Participar & Escrever

  1. Olá a todos,

    Tive na infância alguns problemas com algumas pessoas, que não me tratavam mal nem nada do género, mas que perguntavam a amigos meus se tinha algum problema, basicamente perguntavam se tinha algum atraso (entre os 10-14 anos), isto apesar de serem pessoas que me conheciam pouco custou me bastante na altura e inibiu me completamente na altura e continua o trauma e nunca soube a verdadeira razão de isto se ter passado, sempre pensei "mas o que eles veem que eu não vejo?" , visto que eu falava como toda a gente, fazia desporto melhor de 90% dos meus colegas (sem exageros), tirava notas não super boas, mas ligeiramente melhor que a média, isto é, 4's, poucos 5's e o resto 3's (de 0 a 5) e basicamente era convidado sempre para a equipas de inter-turmas ou outros torneios de futebol que houvessem na minha localidade e cheguei a ganhar medalhas de 1º, 2º e 3º (2x) lugares.

    Ando confuso, não penso que seja feio pelo contrario, sempre me disseram o contrario (não sei se para não magoar).

    Não ajo como fosse feio, já dialogo melhor com as pessoas depois daquela inibição de uns 4/5 anos, já consigo amizades bem e grandes mas o problema está quando me tento aproximar mais, ou tentar encontros sem mal a 2, ou qualquer coisa que não envolva outras pessoas, mesmo com pessoas que já estive um clima de romance(falo aqui de abraços, beijos (na cara), encostos) (eu achava que sim, mas quando dou por mim não quer saber de mim ou não querem saber se fiquei chateado por ter sido ignorado e simplesmente "fogem", mesmo sem fazer pressão) sou ignorado totalmente, já tentei de todas as formas possíveis sempre com o mesmo final, ignorado.. e juro que tenho muita paciência, não faço nada como estivesse desesperado e sempre que a minha auto estima é destruída totalmente tento melhorar la um bocado que seja. Sou simpático com todas as pessoas, não sobrevalorizo nem desprezo ninguém. O pior de isto tudo é que fiquei parado do curso, cancelei o curso por não conseguir fazer apresentações orais, e aqui neste ambiente volta o trauma de infância, basicamente tenho um curso acabado que não posso usufruir porque tenho 3 disciplinas em atraso com apresentações orais obrigatórias e já fui a psicólogo, e não funcionou, estou a pensar mudar para fisioterapeuta.

    Falo muito em 'feio' 'lindo' , mas não sou uma pessoa que ligue muito a aparência física das pessoas que considero amigas.

    Agradeço a todas as pessoas que leram esse texto todo.
    Pessoas entre os 20-40 anos que estejam no mesma situação ou parecida se quiserem falar mandem mensagem privada.

    Sei que não é dos maiores problemas que se pode ter nem lá perto, tenho a noção disso, mas obrigado.
    Cumprimentos a todos :wink:


    • 2014-02-20 11:23:3720 Fevereiro 2014
    • #2

    PAra além do medo de falar em publico não vejo qq problema. São coisas que se treinam, todos ficam nervosos. Começar por falar com um amigo/a ou familiar e depois aumentar o numero de pessoas.
    Um bom psicologo também pode ajudar. Ou sacerdote caso sejas cristão.
    Para as relações interpessoais em especial para encontrar a Mulher para casar, recomendo o llivro The ABCs of Choosing a Good Wife, de Steve Wood http://www.familylifecenterstore.net/the-abcs-of-choosing-a-good-wife/

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  2. Estar virgem aos 29 anos não é ter um cancro!Quando vivemos numa sociedade em que se estar virgem seja com que idade for se torna um "crime" algo não está bem...

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  3. rGUEDES,há muitos livros e até sites onde o moço pode ir ver dicas de como ter uma mulher,embora eu ache que isso seja deixar de ser ele mesmo,de certa forma...eu acho que virgindade é algo especial e deverias perde-la com alguém tb especial e nao porque já és velho!É como ter filhos,casar e outras coisas,devem ser pelo coração e não pela idade cronológica.É o que penso

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  4. Mas não consegues fazer as apresentações orais por que motivo? Ficas muito ansioso? Gaguejas? Começas a suar descontroladamente? Sentes um medo inexplicável? O que disse o psicólogo?

