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    • 2008-05-20 09:32:1920 Maio 2008 editado
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    A maioria das pessoas apresenta uma atitude muito positiva através da sua relação com um animal. Diversos estudos têm vindo a demonstrar que se podem conseguir melhoras significativas em problemas do foro psicológico e físico graças ao apoio de um animal, seja ele doméstico ou não. Entre os aspectos positivos gerais estão o aumento de sensação de bem-estar, uma maior mobilidade e um menor recurso a medicamentos. No caso concreto dos animais de estimação, só o facto de cuidar de um bicho mantém a cabeça ocupada e combate a solidão, tornando a vida mais alegre. No entanto, a terapia assistida por animais (TAA) é já uma realidade entre nós e extravasa a simples recomendação médica de possuir uma mascote em casa, existindo centros terapêuticos onde a mesma é aplicada tanto a bebés como a idosos com problemas diversos, e até a programas de reabilitação de reclusos.

    O que os bichos nos ensinam
    Saiba como cada animal é utilizado do ponto de vista terapêutico:

    BURROS. Também conhecida por asinoterapia, é uma prática equestre que utiliza o burro como instrumento terapêutico com o objectivo de minimizar danos sensoriais, motores, cognitivos, afectivos e comportamentais. Isto é possível graças às características deste animal: temperamento dócil, paciente, atento, curioso, seguro, inteligente, dotado de uma excelente memória e robustez física...

    CÃES. As palavras-chave para estes animais são afectividade e reciprocidade. Normalmente expansivos, facilitam o desbloqueio de emoções. Muito úteis na luta contra as depressões não profundas, os ataques de pânico, a síndrome de Down, a hiperactividade, os problemas de aprendizagem, a solidão...

    CAVALOS. O seu trote, parecido com os batimentos cardíacos, ajuda a recuperar deficientes físicos e auxilia deficientes mentais a conectarem-se com a realidade. Produz ainda sensação de equilíbrio e gera muita afinidade entre cavalo e cavaleiro. Usados em caso de depressão, certas fobias, stress e lesões neurológicas. O movimento do seu quadril actua como um aparelho de fisioterapia, que estimula a coluna e melhora a postura. A equitação terapêutica (com cavalos mas também com burros) revela-se muito útil em casos de atrasos gerais no desenvolvimento neuropsicomotor e mental, autismo, dificuldades de atenção, da fala, de aprendizagem e de comunicação, distrofia muscular,esclerose múltipla, perda de mobilidade devido à ocorrência de um AVC (acidente vascular cerebral), traumas craneoencefálicos, entre outros problemas.

    COELHOS. Velozes e ágeis, também sabem ser calmos. Funcionam no tratamento de pessoas hiperactivas, já que se identificam com a sua rapidez, ao mesmo tempo que observam quais os momentos certos para usar essa característica, aprendendo assim a dosear a sua hiperactividade.

    GALOS. Delimitam muito bem o seu território e são respeitados por isso entre os seus iguais. A observação e o contacto com estas aves ajudam a recuperar a auto-estima e a firmeza de carácter.

    GATOS. Flexíveis e muito independentes, ajudam a recuperar a autoconfiança. Exigem pouco do homem, pelo que costumam ser usados nas etapas iniciais de tratamento da depressão. Por outro lado, a "gatoterapia" é relaxante: nada mais agradável e calmante do que acariciar o dorso deste felino. Transmitem equilíbrio, independência e afecto.

    GOLFINHOS. Animais dóceis, inteligentes e muito afectivos, utilizam-se na reabilitação física e emocional, pois emitem ondas ultra-sónicas de diferentes tipos que circulam pelo corpo da pessoa a tratar, actuando de maneira benéfica sobre o sistema nervoso ao gerarem endorfinas e outras substâncias que facilitam a conexão entre os neurónios e o funcionamento dos dois hemisférios cerebrais. Estas alterações melhoram o sistema imunológico, a coordenação motora e elevam o ânimo, entre outros benefícios. Esta terapia pode, inclusivamente, ser aplicada a bebés a partir dos cinco meses e a pessoas de todas as idades que sofram de doenças do sistema nervoso, de alguns cancros, de problemas mentais e/ou motores, sejam eles congénitos ou adquiridos.

    PÁSSAROS. Pessoas introvertidas revêem-se nos pássaros engaiolados. Ou seja, sentem-se saudáveis mas aprisionados por dentro. Durante o tratamento, à medida que se vai soltando o pássaro da gaiola, os pacientes tendem igualmente a libertar-se.

    Apesar de estar comprovado que os animais podem ajudar o ser humano a ultrapassar muitas das suas doenças e problemas, por vezes essa ajuda pode não resultar por diversos motivos, como por exemplo: o doente não beneficiar em absoluto deste género de técnicas, ter medo ou não confiar no animal, ser alérgico ou simplesmente não depositar expectativas neste tipo de cura.

    A terapia assistida por animais (TAA) realiza-se com os mais diversos animais e tem objectivos e metas muito concretos para a recuperação de doentes, isto é, não é feita ao acaso, podendo ser uma coadjuvante da medicina tradicional. Os animais utilizados nos variados programas terapêuticos são treinados e estão habilitados (a nível de saúde e aptidão) e há sempre o acompanhamento de alguém qualificado: terapeuta, psicólogo...