 e são o que de melhor tenho na vida, o meu orgulho! Neste momento descobri que estou gravida de 15 semanas, os sintomas que eu pensei estarem ligados a menopausa, aumento de peso, dores nas pernas afinal é uma gravidez. Consultei o medico de familia que para o aumento de peso me recomendou uma dieta e alguns comprimidos para o estomago... descobri ontem que se trata de uma gravidez e ja de 15 semanas! como pode ser uma mulher com tres gravidezes nao desconfiar... o que posso fazer, ja excedi em muito as dez semanas e estou desesperada pois não posso mesmo ter este filho! se alguém puder aconselhar eu agradeço!
    mariaflora64@gmail.com
    Obrigado e força a todas!

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    • 2011-07-31 22:18:5131 Julho 2011
    • #79

    Mariaflora a sua situação é muito complicada mesmo, eu já passei pela minha IVG, e acredito que se não fosse uma amiga de trabalho me aconselhar a fazer o teste eu estaria na mesma situação que vc, pois eu jamais imaginei engravidar naturalmente, tendo em conta o meu histórico de infertilidade, pois para ter meu filho, que hoje tem 4 anos tive que fazer tratamento. Realmente não sei como te ajudar e nem qual o conselho eu poderia te dar. Mas fale com seu médico de família, talvez ele possa te ajudar, apesar de que 15 semanas já esta muito adiantado. Mas de todo modo espero que Deus ajude vc da melhor maneira. Boa sorte.

    • 2011-08-01 00:55:04 1 Agosto 2011
    • #80

    Querida Maria, falamos por mail se quiser.

    Abraço, Joana.

    • 2011-08-01 12:08:22 1 Agosto 2011
    • #81

    Quando estamos num momento como o de uma gravidez indesejada, procuramos precisamente o carinho e conforto dos outros. Acontece, que por trás disso não vemos a realidade. Quando ficamos sem o nosso filho apercebemo-nos que atrás dessas boas maneiras existem outras coisas que não conseguimos ver. Pois, já estavamos arrasadas psicológicamente.

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    • 2011-08-05 19:08:24 5 Agosto 2011 editado
    • #82

    Olá a todas.. Estou numa situação muito complicada. Tenho 23 anos e fiz uma IVG há quase 11 meses. Na altura achei que era o correcto. Já tinha acabado a minha licenciatura, estava a trabalhar e a fazer uma pós-graduação e até tinha condições financeiras, não sem algum esforço, para cuidar de uma criança. Contudo, achei que ainda não era altura e que não me sentia a 100% preparada para ter um filho. Fi-lo sem arrependimentos e, na altura, engravidei pois transitei da pílula para o anel vaginal e, durante a praia, o anel vaginal soltou-se dentro de água sem eu reparar!! :( Tenho dezenas de fibro adenomas nos seios e a pílula provocava-me imensa tensão mamária, sendo que havia dias em que ninguém me podia tocar. Resolvi trocar e, enfim... :( De qualquer modo, comecei a tomar YAZ que é uma pilula mais fraquinha, para não me causar tanta tensão mamária e...engravidei!!! O meu trabalho é um stress e sei que me devo ter esquecido de tomar alguma na hora certa mas, e agora?? Sinto-me uma irresponsável que faço tudo mal :( Devia ter optado logo pelo implante anticoncepcional mas o meu ginecologista disse-me que ainda não era completamente fiável e eu tive medo (de que é que me valeu?) :( Não sei o que fazer...vou criar um filho apenas para viver com o karma da minha irresponsabilidade? Sou uma rapariga de classe média, namoro com o mesmo rapaz há 3 anos e é a pessoa com quem quero ficar, tenho estudos e isto não em aconteceu por desconhecimento ou falta de informação :( :( Devo estar com 3 semanas de gestação, aproximadamente...

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    • 2011-08-05 19:32:24 5 Agosto 2011 editado
    • #83

    Olá np,

    imagino e sei o que está a sentir. Acredite simplesmente que não está sozinha. Acredite simplesmente que se procurou ajuda é porque quer mais do que nunca o melhor para o seu bebé e para si.
    Mando-lhe o meu e-mail se quiser falar comigo.

    Abraço forte,

    Joana.

    joanacamarapereira@hotmail.com

    • 2011-08-05 19:50:21 5 Agosto 2011 editado
    • #84

    O melhor concelho que posso dar a todas as mulheres na mesma situação que a np :

    Não se assustem por serem mães. Dêem uma oportunidade a vocês mesmas e acreditem que conseguem. Não se sintam encurraladas ! Sintam-se muito amadas, compreendidas pelo amor do filho que vocês carregam. Não procurem os medos nem receios. Confiem ! Deixem-se levar por esse amor imenso.

    • 2011-08-05 20:08:05 5 Agosto 2011
    • #85

    Obrigada pelas suas palavras, Joana. E é exactamente assim que me sinto, encurralada... :( Se optar por levar esta gravidez para a frente terei praticamente 24 anos quando o bebé nascer... Ok, não é o fim do mundo mas... não sou nova de mais para isto? Ainda para mais vivo a mais de 90 km do meu namorado por questões profissionais, teríamos que dar uma volta gigante na nossa vida... Há tanta coisa que eu quero fazer, continuar os estudos, ir para fora, viajar... :( A minha mãe teve-me com 17 anos e, em parte, viveu durante 20 anos uma vida que não queria por causa de mim... Sempre me incentivou a ser uma mulher independente, que viajasse e conhecesse o mundo ... Quando fiz a primeira IVG não contei porque não a quis preocupar e correu tudo bem, não houve qualquer tipo de problema. Agora, sinto que terei que partilhar isto com ela e tenho medo de a desiludir!! :(

    • 2011-08-05 20:20:18 5 Agosto 2011 editado
    • #86

    Querida np,

    eu compreendo tudo o que está a dizer. No entanto, nada na nossa vida acontece ao acaso.
    Não me parece que vá desiludir a sua querida mãe. Pois, já tirou o seu curso, licenciou-se e além do mais trabalha. Desiludir, é a np, não acreditar na sua capacidade para amar uma pessoa intimamente ligada a si.
    Muitas vezes, falhamos na nossa vida porque nos preocupamos muito com o que as pessoas dizem ou pensam e esquecemo-nos que também nós temos uma consciência livre e plena e a capacidade de pensarmos por nós mesmos.
    Fazer uma I.V.G. não é para mulher nenhuma com toda a certeza uma decisão de ânimo leve. Vemo-nos envolvidas em muitos factores que não nos dão a capacidade de pensarmos com a mente aliada ao nosso coração. Isto, significa que tudo à nossa volta é muito mais influente do que possamos pensar ou imaginar. Acredito que a np, é uma mulher forte e que não deve substimar a sua capacidade enquanto mãe.
    O que é realmente importante é aquilo que sente na sua verdadeira essência. Esqueça o resto. Aproveite para avaliar porque razão estará novamente grávida. Pense com o coração e a sua razão.
    Não substime o bebé que é mais do que um ser físico. Ele ajuda-a ! E tem muito prazer em conhecê-la. Np, não tenha medo. Tenha a coragem de assumir o que realmente quer ! E só lhe digo por experiência própria que se não tivesse vontade de conheçer o ser que gerou com tanto amor, não procurava ajuda.
    Ninguém pode nem tem o direito de interferir na liberdade e na vida de ninguém. Fazer uma I.V.G trás muitas sequelas. E não é o mais certo pensarmos que um filho é um problema quando no final arranjamos outros maiores.

