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    • 2009-07-25 00:00:3625 Julho 2009 editado
    • #1

    Tenho pesquisado e me interessado muito pelo transtorno bipolar.
    Não fui diagnosticada, mas tudo indica que esse é meu problema. Há vários anos sofro com depressão, ansiedade, compulsões, entre outros. Faço tratamentos e nada resolve.
    Uma amiga mencionou esse trantorno e resolvi me inteirar mais sobre o assunto.
    A vida de pessoas com trantornos "psiquicos" não é nada fácil e vivo numa busca constante de ajuda para superar isso.
    Se alguém puder me ajudar, ou quiser trocar informações, meu msn é marcelamelo1986@oi.com.br

    Grande abraço,
    kkmelo


    • 2009-08-05 22:52:50 5 Agosto 2009 editado
    • #2

    Ola

    Queria perguntar-te que tipos de tratamentos fazes e que nada resolvem????

    Abraço

    Maria Deolinda Espirito Santo

    • 2009-08-06 00:16:09 6 Agosto 2009 editado
    • #3

    Olá!
    Bom, eu me submeto à terapias há 8 anos. Cada vez que vou à uma consulta é um diagnóstico diferente e não tenho mudado em relação a minhas atitudes e "compulsões". Nem quanto a crises.

    Já fiz uso de vários medicamentos como: fluoxetina, diazepam, haldol, royphinol. Ultimamente estou tomando Tegretol e Rivotril, mas o quadro continua instável. Crises de depressão, ansiedade e medo, constantes.
    Vou ao psiquiatra uma vez ao mês, psicologos já perdi as contas de quantos e nada melhora...

    • 2010-02-22 11:14:0622 Fevereiro 2010 editado
    • #4

    Bom Dia Marcelo,
    Sai dessa, voce não tem transtorno bipolar, (e uma docenca degradante), muitos sem orientação sai por ai dizendo o que quer, sem base para diagnosticar. é raríssimo os caso de bipolar.
    Para tudo, PARA TUDO MESMO.... Essa tristeza que vem la de dentro consumindo todo seu corpo, um vazio, voce ate tenta, sai com velhos amigos e depois se arrepende, voce não se acha, não se encontra.
    Então, Marcelo, quando voce tiver uma oportunidade, entra num quarto ou qualquer lugar com privacidade, ai converse fala pra Deus enviar o Espírito Santo, e chama também Jesus, ai converse com ele tudo, até os mais intimo do seu coração, se quiser chorar que chore, se quiser sorrir ria, é o seu momento com ele. tenho absoluta certeza que tudo que voce falar, se abrir, expor para ele, ele vai agir.
    8 anos é muito tempo Marcelo!!!!!!!!
    eu hoje estou bem e converso com ele sempre. Ele Além de ser Meu Deus ele é meu amigo.
    Te amo.

    • 2010-09-12 15:56:1912 Setembro 2010 editado
    • #5

    olá a todos, fui diagnosticada bipolar após um aneurisma e derrame a 4 anos atrás,
    que me deixou surda, com ansiedade, compulsão para comprar,formigamento no lado direito, tomo risperidona,rivotril,trileptal,ginkobiloba,marcela mello pergunte ao seu médico o que ele acha sobre esses medicamentos, me sinto melhor caminhando, fazendo hidroginástica,yoga e muita oração, a partir de hoje vou orar por você e por todos do forum, quando a tristeza e o disânimo bate procure fazer exercício de respiração, puxe o ar pelo nariz e soltando pela boca várias vezes seguidas, me traz tranquilidade e acredite não somos só corpo mas alma também, quando a crise bipolar bater, mexa-se, ou mexa com as mãos, pintura é ótimo,abraços a todos.

    caso queiram entrar em contato meu e-mail é csfjanoski@yahoo.com.br

  1. Boa tarde!! Amigos meu esposo tem comportamento estranho, segundo ele desde jovem, onde por motivo banal qualquer ele se chateia, fecha a cara, e se isola, não quer falar com ninguém, se fecha no mundo dele, ja chegou a passar mais de 15 dias sem dar uma palavra dentro de casa, depois retorna a falar e agir como se nada tivesse acontecido, ja conversei com ele a respeito desse tipo de atitude e da necessidade dele buscar ajuda de um psicologo/ psiquiatra sei lá, mais ele se nega. Sera que ele tem transtorno bipolar??