    Pareces-me uma boa pessoa, desportista, bom aluno, sensivel aos outros, e dizem que não és feio, não é fácil descobrir uma causa que explique os teus insucessos. Será que, além da tua ligeira insegurança, tens dificuldades em expressar-te oralmente? sentes que articulas bem as palavras? Não é que isso faça de ti pior pessoa (não faz), mas sabes como é, as pessoas estão constantemente a julgarem-se umas ás outras e muitas afastam-se por qualquer coisinha que lhes cause comichão na cabeça.

    Eu acho que percebo o que te faz dar em doido e, isto não tem tanto a ver com a questão da virgindade em si, mas com o que eu chamo de “Sindrome do balde do amor a pingar”, (que parvoíce ...) ou seja, todos nós nascemos com um balde do amor pendurado no coração desde a nascença, e ele está seeempre a encher-se. Se não o despejamos de x em x tempo, um dia ele entorna e queima-nos por dentro. Enquanto não encontrar-mos uma pessoa que nos ame e aceite que lhe despejemos parte do também nosso amor, em excesso, vamos sentir dor ... e no teu caso, e no meu ... são muitos anos de desagradáveis sensações ...

    Por isso, se procuras perder a vingindade, poderás não sentir a paz de alma que esperavas obter e ver-te-ás novamente triste num curto espaço de tempo. Talvez isto explique parte dos homens ou mulheres que ao longo da vida acumulam muitas relações (porque a satisfação sexual dura pouco) e não se apercebem que o problema está no balde ...

    Mas lá está, importa perceber para onde estás a apontar, é para uma relação prática (nada contra se ambos o desejam, até porque o fazer sexo deve aumentar os níveis de confiança nas pessoas) ou uma profunda e com partilha de amor? Estás a procurar no sitio certo? Existem pontos de interesse em comum entre ti e as pessoas que abordas? Se fores tímido ser-te-á útil que existam coisas que vos una naturalmente.

    ... e espero que este post parvo te seja útil ...

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    • 2014-03-02 04:04:56 2 Março 2014
    • #6

    Innerstrength e Rapazito,

    acho que posso dizer que percebo o que vocês dizem e sentem. Também fui sempre 1 pessoa (sou do sexo masculino) com 1 maneira de ser reservada e introvertida, embora sem ser num nível extremo. Contudo, sempre tive a impressão de que as outras pessoas nunca me compreendem/ compreenderam bem, mas muitas vezes atribuo essa percepção a uma "síndrome de calimero" que ainda persiste em mim e que vem à superfície de tempos a tempos (e que eu gostava de suprimir).

    Por questões de falta de auto-estima, nunca consegui construir relações significativas com o sexo oposto quando era mais jovem (tenho 30 anos). Pratico exercício com regularidade (frequento ginásios há já alguns anos), mas actualmente o facto de com a minha idade ainda não ter 1 emprego remunerado (estagio num escritório, tendo acabado o curso há 2 anos) e, logo, ainda viver em casa dos meus pais sem 1 independência financeira e perspectivas a curto prazo de ter o "meu real espaço" e, logo, 1 vida mais "própria", pesa sobre mim todos os dias. O facto de ter também tido bastantes problemas durante o meu curso, com algumas reprovações e crises de confiança/depressões causadas pelo mesmo (sem nunca me terem, contudo, atirado para 1 estado clínico) não me ajudaram na sociabilidade. Tive sempre tendência a guardar os dissabores para mim, achando que, se os meus amigos não me confidenciavam os seus problemas, também não me sentia à vontade para o fazer com eles, pois, apesar, do "desabafar" fazer bem no momento, com a catarse que é feita, também te expõe as fraquezas aos outros e, no pior caso, tudo que levas como resposta é 1 indiferença muito mal disfarçada, como já me aconteceu.