    • 2011-08-05 20:30:23 5 Agosto 2011
    • #87

    As decisões que tomamos não podem ser levadas para a frente em prol da vida de outras pessoas. Cada um tem o seu caminho e é nele que temos que nos concentrar. A sua mãe tomou a decisão que ela considerou ser a melhor.
    E com a toda certeza não se arrependeu porque tem uma filha que a estima. Como tal, não pense que a sua mãe não viveu a vida dela. Simplesmente fez o melhor que pode. Já lhe perguntou se ela está arrependida de a ter conhecido ?

    Seja forte ! Tudo na nossa vida tem solução. O seu bebé escolheu vir agora independentemente se tomou pilula ou não. Aceite-o e dê-lhe a oportunidade de mais tarde lhe dizer que ele é um orgulho imenso para si. Diga-lhe que ele foi a sua melhor decisão.

  4. Ola a todas...finalmente encontro um local onde poderei partilhar a minha experiencia e talvez obter um pouco de apoio...
    Tenho 22anos actualmente e tenho 2 filhotes lindos...uma menina de 6anos (fui mae adolescente) e um menino de 7 mesinhos.
    No mês passado em plena semana de exames escolares, fiquei a saber que estava gravida...nao sei porquê, mas quando fiz o teste tinha a sensação que ja sabia o que me esperava...fui ao medico e ja estava gravida de 6semanas. ela ja conhecia a minha situação.fora do meu pais, com duas criancas e em plenos estudos...tenho um companheiro e que infelizmente perdeu o emprego...a minha decisão ja estava tomada praticamente desde a hora em que soube que estava gravida e a medica compreendeu a minha decisao e tentou me ajudar ao maximo...passei semanas horriveis, pois a partir do momento em que soube, comecei a ligar para os hospitais, clinicas e medicos que praticam a ivg...e por azar em pleno mês de ferias, todos tinham uma desculpa para me dar...até uma secretaria de um dos hospitais tentou me fazer mudar de ideias...nunca quis chegar a este ponto...nao julgo ninguem e nao sou contra, mas para mim, era impensavel fazer algo parecido...durante um mês tive insomnias, estava super em baixo e desmoralizada...o meu companheiro descobriu que estava gravida...ficou super feliz e para ele ter mais um apesar dos problemas que temos, era sinonimo de felicidade. nao tive coragem de lhe dizer o que pretendia fazer...mas apesar de querer dar vida a essa crianca, sabia que nao podia...tinha acabado de ser mae, apos quase 2 anos de tentativas em vao (dificuldades em engravidar)...o meu filhote nem um ano tem e além disso nao tenho nada ainda organizado...moramos numa casa que tem o tamanho de um quarto, sem privacidade...e finalmente recebi uma boa proposta de emprego e se tivesse dado seguimento a gravidez nunca me seria possivel aceitar...
    Apos varios NAOs, decidi falar com uma colega da escola que decidiu me ajudar...pois ela passou pelo mesmo.
    Em menos de 1 semana consegui ver um médico e nessa altura ja estava com cerca de 9 semanas. Ja tinha ultrapassado o tempo legal para fazer uma ivg atraves de medicamentos.
    fiz uma ecografia nesse mesmo dia, mas apesar de o medico me ter bem recebido, fez questao de virar um dos ecras para que eu pudesse ver o meu bebe...essa situacao me deixou ainda mais perdida...mas tinha que o fazer...na segunda consulta fizeram me o mesmo...e marcaram a intervençao para 4dias depois...
    Apesar de ter sido bem recebida pelo medico, ninguem se deu ao trabalho de me explicar como iria se passar a tal intervencao...no servico de admissoes, fui olhada como uma criminosa...
    Estive sozinha ao longo de todo o processo (consultas, intervencao e partida para casa).
    Tive que ser anestesiada com a anestesia geral...nao me lembro de nada o que agradeco imenso pois seria muito duro para mim, ouvir as conversas e mesmo os barulhos que seriam feitos...
    Não me quiseram deixar partir sozinha...mas menti e resolvi ir de comboio para casa (uma vez que a unica solucao era fazer a ivg num hospital que fica a 1h de minha casa - fora da minha cidade)
    Durante o caminho nao me estava a sentir bem e sentia que a hemorragia nao parava...mas pensei que era o meu castigo e que merecia...durante o caminho nao parava de pensar o que poderia dizer ao meu companheiro para justificar o que fiz...nao consegui...menti...disse que devido ao stress (que era bastante, ao ponto de me fazer chorar e nao deixar dormir) tinha perdido o bebe...Ainda hoje me sinto culpada.
    Faz exactamente 2 semanas que o fiz...mas hoje sinto que sofro as consequencias. Tenho dores horriveis. Perdas de corrimento amarelado e com cheiro desagradavel...pelas informacoes que obtive atraves dos sites que tenho visitado, é mau sinal e deverei ver o medico o mais rapido possivel, pois posso ter ganho uma infeccao...Não sei do que estou a espera mas ainda nao ganhei a coragem de contar a ninguem...sinto que mereco e que é um castigo...sinto me muito mal...nao sei o que fazer e nao falo com ninguem a cerca do que se passou e do que se tem passado...estou farta de ser julgada...e tenho vergonha de dizer o que fiz...apesar de ser alguem que apoia tudo e todos e odeio que julguem as pessoas sem saber o porquê de terem feito o que fizeram...
    Queria simplesmente ter partilhado o que me aconteceu...
    Quero que saibam que nao é uma decisao facil e que como disseram, o facto de o fazer ja é um castigo enorme...e que sao muito corajosas em avancar com a decisao...nao liguem ao que os outros pensam, pois nunca devemos julgar os outros sabem que tudo nos pode acontecer...nao é so aos outros...