  2. A melhor medicação.
    Tenho transtorno bipolar nível 2.
    Passei por todas as fases desde depressão profunda à euforia elevada.
    Mutilei o meu corpo, não por prazer, mas simplesmente porque não compreendia o propósito de ter um, como não compreendia o propósito de tudo o que me rodeava. Somos um estranho preso neste corpo e neste espaço. A fase de depressão servia para eu entender esse desligamento que há entre a nossa consciência e todo o que nos rodeia incluindo o corpo. Acredito que a depressão é a agonia por não compreendermos onde estamos e o que nos está a acontecer. Perdi a capacidade de rir ou achar graça a seja o que for, a capacidade de sentir pena, paixão, saudade, a dor, o medo, perdi algumas memórias e todo o interesse por tudo. A euforia, era uma revelação, o mundo que me rodeava era simples, a consciência elevava-se a um ponto que tudo ia para além da lógica, tudo tinha resposta neste mundo materialista, infelizmente as fases de euforia são curtas, o que nos impede de completar objectivos que necessitam de tempo para serem completadas, como escrever um livro por exemplo.
    Com os anos, comecei a aceitar que depressão, e a convencer-me que não é falta de nada, mas sim aproximação da nossa verdadeira forma de ser, seres para além deste corpo, mas como já disse, infelizmente estamos aprisionados.
    Resta-me, resta-nos viver o tempo de vida deste corpo até que um dia ele se desligue por completo. Até lá entre tentativas e erro da minha psiquiatra, descobriu a medicação que me mantém as oscilações menos abruptas.
    Lanche: 2x Seroquel SR 200mg é quetiapina, mas de libertação prolongada.
    Jantar: 1x Lamotrigina 200mg
    Deitar: 1x Rivotril 2mg e 1x Quetiapina 100mg (neste caso a libertação é imediata, ajuda no adormecer).
    Espero ter ajudado em alguma coisa.

  3. Para os familiares, amigos ou os que vivem no ciclo social de uma pessoa com transtorno bipolar, se querem ajudar, a primeira coisa é aceitar que a pessoa não está louca, ela não escolhe estar de bom humor ou de estar mais antipático, triste, com vontade de abandonar as responsabilidades e de se isolar. Ela não escolhe a hora de mudar de estado e nem tem esse poder, por mais que tente.
    Se ela estiver depressiva, não tentem dizer-lhe que vai ficar bem, não tentem nada, simplesmente estejam por perto como amigos, não reajam à antipatia, não forcem nada, o melhor que lhe podem fazer é dar espaço, dialoguem apenas o necessário, ela será áspera na forma de falar, mas ela não sabe que o está a ser. A paciência dela é limitada, não forcem.
    Simplesmente aceitem a pessoa e não entrem em confronto com ela, ela não escolheu estar como está, não tentem que ela lhes explique o que se está a passar, pois não há palavras que expliquem, por e simplesmente. Se me perguntassem a mim, eu diria que se existe inferno, o estado depressivo é isso.
    Não confrontem a pessoa, pois isso só a fará isolar-se mais e afastar-se de vocês, para a pessoa, o isolamento não serve só para ela tentar se encontrar, mas também para proteger os que ama, aceitem-na como alguém normal que tem um problema do foro psicológico, mas é uma pessoa normal que passo a passo vai seguindo a sua vida. Se ela se sentir normal entre vocês, é meio caminho para ela aceitar a vossa sugestão de consultar um especialista.
    Não me lamento, mas infelizmente eu tive de percorrer todo o caminho sozinho, o isolamento era o meu esconderijo.