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  1. Se como eu sofrem de alergias, rinites e outras ites relacionadas, este site pode ser útil para sabermos quando é que devemos andar com mais atenção e trazer connosco o Aerius, o Zirtec e outros parecidos: http://www.rpaerobiologia.com/

    Ficamos a saber como é que Portugal anda em termos de pólen, nomeadamente se está em alerta amarelo ou vermelho. Até é possível receber um email com as previsões...

    Por acaso ontem já tive que tomar medicação. Uso, além do Aerius, o Nasomet, detesto ficar "ranhoso"... não mata, mas mói.

    Já agora aqui ficam alguns conselhos:

    Programe as suas férias:

    Para evitar o contacto com um pólen específico a que seja alérgico, programe as suas férias elegendo locais de baixas contagens polínicas (ex. neve, praia,...). Poderá saber a altura de polinização máxima pela consulta do Boletim Polínico.

    Evite realizar actividades ao ar livre:

    Evite realizar actividades ao ar livre quando as concentrações polínicas forem elevadas. Passeios no jardim, cortar a relva, campismo ou a prática de desporto na rua, irão aumentar a exposição aos pólenes e o risco para as alergias.

    Mantenha as janelas fechadas:

    Sempre que viajar de carro tenha as janelas fechadas. Assim poderá passear reduzindo significativamente o contacto com os pólenes. Os motociclistas deverão usar capacete integral. Em casa deverá manter as janelas fechadas quando as concentrações dos pólenes forem elevadas.

    Use óculos escuros:

    Uma forma eficaz e prática de evitar queixas oculares será a utilização de óculos escuros sempre que sair à rua.

    Faça a medicação prescrita:

    A medicação será a forma mais eficaz de combater os sintomas de alergia. Consulte um médico especialista de Imunoalergologia para o diagnóstico correcto e prescrição do medicamento mais adequado. A prevenção poderá passar pela realização de vacinas anti-alérgicas.


    • 2008-05-26 18:03:4826 Maio 2008 editado
    • #2

    Boas!

    Sei bem, infelizmente, o que isso é......

    Tenho sinusite e rinite crónica...algumas alergias também...

    Embora goste bastante de sol, estes dias de chuva acalmam mais este tipo de problemas....visto os pólens assentarem mais....

    O Homem hoje pôs uma sonda em Marte....mas ainda não descubrir a cura para isto!!!!!!Que raiva!!! LOL

    Cumps,

    Canary

    • 2008-05-27 16:38:2627 Maio 2008 editado
    • #3

    Tambem sofro de rinite alergica, é incomodo ter o nariz congestionado e andar sempre dar espirros e sao todos seguidos,andei a tomar um medicamento,mas nao quero andar sempre a tomar produtos quimicos,se alguem souber de um chá ou outro produto natural nao para curar que nao tem cura mas para atenuar.
    :P

  2. O melhor a fazer sempre é prevenir e não remediar. Desde que não fiquemos sujeitos aos agentes alergéneos corremos menos riscos de ter o malfadado pingo.

  3. Já agora, mais informação:

    A rinite é uma inflamação da mucosa nasal e constitui uma patologia muito frequente na população. No conjunto das doenças alérgicas é, sem dúvida, a mais prevalente. Porém, o diagnóstico é na maioria das vezes tardio por ser interpretada como uma infecção (constipação) comum. Em situações arrastadas e não controladas poderá complicar-se com sinusite, polipose nasal, otite ou asma brônquica. Dependendo do mecanismo de inflamação, consideram-se os seguintes quadros clínicos:

    Rinite alérgica

    Os alergénios, como os ácaros, fungos, pólens, fâneros de animais, látex, entre outros, são a causa mais frequente.
    Os sintomas típicos são caracterizados por crises de espirros, congestão e obstrução nasal e corrimento aquoso. A comichão nasal é muito frequente podendo envolver, também, a garganta, os ouvidos e os olhos.
    A alergia ocular ou conjuntivite está frequentemente associada, sendo caracterizada por olho vermelho, lacrimejo, comichão de maior ou menor intensidade e sensação de corpo estranho. Relativamente à duração dos sintomas, classifica-se em:

    Intermitente
    Sintomas presentes < 4 dias por semana ou < 4 semanas

    Persistente
    Sintomas presentes > 4 dias por semana e > 4 semanas

    Dependendo dos sintomas e da interferência na qualidade de vida considera-se 3 graus de gravidade:

    Ligeira
    Sono normal e:
    • Sem limitação nas actividades diárias, desportivas e de tempos livres
    • Sem limitação nas actividade laborais e escolares
    • Sem sintomas perturbadores
    Moderada-Grave
    Uma ou mais situações
    • Alterações no sono
    • Alterações nas actividades diárias, desportivas e de tempos livres
    • Interferência na actividade laboral ou escolar
    • Sintomas perturbadores

    Em doentes que apresentam sintomas apenas em algumas épocas do ano, os pólens e alguns fungos são as causas mais frequentes. A duração e intensidade dos sintomas dependem dos ciclos de polinização específicos e sofrem variações regionais muito importantes. Os sintomas oculares de conjuntivite acompanham, geralmente, estes doentes.
    Os alergénios do ambiente doméstico como, por exemplo, os ácaros, são a causa mais importante de sintomatologia persistente ao longo de todo o ano.
    Muitos estudos demonstram que doentes com rinite alérgica não tratada vêm mais tarde a associar sintomas de asma brônquica, daí a necessidade de um tratamento precoce.
    Os testes cutâneos de alergia permitem identificar, na maioria das vezes, os alergénios causadores de rinite alérgica. As medidas de evicção e redução de carga do agente que desencadeia esta alergia é uma medida prioritária no controlo dos sintomas.