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  5. Eu e a minha história

    Veradde, não se martirize e por si e pelos seus filhos que tanto precisam da mãe vá consultar um médico o mais depressa possível. Viver com o peso da decisão que tomou já é bastante penoso, o processo em si fisicamente duro e psicologicamente devastador.. Não ponha a sua saúde em risco, teve tanta coragem em tomar esses passos todos, não pode desistir agora minha querida.
    Já ontem tentei escrever o meu testemunho, mas escrevi e apaguei tantas vezes que optei po desistir. Hoje encontro forças e tento encontrar algum sossego na minha cabeça e no meu coração.
    Comecei ontem com o meu processo de IVG.. Tenho 37 anos, um filho de 13 do meu casamento (que acabou em divorcio ao fim de 11 anos) e tinha iniciado uma relação há cerca de 3 meses com alguém com quem trabalho. Acho que tudo correu mal logo desde o inicio.. Nunca fui adepta das relações dentro do trabalho, mas ao fim de tanto tempo a andar literalmente a fugir, acabei por ceder. Gostava muito dele e gostava ainda mais de toda a atenção e mimos que recebia. Desde que tive o meu filho, nunca mais engravidei. Problemas de tiroide, periodos irregulares.. Tudo jogava contra o meu sonho de ter um 2º filho, até me mentalizar que não iria acontecer e depois de umas palavras idiotas de uma médica que seria praticamente impossivel voltar a engravidar, ainda mais acreditei que assim seria. Quando inicei esta relação não tomava nada e aconteceu-me exactamente o mesmo que ouvimos nas historias das adolescentes.. Engravidei na 1ª relação que tive com ele! Ele é consideravelmente mais velho que eu e é médico (eu trabalho na área da saúde), e acho que teve mais percepção que eu ao notar diferanças em mim ao fim de algum tempo. Sentia o peito extremamente sensivel, mas como sentia aquelas conhecidas moinhas no baixo ventre, pensei sempre que seria um anúncio do periodo. Tenho um periodo irregular como disse, mas todos aqueles sintomas para mim eram isso mesmo. Até que ele proprio me passou a credencial para fazer a analise de sangue e o resultado foi 448,8 de bhcg. Nem tive coragem de abrir o envelope, ele próprio fê-lo e como devem calcular foi um choque para mim. Ninguém sabe que estavamos envolvidos a não ser dois amigos cúmplices nesta historia de amor que rapidamente se transformou. Enquanto eu estava em choque ao mesmo tempo maravilhada pelo qque tinha acontecido (o meu bébé finalmente tinha aparecido e de alguém que eu gostava), ele por seu lado foi tomado pelo pânico de voltar a ser pai tão tarde e todas as consequências que viriam daí. E aí começou a sua campanha em me dar todos os motivos possiveis e imaginários para não avançar com a gravidez. Eu é que fui colocada contra a parede e não ele!! Eu é que fui a impossibilitada de seguir um sonho, com uma pressão da parte dele ao mesmo tempo que invocava o quanto gostava de mim. Nunca tive a possibilidade de me sentar com ele e ponderarmos o que haviamos de fazer!! Queria ter as forças de avançar sozinha, mas já com um filho e sem possibilidades de suportar financeiramente outro filho, estava devastada. Por outro lado, sendo ele médico a falta de dinheiro para o meu filho não seria problema. Mas eu queria o pai do meu filho, não o dinheiro dele!! Mais importante que eu e ele, seria os direitos do meu filho e isso passava por ter um pai e uma mãe que o amassem e iriam cuidar dele, não queria um depósito financeiro!!
    Ao fim de de 2 semanas e já sem conseguir aguentar mais pressão da parte dele, acabei tudo e mesmo sem saber ainda o que faria, achei melhor dar inicio ao processo de ivg (sempre com o pensamento que poderia desisitir a qualquer momento). No dia em que terminei, ele reagiu tão mal, mas tão mal que me disse coisas horrososas unicamente com o proposito de me afastar e dissuadir de ter o meu filho. Infelizmente, deu resultado... Senti-me tão desorientada e sozinha que achei que era mesmo o melhor.
    Mas a sorte nunca esteve do meu lado e fiz 5 ecos em 2,5 semanas. Primeiro, porque não se via nada, depois porque consideravam que seria uma gravidez anembriónica (sem embrião). Como já referi, trabalho na área da saúde e acho que tive alguma sorte nesse aspecto. Recebi muito apoio e ajuda por parte das pessoas a quem tive que contar ( o meu coordenador - também ele médico, e duas enfermeiras com quem tenho uma relação de amizade mesmo fora do serviço), além da rapidez com que marcava as ecos. O meu próprio coordenador falava com os colegas de forma que encontrassem uma vaga para mim, tal era o sofrimento que ele via em mim. Todo este tempo pensei sempre nas pessoas que não têem esta possibildade, independentemente do meu sofrimento ser igual ao de tantas e tantas mulheres. Bem, como achavam que a minha gravidez era anembriónica, o meu coordenador decidiu falar com uma colega obstetra do hospital e mandou-me nesse mesmo dia para confirmar se havia ou não embrião. Havia... com 6s e 4d, o meu filho media 6,6mm e ouvi o seu coração. Senti.me tão mal que ela teve que me socorrer.. Tão duro, tão duro... Mesmo tendo terminado com o pai do meu filho, enviei-lhe uma mensagem a dizer tudo o que tinha acontecido nesse dia. Veio ter comigo e pedeiu-me para não avançar com a ivg, que assumia tudo, que me amava. Sei lá, disse tanta mas tanta coisa.. e no entanto, nada apagou dentro de mim todo o sofrimento que me tinha feito passar e todas as palavras duras que me tinha dirigido. Senti nesse dia que não acreditava mais nele, que não confiava mais e acima de tudo, tinha-lhe perdido o respeito como homem por tudo o que tinha feito. E decidi avançar para a IVG mesmo assim, para mim tudo o que representava a vinda de uma criança tinha terminado.. Só me marcaram a consulta para ontem, onde me dirigi com a alma vazia e o coração em sangue. No meu hospital não fazem ivg cirurgicas, só medicamentosas. Tomei o 1º comprimido ontem, á noite tomei o antibiótico e hoje colocarei então os 4 cp na vagina, dando inicio ao processo de expulsão. Estou em pãnico com a intensidade das dores que sentirei e pior ainda, com o que verei a sair de mim... Ele pediu-me pelo menos para o deixar estar comigo, só como médico e acima de tudo como amigo (ele sabe que nem quero ouvir mais nada), mas não cedi. Nunca quis fazer parte disto, quando achou que queria era demasiado tarde para nós. Nem pensar em estar comigo, a dor é minha! O filho foi só meu! Morro de medo com o que irá acontecer, mas sempre tive a certeza de uma coisa.. O meu coração congelou para sempre.

  6. Mmira74,

    Agradeço o que me escreveu...fui muito importante para mim...vou tentar contactar o médico e ver no que ira dar...
    Ainda me sinto mal, pois sei que tenho dificuldades a engravidar...mesmo os medicos nao percebem como consegui engravidar uma 2a vez...entao me pergunto porque razao fiz o que fiz se o Sr la de cima me deu a oportunidade de ter um terceiro...que eu poderia amar...mas pronto.O que esta feito, esta feito.
    Lamento imenso tudo o que se tem passado na sua vida...e o que se passara nos proximos tempo...tenho noçao e compreendo o seu sentimento em relação ao homem que ama. Penso que a atitude dele foi devido ao susto. Não lhe quero dar razoes para o desculpar pois ha realmente coisas que nao devemos dizer, apesar do que se passa no momento.
    Infelizmente ja comecou esse processo...acredito que tem a sensaçao que esta a destruir um sonho...e lamento imenso que se tenha passado desta maneira...se nao o tivesse o comecado, eu lhe diria de nao o fazer...pois era um sonho tornado realidade apesar de tudo o que esta a acontecer...mas foi a sua escolha e acredito que o fez por alguma razao. teve os seus motivos. não desanime nem baixo os braços.de inicio tera uma sensacao de mal estar...para consigo mesma. sente-se culpada...mas é o que todas nos pensamos...talvez seja melhor assim. teve as suas razoes e evitou o sofrimento que essa crianca poderia vir um dia a sentir...
    Todas temos a sensação de fazer algo mal, mas se o fazemos é por uma razão e o facto de termos medo e de nos sentirmos mal e culpadas significa que somos humanas e que ja é um castigo muito grande para nos de o ter que fazer. Não se culpabilize. e se tem alguem com quem possa contar, assim o faça.
    Eu nao tenho com quem falar e por vezes prefiro, para tentar esquecer, apesar de saber que nao esquecemos...e o facto de nao ter o apoio de alguem, ainda torna mais duro essa situacao, por isso se tiver alguem com quem partilhar, não hesite.
    Desejo-lhe imensa força e coragem. e no que puder, estou aqui.Nao baixe os braços.