    Pois, na idade fulcral da faculdade dos 18-20 e tal anos, diverti-me pouco e não tive quaisquer relacionamentos (de namoro/sexuais). Não me ajudou na transição para a "idade adulta", onde ainda agora não tenho grande vida social e ainda sou virgem. Os poucos amigos já têm namoros de longos anos e vão ficando mais distantes, e, quando sais com eles, sentes-te o peixe fora da água, naquelas saídas/ jantares em que fazes "de vela". Saio à noite, sim, mas sozinho? Não faz sentido para mim. Já não conheço gente solteira, com aquela "fome" de se divertir e procurar/ encontrar alguém. Já me parece tudo muito refastelado, e eu vou caindo no marasmo, com o veneno da frustração. Embora não violente a minha personalidade/maneira de ser ao ponto de frequentar discotecas, que não têm nada a ver comigo. Mas, porra, serão esses os únicos lugares para se conhecer mulheres? Acho que não.
    Embora tenha referido casos de namoro, devo dizer que não me chocam as chamadas relações sexuais de ocasião (mas não sou a favor da coexistência das duas situações) , e tenho a consciência que teria/tenho que ser honesto com a pessoa com a qual me fosse envolver, tanto a nível de namoro como de mero acto sexual, relativamente à minha falta de experiência. Acho 1 estupidez estar a mentir.

    Mas preocupa-me mais a minha incapacidade em conseguir estabelecer "ligações" com mulheres que conheço/vou conhecendo. 1 amiga minha, dos tempos de faculdade, disse-me há pouco tempo que crio 1 "barreira" à minha volta, e que não consegue perceber no que é que estou a pensar durante as nossas conversas. Quando ela me disse isto, 1 parte de mim não gostou do que ouviu, e constato que isso é 1 problema, mas, nesse momento, também pensei: "E será que isso é necessariamente mau? Não ser 1 livro aberto que seja facilmente lido?". Sempre pensei que eu fosse fácil de "ser lido": 1 gajo com pouca vida social, ainda com frustrações pessoais/profissionais passadas e presentes e com inseguranças afectivas. Acho que ela leu/ lê bem isso, mas não o quis dizer. Só há pouco tempo é que comecei a estudar o "xadrez" que o sexo feminino joga, quando eu ainda ando a pôr as damas no tabuleiro...o que me leva ao ponto seguinte...

    foi essa atitude negativista que deitou tudo a perder com 1 outra amiga que também conheço desde os tempos da faculdade, mas relativamente à qual desenvolvi sentimentos a sério nos últimos tempos, apesar de a conhecer há anos, ao ponto de pensar nela todos os dias. Joguei as cartas erradas: mostrei-lhe que não tenho grande vida social, ela conhece as dificuldades que senti durante o curso e o estágio (ela também as sentiu e eu sei disso, mas as mulheres recuam imediatamente quando vêem isso num homem), logo sabe que não sou aquele super-confiante que a vai arrebatar, sempre que ela vêm à cidade onde vivo (vivemos em cidades diferentes) encontro-me com ela, mas ela é muito defensiva, não se expõe a nível pessoal, embora já tenha percebido que ela teve vários namorados e provavelmente estará actualmente numa relação, o que me deixa, bem, lixado. Ela bem percebe que gosto dela, mas a palavra "amigo" já saiu da boca dela, a sentença "de morte". Estas coisas queimam cá dentro. Já me deu a entender que não sou o género dela.