    Tratamento: Para além da evicção alergénica, o tratamento da rinite deverá ba- sear-se na estratégia seguinte:

    Anti-histamínicos
    Sob a forma oral, devendo ser preferidos os não sedativos e com maior potência no controlo dos sintomas alérgicos. As formas tópicas em spays intra-nasais podem ter alguma utilidade em situações pontuais.

    Anti-inflamatórios
    Os corticosteroides intra-nasais permitem um controlo da inflamação e apresentam grande segurança nas doses apropriadas. Os anti-leucotrienos são outros fármacos que podem representar benefício.

    Imunoterapia específica
    As vacinas anti-alérgicas têm uma enorme eficácia desde que instituída correctamente e sob vigilância estrita de imunoalergologista.

    Outros
    Os descongestionantes quando preconizados deverão ter um uso muito limitado uma vez que podem condicionar habituação e condicionar outras situações de maior gravidade. Os vagolíticos intra-nasais são outros fármacos com utilização muito específica. A conjuntivite pode justificar o tratamento adicional com colírios de anti-histamínicos, anti-inflamatórios, lágrimas para limpeza entre outros.

    Formas particulares de rinite incluem:

    Rinite ocupacional
    Os sintomas resultam da exposição a alergénios e/ou substâncias presentes no ambiente profissional ou ocupacional. Os sintomas podem ocorrer de forma intermitente ou persistente, resultantes de um mecanismo alérgico clássico ou não alérgico. As causas mais frequentes incluem: animais de laboratório, cereais, madeiras exóticas, látex e produtos químicos diversos.

    Rinite infecciosa
    Resulta de infecção dos seios da face por vírus, bactérias e outros agentes infecciosos. Consideram-se 4 quadros clínicos: agudo, agudo recorrente, crónico e exacerbações agudas de uma doença crónica. Os sintomas típicos consistem em: corrimento nasal espessado, dor de cabeça e por vezes alterações do equilíbrio.

    Rinite induzida por medicamentos
    A aspirina e outros anti-inflamatórios não esteroides são uma causa comum de sintomatologia nasal. A sintomatologia caracteriza- se por secreções nasais, aumento dos eosinófilos no sangue, presença frequente de pólipos, sinusite e asma. Para além da aspirina, os fármacos mais frequentemente reportados são: reserpina, guanetidina, fentolamina, metildopa, inibidores ECA, alfa- adrenérgicos, beta-bloqueantes em colírio, cloropromazina e contraceptivos orais. O uso excessivo de descongestionantes é, provavelmente, a causa mais frequente deste tipo de rinite.

    Rinite hormonal
    Pode ocorrer resultante o ciclo menstrual, puberdade, gravidez ou decorrente de doenças endocrinológicas: hipotiroidismo e acromegália.

    Outras causas de rinite

    Irritantes
    É uma situação clínica sem causa conhecida, mas condicionada muitas vezes pela inalação de odores muito intensos, fumos, variações de temperatura e alterações súbitas das condições atmosféricas e outros irritantes inespecíficos. A dor de cabeça e o corrimento indicam, geralmente, a associação a sinusite.

    Rinite eosinofílica não alérgica-NARES
    Caracteriza-se por corrimento nasal muito intenso, crises de espirros, obstrução, ocasionalmente alterações do olfacto. Os eosinófilos estão presentes nas secreções em número muito expressivo. As variações bruscas de pressão atmosférica agravam frequentemente os sintomas.

    Alimentos
    A alergia alimentar só excepcionalmente se traduz em sintomas isolados de rinite. No entanto algumas bebidas alcoólicas ou especiarias alimentares podem induzir sintomas nasais por mecanismo não alérgico.

    Emoções
    Podem acompanhar-se de compromisso nasal por estimulação do sistema nervoso vegetativo.

    Rinite atrófica A progressiva atrofia da mucosa e posterior compromisso estrutural ósseo condiciona a presença na cavidade nasal de crostas muito abundantes. A obstrução, odor fétido e alterações pronunciadas do olfacto são a sintomatologia acompanhante mais frequente.

    Refluxo gastro-esofágico
    Na criança pode associar-se com rinite.

    Rinite idiopática
    Habitualmente, é frequente em doentes com idades compreendidas entre os 40 e 60 anos, apresentando uma reactividade das vias aéreas superiores a estímulos não específicos ambienciais, tais como variações súbitas da temperatura e humidade, exposição a fumo de tabaco e outros odores intensos. O tratamento destas formas de rinite varia com o quadro clínico em concreto. Os anti-inflamatórios, antibióticos, soluções salinas, descongestionantes e vagolíticos são os medicamentos mais importantes no controlo destes doentes.