  7. Tenho uma grande amiga minha que vem passar a noite comigo, mas que até me sinto desconfortável por a ter colocado nesta situação. Mas tenho tanto receio do que possa acontecer que não pude evitar de lhe pedir para estar comigo. Tenho receio que algo corra mal e tenha que me dirigir ás urgências. Ninguém da minha familia sabe que estou grávida, tenho uma mãe que é uma super mãe. Mas que sempre se preocupou muito comigo e desde que me divorciei há 2,5 anos, que ainda se tornou mais protectora. De mim e do meu filho, a minha mãe vive demais a minha vida. E eu não achei justo carregá-la mais com este fardo, a minha irresponsabilidade...
    Quanto á postura dele... Acredito que também esteja a sofrer, mas já passei por tanta coisa, que acreditar e confiar em alguém que já nos trouxe tanta mágoa.. Acho que já não consigo ser assim. Esta minha gravidez tinha tudo para ser bem sucedida.. Um embriãozinho saudável e com bons movimentos, nada de enjoos tirando o sono e um apetite feroz. A minha melhor amiga ainda me dizia que eu ainda estava mais bonita do que era.. E cá dentro a dor de ser rejeitada e não ter condições para fazer face a uma futuro nada fácil ia ganhando cada vez mais força. Se mal me aguento até ao final do mês, como faria com outro bébé?
    Rapidamente ganhei umas formas redondas e á noite, antes de me deitar, observava-me e sentia uma alegria intensa. Mas depois caía na realidade e via tudo o que me impossibilitava de avançar. Cheguei a um ponto em que não era mais possível continuar a sofrer, não me lembrando que a dor que era no meu coração ficará também gravada no meu corpo.
    Obrigada pelas suas palavras, Verdade e sinto-me triste por todas as que tiveram que tomar esta decisão. Algumas precipitadas (talvez como eu..), outras ponderadas até á ultima. No entanto, todas tomámos esta decisão e viveremos com ela até ao fim dos nossos dias.
    Quem precisa de ser julgada, quando nós o fazemos a nós próprias..? Desejava adormecer hoje e só acordar daqui a muito tempo. Sempre fui forte e determinada, mas desta vez... O meu ultimo pensamento ontem á noite foi que seria a ultima noite que dormiria com os meus dois filhos.. :(
    Um abraço muito forte e obrigada pelas palavras de reconforto. De coração mesmo.

  8. Fez bem em partilhar com a sua amiga. Penso que sendo sua amiga, não tem se sentir desconfortavel, pois penso que ela tera vontade de estar consigo nesse momento de dor. Lamento que se sinta na obrigacao de ocultar e compreendo igualmente o seu receio de partilhar este momento com a sua mae. A decisão é sua e partilho-a. Com tanto sofrimento acabamos por nos tornar mais fortes e ao mesmo tempo um pouco mais insensiveis em relação aos outros e as atitudes dos mesmos.
    Infelizmente foi uma decisão muito dificil e partilho consigo o mesmo sentimento...chegar em casa e se olhar no espelho - ve ro corpo a ganhar forma e a barriga a crescer...a imaginar o que sera...e como sera. Pensar que teria tudo para ser feliz, crescer saudavel...mas a vida prega-nos destas partidas... como se fosse uma prova que tivessemos de passar...Por vezes o problema não é o dinheiro...pois como dizem os antigos, onde come um, come dois...eu propria na gravidez da minha filha, pensei muitas coisa...tinha 16anos, nao trabalhava (estudava), o meu companheiro tambem jovem comecou a trabalhar quando decidimos levar a gravidez para a frente...o salario era pouco, mas conseguimos dar tudo a nossa filhota...mas cada caso é um caso...a vida muda, a situacao financeira tambem.e num pais em crise, todos nos somos afectados.
    Nunca se julgue pois como disse, todas nos temos que viver com essa decisao para o resto das nossas vidas...se Deus quiser, um dia tera a felicidade de ser mãe novamente e com a pessoa certa ao seu lado.
    Acredito nesse desejo de adormecer e acordar daqui a muito tempo...fingir que nada aconteceu...que nada mudou, mas infelizmente nao é possivel. Sempre foi forte e determinada e assim continuara a ser...Esta fase de dor e sofrimento um dia passara...e se tudo correr bem sera em breve...
    Penso que seria mais facil se nao tivesse que fazer uma ivg a base de medicamentos...ter que ver, torna tudo ainda mais duro...por isso desejo-lhe muita forca...de verdade e pense que todas estamos aqui prestes a ouvi-la e a partilhar o nosso sentimento.
    Não pense mais nisso...no facto de ter sido a ultima noite que passou com os seus 2filhos...torna tudo ainda mais dificil...como disse voce sempre foi forte e determinada. Tomou esta decisao e tera que seguir para a frente.
    Não tem de me agradecer. Todas passamos pelo o mesmo e se todas tivessemos a sorte de ter alguem que pudesse partilhar connsco este momento, seria muito mais facil...
    So peço que esta dor desapareça e que possa ser feliz com o seu filhote.