    Ainda há uns dias atrás, ela veio ter comigo, tinha-me dito que tinha que vir cá por causa de umas papeladas do mestrado, mas ela sabia que me tinha corrido 1 coisa mal (1 amigo nosso tinha-a informado). Se ela veio por minha causa, duvido. Mas achei-a linda, mais do que as outras vezes, e aquela 1h30 de conversa de café valeu nem que fosse para estar a olhar para ela. Já houve alturas em que foi 1 conversa com ela que me salvou a má disposição de uma semana. Mas aí está, dei a entender que estou sempre disponível, que se soma às percepções que lhe dei a entender no parágrafo anterior. É como se tivesse 1 letreiro a dizer "desesperado" à volta do pescoço. Estou a pensar em não ir a 1 jantar que ela marcou mais uns amigos daqui a uns dias. Talvez para dar distância, talvez porque estar com ela me faz bem e mal em simultâneo...tenho que conhecer mais gente.

    Em suma, a parte pessoal influencia a profissional, que influenci aa parte afectiva/sentimental.

    A vida não é simples.

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  5. Eu,a vida não é simples mas isso não é aplicável a todos...

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  6. peço desculpa pelas demoras nas respostas,
    rapazito o que escreveste é interessante. As apresentações é porque fico muito ansioso, o que o psicólogo diz é basicamente para 'ir que ninguém me bate', mas não consigo mesmo ter força, como tu dizes-te sinto um medo inexplicável, medo de me envergonhar e do que os outros possam pensar. Sim, tenho dificuldade em expressar me e não articulo bem as palavras principalmente quando fico ansioso, mas acho q é sempre, mas eu penso ser mínimo (não se nota quando estou calmo), vou tentar analisar melhor isso :) , e quanto a outra questão, eu não procuro sexo, nunca procurei, quero uma pessoa que goste de mim, o que tu chamaste de 'uma profunda e com partilha de amor', e um dos meus problemas é mesmo esse quer uma relação profunda demais, e sempre que acho uma pessoa q tem capacidade para tal, não quer nada comigo, se calhar porque não tentei logo de inicio tentar uma relação ou porque quando me apercebo, assumo e existe uma certa dificuldade em meter uma pessoa ao mesmo nível, só porque esta admitiu que gosta dela (apesar de já ter tentado varias coisas). O que é um sitio certo para procurar ? Nem sei.

    EU , eu sempre tive muitas possibilidades, eu neste momento tenho casas (1+)(mas moro com os meus pais, acho solitário ir morar sozinho mas sobretudo acho injusto não receber nem para comer e mudar de casa), 1 carro e nunca trabalhei, nunca liguei ao dinheiro, se calhar se não tivesse estas facilidades não tinha estes problemas, que no meu ponto de vista são mais graves (se a pessoa tiver dinheiro para o essencial, comida,casa e carro), mas lá está cada pessoa tem a sua realidade, e eu respeito as opiniões de todas as pessoas. Eu em relação a amigos para desabafar nunca tive grandes problemas, só mesmo quando eles estão com falta de tempo, divirto me bastante com eles, e em relação mesmo a resolução dada por eles, são coisas simples, não se esforçam muito ou não teem jeito, que também acredito. Os amigos terem namoradas, afastam se sempre muito como é normal, mas eu nunca fui excluído ao ponto de pensar que estou a fazer de vela, mas sim sinto MUITO mal ser o único sem nunca ter tido namorada. Sair a noite sozinho?, impossível para mim e depois sair com amigos? teem namoradas e fecham o grupo a novas pessoas, teem namoradas então não precisam de procurar ninguém, também estou sozinho nisso no meu grupo de amigos e arranjar novos grupos é muito difícil para mim. Isso das mulheres só quererem um homem com um "super-futuro" é verdade, pessoas a custarem a tirar o curso(instabilidade emocional, apesar de esta ser outro tipo de problemas para mim não é), sem emprego(instabilidade em se sustentar), sem historial de namoros(sem autoestima (emocional)), sem nada, não lhes transmite esse futuro que elas desejam.

    adorogatos, obrigado pelos comentários.
    rguedes e mindgrow, vou dar uma vista de olhos nesses links.

    Obrigado a todos e cumprimentos.

    • 2018-10-29 00:29:1829 Outubro 2018
    • #9

    Boas Innerstrength,
    posso perguntar-te se entretanto conseguiste solucionar as razões que te levaram a abrir este tópico?