    Estas pessoas agradeceram ou concordaram com esta mensagem: MM2

    • 2011-08-30 22:08:3430 Agosto 2011
    • #93

    Olá a todas

    • 2011-09-22 18:56:5922 Setembro 2011
    • #94

    Ao ler esta conversa, senti-me compreendida, vocês, acreditem ou não, ajudaram-me muito, eu tenho 18 anos, e como muitas mulheres, vi-me deparada com a escolha que penso que ninguem quer fazer, abortar. Descobri este fórum quando tentava ver esclarecidas algumas das dúvidas que me surgiram após a interrupção, e as histórias que vi aqui retratadas fizeram-me querer partilhar a minha.
    Mantive um relacionamente de 3 anos com um rapaz, não foi um conto de fadas, mas houve sem dúvida amor. Foi com ele que iniciei a minha vida sexual, e sempre tivemos cuidado, apesar de eu não tomar a pílula por opção, utilizámos sempre preservativo. Houve no entanto um dia, em que tal não aconteceu. Foi irresponsabilidade, eu sei, e paguei-a muita cara, mas tomei a pilula do dia seguinte e achei que não havia motivos para preocupações. Entretanto o relacionamento acabou, e foi só depois disso que descobri que estava grávida. Reparei que o período não vinha há algumas semanas, mas como nunca fui regular, não me preocupei. No entanto, acabei por falar desta desconfiança ao meu ex namorado, que insistiu que fizesse o teste, para descargo de consciência. Como já era de esperar, deu positivo. O choque apoderou-se de mim quando vi dois risquinhos em vez de só um. Não queria acreditar que era verdade. Eu sempre quis ser mãe, mas não daquela forma, não com 18 anos, quando supostamente ia realmente iniciar a minha vida, ir para a faculdade e tirar o meu curso. A primeira coisa que me passou pela cabeça foi abortar. Odiei o que estava dentro de mim, e odiei-me a mim mesma por me colocar naquela situação. O pai do meu filho concordou, aliás, ele sempre deixou bem claro que não queria filhos. O meu medo na altura era já ter passado o tempo para a interrupção, e ele, pressionava ainda mais, insinuando que eu estava a fazer de propósito para ter a criança. Foi quando percebi que estava sosinha e que 3 anos de um relacionamento iam agora por àgua abaixo, definitivamente.
    Do centro de saúde reencaminharam-me para a Clínica dos Arcos. Ao chegar ao rossio apanhei um taxi. Eu a tentar ser discreta e o taxista a perguntar aos berros como se ia "para o sítio onde se fazem abortos". Uma onda de vergonha caiu sobre mim, com toda a gente a olhar de forma recriminativa, como se fosse uma criminosa. Eu já estava suficientemente mal, não percisava que me julgassem. O que tive que fazer foi castigo suficiente, é um peso que vou carregar para sempre, e ainda hoje choro, quando vejo uma grávida, quando penso "agora a minha barriguinha já se notava" ou quando penso como seria o meu bebé. É estranho, mas sempre tive a certeza que seria um menino. Depois de uma viagem curta, onde levei uma aula de educação sexual gratuita, cheguei à clinica. Sentia que todos olhavam para mim como se soubessem tudo sobre a minha vida, sentia que todos me consideravam uma irresponsável, uma leviana. Mas na clinica todos me trataram bem, as pessoas que lá trabalham são de facto excepcionais, e fizeram-me sentir que não estava sosinha. Fui informada que estava de 5 semanas. Escolhi a interrupção cirúrgica, com anestesia geral, pelo que tinha de esperar pelo menos 3 semanas para poder interromper a gravidez. Os meus amigos e a minha mãe foram fantásticos, apoiaram-me e não me julgaram, estiveram sempre lá, acabando por preencher o lugar do pai do bebé, que afastei de mim o mais possível. Ele esteve presente, mas eu simplesmente não conseguia estar com ele, sentia que ele era o culpado, porque se ele tivesse dito "vamos ter o bebé" eu tinha não tinha avançado para a IVG. Mas ele não queria isso, apoiou-me, mas não como eu queria.
    Todas as certezas que tinha quando soube que estava a grávida dissiparam-se nas 3 semanas de espera. fui-me afeiçoando ao que estava dentro de mim, já me sentia uma pré mamã, imaginava-o, sonhava com as roupinhas, amava-o, sabendo ao mesmo tempo que teria de o perder. Não me arrependo da decisão que tomei. Ponderei diversas vezes se era o correcto a fazer, mas eu não tinha outra opção. Vivo em casa dos meus pais, sonho acabar o meu curso e poder viver do meu trabalho, não tenho condições neste momento para criar uma criança, ainda para mais sem o apoio do pai. Se eu pudesse, se fosse independente a nível financeiro, ou se tivesse o apoio do pai do bebé, não tinha tomado aquela decisão, mas face às condições sei que foi o melhor a fazer, mas não deixa de doer, mesmo sabendo que foi o melhor para mim, não deixo de me sentir culpada, não deixo de chorar a pensar no meu bebé, que no fim de contas, matei.
    Escrever isto é neste momento uma espécie de terapia. Sinto que as mulheres ainda são marginalizadas por fazerem um aborto, mas as pessoas têm que entender que a maior parte de nós não o faz porque lhe apetece, ou porque como até é gratuito bora lá não tomar precauções. Isto é algo que marca, que muda a nossa maneira de ver as coisas. Sinto que cresci muito com esta experiência, deixei de ver tudo cor-de-rosa. Uma coisa que prometi a mim própria foi a não deixar que o que fiz fosse em vão, porque se eu o fiz para poder ter uma boa vida, tenho de valorizar o que perdi, esforçando-me todos os dias para que não tenha sido em vão.
    Espero ajudar de alguma forma quem já passou ou está a passar por isto, não é fácil, vai sempre magoar, mas desde que se saiba que foi o melhor, consegue-se sobreviver e construir um futuro melhor. Penso muitas vezes que preferia ter dado o meu bebé para adopção, pois sentirme-ia melhor ao saber que estava a fazer uma família feliz, mas com o sistema de adopção que temos em Portugal, essa opção não pode sequer ser ponderada. Tenho medo de um dia mais tarde não conseguir engravidar, como que por castigo divino, mas também sei que não fiz isto de ânimo leve, que aprendi com o meu erro, que me tornei alguém melhor. Vou sempre amar o meu bebé, mesmo agora escorrem-me lágrimas enquanto escrevo, mas tinha de partilhar isto com alguém que sabe o que estou a viver, que compreende, pois de alguma forma, através deste fórum, ajudamos-nos umas às outras.

  9. Olá a todas,

    Eu tenho 29 anos e fiz uma IVG há 1 semana no Porto. Sou informada, sou licenciada em Bioquímica e os meus pais não são analfabetos. Tal como vocês, passei por este momento tão difícil da minha vida e que tenho noção que não desaparecerá.
    Depois de ler os vossos testemunhos consegui aliviar um pouco a minha dor, é mesmo uma terapia de grupo. Queria desabafar aqui porque sei que me entendem e porque, para além do meu namorado, não consegui contar a mais ninguém.
    Após umas semanas de enjoos e má-disposição, fui com o meu namorado (que adoro e com quem ando há 8 anos) comprar um teste de gravidez à farmácia: positivo. Fiquei em choque e comecei logo a chorar. Fomos comprar outro: positivo. Eu só chorava, o meu namorado a dizer para eu ter calma e que tudo se ia resolver.
    No dia seguinte fomos às urgências da Maternidade Júlio Dinis para saber de quanto tempo estava grávida e dizia ainda que ponderava IVG. O médico que me atendeu era muito simpático e fez-me logo uma ecografia. Virou o monitor para mim e disse: " Já viu aqui o seu bebé? Está muito bem!". Vi a cabecinha, os bracinhos e as perninhas, e o coraçãozinho a bater. Eu estava de 9 semanas e 5 dias! Inacreditável! Foi por 1 vez (1 vez) e eu estava tão descansada... Que burra! Comecei a chorar, aquele misto de tristeza e alegria. O médico disse:"Essas lágrimas vão ser em breve lágrimas de alegria." Entretanto ele perguntou se eu queria chamar o meu namorado e ele então entrou. Eu disse que não era altura, eu trabalho em Évora e o meu namorado está no Porto, eu teria de desistir do meu trabalho pelo qual tanto tenho lutado, ele iniciou agora o seu negócio... O médico dizia que se aconteceu agora por alguma coisa foi e que se gostássemos um do outro, o resto se iria arranjar. A família ajudaria, ficariam todos contentes...e que legalmente já não podia fazer uma IVG e para não nos metermos em esquemas ilegais porque podem dar para o torto. Saímos de lá desfeitos, sem saber o que fazer.
    Eu achei estranho que 9 semanas e 5 dias fosse igual a 10 semanas. Fomos investigar e legalmente o último dia é às 9 semanas e 6 dias. Eu nem conseguia pensar no que queria, era tudo tão difícil, quer uma escolha quer outra... O meu namorado disse que me apoiaria em qq decisão que eu tomasse, mas que realmente não era a altura ideal para ter um filho. Acabei por concordar com ele.
    Após pesquisas na internet, verificamos que a clínica dos Arcos e a clínica de Oiã já não fazem IVG.
    No dia seguinte resolvemos ir ao Hospital de Gaia. Eu já não tinha forças para voltar à Maternidade JD. Entramos e dissemos que queríamos uma consulta de IVG. Bem, fomos muito bem atendidos, eu nem me estava a acreditar. Todos nos ajudaram, impecáveis. Fiz outra ecografia para confirmar e, com a "ajuda" da ecografista deu 9 semanas e 6 dias. Logo a seguir a consulta com uma médica e uma enfermeira. A médica era mais directa, mas sempre com compreensão. A enfermeira era mais amável ,mais meiga. Explicaram o procedimento medicamentoso (o cirúrgico não era opção) e lá devolvi o panfleto porque há poucos... Dentro de 3 dias voltava lá caso fosse de facto a minha decisão.
    Foram dias de emoções muito fortes, por um lado contente e até orgulhosa por estar grávida de um bebé perfeito. Por outro tinha consciência que ia ser tudo muito complicado, não ia poder dar-lhe a vida que sempre quis. Ia ficar sem emprego ou criar um bebé numa cidade em que não tenho ninguém. Só me lembro de ficar horas e horas na cama sem dormir e fazia festinhas na minha barriga e pensava "mas o que é que eu vou fazer contigo?", "que raio de mãe é que te calhou?".
    Lá fomos à consulta e avançamos com a IVG. Tomei o tal Mifepristona e levei o antibiótico e o cytotec (2 vaginais e 2 orais). Resumindo, andei a semana toda com dores de barriga, mas fui sempre trabalhar. Tive hemorragia normal de período, basicamente. E o pior, psicologicamente mesmo mal.
    5 dias depois voltei à consulta e confirmou-se o pior: ainda lá estava e o coraçãozinho ainda batia. Eu não me estava a acreditar nisto. A médica disse logo:"Agora que começamos temos de ir até ao fim." Nova dose de mifepristona (3 cp) e cytotec (4 vaginais) dentro de 48 horas. Quando coloquei estes comprimidos vaginais (às 22h30)... que noite, que dores. Eu não dormi nada nem o meu namorado, de tão preocupado. Eu tomei vários analgésicos e nada. Só pensei que tinha de aguentar aquilo. Às 6h da manhã sinto um rio de sangue muito grande e sabia que ia sair tudo. O meu namorado veio comigo ao quarto de banho, felizmente. Depois de sair tudo, eu ia desmaiando. O meu namorado é que me segurou e levou para a cama. Não desmaiei mas vomitei. Depois conseguimos dormir um pouco. Mesmo pouco, eu nem sabia o que pensar.
    3 dias depois voltei à consulta e estava tudo bem. Só tinha uns coágulos que iam saindo.
    Não preciso de lá voltar. Fisicamente, estou bem. Psicologicamente é que é muito complicado. O meu namorado tem sido um grande apoio, eu não consigo falar disto com mais ninguém. É uma sensação de perda, de remorsos, que só quem passa por isto é que percebe. Ter um bebé na barriga devia ser uma alegria, não é o que nos ensinam?

    Bem, obrigada por criarem este fórum e espero que o meu testumunho ajude alguém que tenha a infelicidade de passar por isto.
    Felicidades e muita força para todas!

    Estas pessoas agradeceram ou concordaram com esta mensagem: ASS, leia

    • 2011-09-28 14:22:3128 Setembro 2011
    • #96

    pax80a,

    É muito triste ver uma mulher que tornou uma impossibilidade de ter um filho biológico em tanto ódio, quando existem tantas crianças sem ninguém, esquecidas em instituições.

    Felizmente nunca me vi numa situação em que tivesse de recorrer a uma IVG, mas há pouco tempo apanhei um susto que me levou a ponderar seriamente essa hipótese. Eu e o meu namorado optamos pelo preservativo, já que tomava alguma medicação que podia retirar o efeito da pílula. Em pouco mais de um ano nunca tivemos esquecimentos nem qualquer problema até que há cerca de 2 meses o preservativo deslocou-se um pouco durante a ejaculação. Nunca me convenci que fosse nada muito importante porque não saiu completamente e acabei por esquecer o assunto. Nesse mês por coincidência tive um atraso de 2 semanas, coisa que nunca tinha acontecido. Ao fim da primeira semana convenci-me que realmente estava grávida e o teste era já só para confirmar. Falei com o meu namorado, disse-me logo que apoiava qualquer decisão que tomasse, embora ambos soubéssemos que uma criança agora viria complicar bastante a nossa situação profissional, em inicio de carreira. Ao fim de 15 dias a adiar e depois de ter lido todos os testemunhos neste fórum que acabaram por me acalmar bastante, lá fomos nós fazer o teste e qual a surpresa quando dá negativo. Não me acreditei muito no resultado e repeti-o passado 2 dias. Mais uma vez negativo. Só aí é que comecei a respirar mais aliviada e 3 dias depois lá aparece o comprovativo que os testes realmente estavam certos.
    Mas durante essas duas semanas li e reli este fórum, tentei recolher toda a informação possível e estava praticamente decidida a fazer uma IVG na Clínica dos Arcos, que parecia de longe o melhor local.
    Não desejo a ninguém a angustia que vivi nesses dias e ver aqui comentários como o da pax80a deixam-me entristecida com a crueldade das pessoas, que além de não saber respeitar o sofrimento dos outros tem a necessidade de envenenar ainda mais apenas por despeito. Cada um tem direito à sua opinião e esta deve ser respeitada. Mas isto vale para os dois lados!

    Desejo o melhor a todas estas mulheres que tiveram a força e a coragem de passar por um processo destes e espero que o tempo consiga de facto amenizar a dor de cada uma.
    Felicidades a todas!

    Estas pessoas agradeceram ou concordaram com esta mensagem: ASS, Luisinha

    • 2011-09-29 08:56:4129 Setembro 2011 editado
    • #97

    Movi alguns comentários para aqui: Despenalização do aborto - opiniões.
    É natural que algumas intervenções pareçam descontextualizadas.

    Por favor, se quiserem discutir o aborto façam-no nessa conversa.
    Aqui escrevem-se testemunhos, mantenham o espírito da conversa dentro desse âmbito.
    Não são bem vindas aqui censuras a quem optou por fazer uma IVG.

    Obrigado.

    • 2011-10-02 04:22:25 2 Outubro 2011
    • #98

    Li, e reli durante dias todos estes testemunhos que me ajudaram a encarar com tranquilidade todo o processo da minha IVG. A todas as mulheres que aqui deixaram o seu testemunho só posso (e consigo) dizer: muito obrigada. Não houve ninguém, entre os que comigo estiveram (e apesar de todo o apoio), que tivesse feito sentido em palavras e quem entendesse (sem eu falar) tudo aquilo que senti desde o ínicio deste episódio da história da minha (ainda curta) vida.

    Tenho 30 anos. Nunca pensei, nem sequer coloquei a hipótese de algum dia ter de equacionar esta situação. Um aborto? Não, nunca teria motivos para tal. A minha posição, em relação a este assunto, nunca foi radical. Sempre achei justo o direito à escolha, até para evitar situações infelizes que assisti e vi acontecer em jovens com pouca experiência... Não compete contar esses momentos aqui... No entanto, queria só dizer que a nós, neste caso, a mim nunca tal situação se colocaria. Até um dia...

    Suspeitei que tinha engravidado logo no dia em que me falhou a menstruação. Era suposto ter vindo dia a 4 de Setembro, como religiosamente acontecia desde a primeira vez que menstruei. Nunca tinha tido um atraso, nunca. Estou numa relação, já vai para dois anos, e sempre tomamos todas as precauções. A mudança de pílula, de uma mais forte para uma mais fraca, ditou este destino. E na minha cabeça, só consigo pensar: podia ter tido mais cuidado. E nós sabemos disto, de isto tudo e de tudo mais… ao que parece!

    O atraso de um dia parecia, aos olhos do meu namorado, um exagero meu. No entanto, eu sabia que algo se passava. O meu corpo reagia de maneira diferente. Andei uma semana em angústia à espera de menstruar, e lá no fundo sabia que isso não iria acontecer. Fiz o teste de farmácia uma semana depois do atraso, o resultado: POSITIVO. Tão claro, que não restava margem para dúvidas. Em mim, um misto de medo, dor, alegria, satisfação, surpresa, incerteza, inquietude, magia…

    Era dia 13 de Setembro e eu esperei pelo meu namorado para lhe dar a notícia ao fim do dia. “O resultado do teste é positivo, estou grávida”, disse eu. Ao que ele responde “não pode ser, temos de repetir”. A discussão alargou-se noite dentro, com duas claras posições: a de que não podíamos neste momento ter um filho; e a de que podíamos assumir esta situação. Eu achei sempre que podíamos… No entanto, estamos os dois deslocados das nossas residências, um namoro recente, de hoje para amanhã estará cada um num novo sítio a trabalhar. Eu aqui, e ele longe. Se até ao momento tem-me sido difícil estar longe da minha família, se de repente me visse com uma criança nos braços e sem apoio do pai? Bem, podia continuar a enumerar as razões… Não há uma suficientemente convincente, só a certeza que nos invade num momento em que sabemos: não é o momento certo. Então, a escolha, que nunca pensaste tomar na tua vida, está feita.

    No sítio onde vivo, nem sequer tenho médico de família. Logo pela manhã do dia 14 de Setembro fui ao centro de saúde inscrever-me e pedi urgência para poder falar com um médico. Consegui tratar do processo em menos de nada, (sem dizer o que tinha), fui sempre bem atendida e marquei a minha primeira consulta para o dia 21 de Setembro. No meio de tantas ausências, o meu namorado acompanhou-me nessa manhã à consulta. O médico que me atendeu foi super simpático e discreto. Quando lhe disse que estava grávida, achou por bem que me tivesse ali dirigido tão prontamente… de repente interrompi o discurso dizendo que iria interromper a gravidez. Acenou positivamente com a cabeça, em sinal de respeito, e quando comecei a tentar explicar-me disse-me: “não tem de se justificar ou explicar, vamos dar já encaminhamento ao processo para o hospital”. Foi-me explicando os procedimentos, e eu ali sentia-me no abismo dos abismos… De seguida encaminhou-me para uma enfermeira, que não percebeu do que se tratava e fez-me uma citologia. Tive de a interpolar e dizer o que se passava, eis que chamando o médico para se inteirar do assunto ele diz baixinho, no corredor do centro de saúde: “é para fazer uma IVG”. “Ah, tá bem”, responde a enfermeira e leva-me para uma sala onde então começa por encaminhar o meu processo para o Hospital. Entramos num pequeno escritório, onde aponta o meu nome, tempo de gestação e idade num dossier que diz: “IVG 2011”. Entre perguntas de rotina, e mesmo antes de terminar diz-me: “quem anda à chuva molha-se e depois o corpo é que paga, e o bebé também”. Fiquei sem reacção… Senti-me mal, culpada e lá segui o meu caminho.

    Fiz os exames que tinha a fazer, e no dia 22 de Setembro fiz a consulta prévia no hospital. Cheguei ao hospital na hora marcada dirigi-me à pessoa indicada, uma administrativa da maternidade que me mandou aguardar (imaginem) na cantina da maternidade. Ali estive uma hora à espera da enfermeira que me viria atender, mas como me disse a tal administrativa teria de esperar porque havia muito trabalho e estavam muito ocupadas. Assim esperei cerca de uma hora, e enquanto ali estava ouvia bebés chorarem porque mesmo ao lado da copa eram os quartos onde ficam as mãe depois de darem “a luz”. Depois de tanta espera lá chegou a enfermeira, que apenas me encaminhou num processo que, ao que parecia, ela queria ver mais rapidamente terminado do que eu. Encaminhou-me a mim e a outra rapariga até um sítio da maternidade sem nos explicar nada e pediu que fossemos fazer xixi. Lá depois percebi que íamos fazer uma ecografia para confirmar a gravidez. Fiz primeiro eu, depois tive de esperar que a outra rapariga terminasse e de seguida, novamente pelo corredor fora, uma atrás da outra, seguimos a enfermeira que levava debaixo do braço um livro preto com uma etiqueta que dizia “IVG 2011”. A enfermeira levou-nos de volta à copa da maternidade, onde almoçam as mães internadas, fechou a porta e disse: “sentem-se as duas que a lengalenga é a mesma”. Explicou-nos todos os procedimentos conforme as regras e depois falou primeiro com a rapariga que estava connosco na sala. Começou por perguntar se ela sabia ler, o que pode parecer estranho, mas só perguntou isso porque a rapariga que estava ali era de etnia cigana. Quando falava com ela orientava o seu discurso de forma a fazer-se entender como se a rapariga fosse uma atrasada mental… Enfim… Depois começou a falar comigo, eu estava calma, serena e fui respondendo às perguntas. De inicio também começou por falar com um ar de repreensão, mas depois de ter feito a pergunta: ”quais são as suas habilitações?” e depois de ter ouvido a resposta “licenciada”, modificou o tom. Estranho??? Surreal! No meio da “consulta” fomos interrompidas pela senhora que trazia os almoços. Chateada e contrariada lá nos levou para outra sala, onde acabou por terminar as explicações… E sempre falando com a outra rapariga como se ela fosse uma anormal que não sabia o que estava a fazer. Quando lhe expliquei a razão pela qual engravidei, disse num tom sereno e calmo: “efectivamente pode acontecer, no entanto na consulta de controlo falará melhor com o médico sobre o melhor método de contracepção para si.”.

    Acho que tanto eu como a aquela rapariga merecíamos ter tido um acompanhamento personalizado e individualizado. Mas naquela altura, em que tudo ocorreu só me apetecia terminar e vir-me embora. Não tinha forças para reclamar, para exigir melhor tratamento. Em todo este processo, entre sentir todos os sintomas da gravidez (enjoos, vómitos, cansaço, que se fizeram sentir todos os dias de manhã à noite) estava num estado letárgico que me impedia de sentir qualquer coisa… Pois podia pensar em desistir, e não podia.

    Passaram-se o três dias de reflexão, e não reflecti. A decisão já estava tomada, contra-vontade mas com razão tomada porque sabia as implicações de ter uma criança nesta altura. Tentei fazer a minha vida normalmente, embora os enjoos e os vómitos o impedissem porque sem comer comecei a ficar fraca e sem forças. Com isto temia não aguentar as dores físicas de todo o processo. Porque as psicológicas, dessas nem consigo falar…

    No dia 26 de Setembro dirigi-me ao hospital, acompanhada pelo meu namorado, e fui encaminhada pela mesma pessoa para o mesmo sítio, a cantina. Enquanto esperava pela enfermeira apareceu uma grávida que estava internada, tentou falar comigo mas eu não consegui fazer conversa, apenas acenei com a cabeça. Entretanto veio a enfermeira, era outra, que me levou para outra sala onde então me deu toda a medicação e as explicações. Tudo certo, burocraticamente correcto… Tomei o primeiro comprimido, esperei novamente uns 20 minutos na tal cantina. Entretanto chegou a minha companheira da consulta anterior, com o seu marido e uma criança pequena de 9 meses. Lá me fez umas perguntas, acabei por tranquilizá-la porque estava nervosa, depois despedi-me e saí. Nesse dia aproveitei uma folga do trabalho e fiquei em casa. Não senti alterações nenhumas, apenas medo e receio do que viria a seguir. No dia seguinte senti os habituais vómitos e náuseas mas com maior intensidade, só consegui comer ao jantar, andei fraca o dia todo.

    No dia 28, tomei de manhã os quatro comprimidos que faltavam (dois vaginais e dois via oral). Fiquei deitada cerca de meia-hora, conforme indicação da enfermeira devia ter ficado pelo menos uma hora mas não consegui. Os medicamentos começaram a fazer efeito e comecei a sentir umas cólicas muito fortes e tive diarreia. Estive cerca de uma hora sentada na sanita e foi quando comecei a ter hemorragias. Eram ligeiras. Tomei dois comprimidos para as dores e voltei a deitar-me, estava cansada e acabei por adormecer. Quando acordei, depois de me ligar o meu namorado para saber como estava, as hemorragias tornaram-se mais intensas. E estive umas duas horas sempre a entrar e sair da casa de banho. Entretanto foi tudo regularizando. Tinha dores mas com os comprimidos ia-me aguentando, como numa menstruação. Nesse dia valeu-me a companhia dos meus amigos… O meu namorado achou que eu devia estar sozinha e precisava de descansar. E como até estava bem… Custou-me aquela ausência, sobretudo porque no momento de decidir pela IVG foi muito assertivo e para estar ao meu lado tinha sempre dúvidas sobre o que eu queria ou precisava…

    No dia seguinte, pela manhã, acordei pela primeira vez em duas semanas sem enjoos e vómitos. Consegui tomar um pequeno almoço, almoçar e trabalhar com normalidade. Estava aliviada fisicamente, claro. Sentia-me bem e nem queria acreditar. No final do dia, enquanto ainda estava com os meus colegas de trabalho, comecei a sentir cólicas e sentia que a hemorragia estava a aumentar. Fui para casa, estive sentada no sofá a tentar acalmar-me e quando decidi ir à casa de banho, sentada na sanita senti sair algo estranho, diferente do que até ai tinha saído. Tinha finalmente expulsado o embrião, algum saco (alguém me pode explicar)? Com apenas 4 semanas não sabia, e nem sequer imaginava que pudesse ser algo tão grande. Foi estranho e fiquei muito impressionada… Ainda não consegui tirar esta cena da minha mente. Cada vez que entro na casa de banho lembro-me disso.
    Nas horas que se seguiram fisicamente não senti alterações nenhumas, é como se estivesse com a menstruação. Para meu espanto, fisicamente consegui aguentar bem. Não foi nada complicado.

    A nível psicológico: a escolha, as dúvidas, a relação com o meu namorado… tudo me deixa sem saber o que fazer. Esforço-me por estar bem, pois não quero que as pessoas saibam. Não falei nada disto à minha mãe, à minha família, que são os meus maiores confidentes. Tenho amigos que me apoiaram sempre desde o inicio, e que me dizem que fiz a escolha certa. Falam comigo, pedem-me que não me entregue a dor, e esperam que reaja com a força que dizem caracterizar-me. O meu namorado pede que volte a ser quem era, implora para que volte a sorrir… Pela primeira vez, ouvi-o dizer: Amo-te. Pois sei que ele sente a minha distância. Mudei, continuo a gostar dele, mas mudei. Não sei se consigo estar com alguém tão ausente… Só sei que mudei, e por mais que me tentem ajudar ainda não consegui falar com ninguém que me entendesse realmente…

    Espero que Deus me ajude,
    a encontrar uma resposta e a razão de tudo isto.
    Um abraço a todas.

    Estas pessoas agradeceram ou concordaram com esta mensagem: jnbc, Luisinha

    • 2011-10-03 22:18:04 3 Outubro 2011 editado
    • #99

    Estou desesperada. Estou grávida e infelizmente não quero levar esta gravidez pa frente, sei que muitas de vós me entendem, aliás li os vossos relatos e por isso decidi vir cá expôr o meu caso e as dificuldades com que me tenho deparado. Infelizmente pesquisamos muito aqui na internet e respostas práticas não encontramos na realidade.Então temos que passar a ir directamente aos locais. Vamos ao centro de saúde e também não mostram muito interesse e despacham-nos para o hospital com uma pinta. Vamos ao hospital e recebem-nos com 4 pedras na mão e dizem que não é assim, que primeiro temos que fazer uma ecografia (que é feita ao que deu a entender só à segunda de manhã). Ligamos pa uma linha de apoio e também são rudes e dizem que só na àrea de residência é que podemos resolver esta situação. Até aceito isso mas então porque não ter o serviço sempre pronto a responder às nossas necessidades? Só uma manhã por semana? Enfim... quem me puder que me ajude e me diga, realmente temos que passar por toda esta burocracia e falta de compreensão dos serviços de sáude? Vocês que já fizeram... fizeram todas na vossa àrea de residência.? obrigada

    • 2011-10-04 01:03:22 4 Outubro 2011
    • #100

    Boa noite cata85,
    Penso que o mais simples é dirigir-se ao hospital da sua área de residência. Existe um flyer disponivel com todos os hospitais que fazem IVG, no site do ministerio da saúde.
    Se quiser contornar as burocracias pode dirigir-se a uma clinica privada como a clinica dos arcos, em lisboa.

    Lembre-se que tem direito à escolha, independentemente da forma como é tratada e das sugestões menos felizes que lhe façam... Mas se a sua decisão for recorrer à IVG, arranje um contraceptivo permanente como o caso do DIU ou do implante para que não se volte a encontrar nesta situação num futuro próximo.

    Espero ter respondido à sua pergunta e seja qual for a sua decisão BOA SORTE!