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    • 2013-08-12 16:28:4512 Agosto 2013 editado
    • #1

    Estive com o meu ex namorado 7 anos, começamos a namorar as 18 fizemos a faculdade juntos e tudo.
    Ele sempre teve baixa auto-estima e precisava de mim até para comprar roupa, porque é extremamente indeciso e não conseguia decidir o que levar e tinha medo que ficasse mal. Além disso, para tomar qualquer tipo de decisão adiava e adiava e o mesmo para tratar do quer que fosse. Eu acabava por ser quase mãe dele ou secretária a andar a lembra-lo das coisas. Isto foi-me cansando e a ele também. Mas apesar disso achava que éramos felizes, estávamos claramente a precisar de quebrar a rotina e esta situação de eu ser mãe dele… mas acho que não era necessário acabarmos para isso…
    Há mais ou menos 3 meses ele teve uma situação muito complicada em casa de violência com os pais. A partir daí começou a ficar muito estranho, muito triste a determinado momento lá o consegui encaminhar para uma psicóloga. Porque senti que não o conseguia ajudar de tudo, até porque eu própria também tenho os meus problemas familiares. Quando começou a ir foi ficando mais triste e mais triste, porque foi descobrindo coisas sobre ele que não gostava. Começou a ter inclusive ataques de pânico. A isto juntaram-se uma data de mal entendidos e situações em que ele claramente parecia não perceber o quanto me magoava. Até que há um mês atrás tivemos uma conversa séria em que decidimos tentar resolver os nossos problemas e melhorar a relação que não podíamos continuar como estávamos. No dia seguinte falámos várias vezes ao telemóvel e parecia tudo mais ou menos bem. No entanto, a tarde ele ligou a dizer que tínhamos de falar que se sentia mal com a relação. Eu não conseguia compreender, porque não eram em menos de 24 horas que ia tudo ficar bem. Há noite veio ter comigo e disse-me que no dia anterior já vinha para terminar a relação e não teve coragem e depois andou para trás e para a frente a dizer que não se sentia bem com a relação. O problema é que ele queria terminar mas não tinha coragem e tinha medo de se arrepender. Eu acabei por tomar a decisão por ele, porque me senti mesmo um lixo a ser deitado fora. Ele disse que me amava e tudo e tudo mas que não se sentia bem. E pediu-me tempo e espaço.
    Dois dias passaram e a psicóloga dele achou por bem manda-lo ao psiquiatra, porque ele estava a ter muitos ataques de pânico e ansiedade. Começou então a tomar antidepressivos.
    Passados dez dias ligou-me a dizer que também tinha ficado preocupado comigo, e que eu não tinha morrido para ele apesar de não me dizer absolutamente nada. E falou do término da relação como uma banalidade que me custou horrores, aquele tempo não tinha servido para nada. Até porque ele próprio disse que ainda não tinha tido tempo para pensar em nada. Na semana seguinte trocamos algumas mensagens. Ele falava comigo como ainda meu namorado, as coisas que contava e perguntava, como se nada tivesse mudado. No dia dos meus anos finalmente me explicou porque tinha decidido acabar, sentia-se muito dependente de mim. Disse aliás que já nem sabia se gostava de mim ou se estava tão dependente que era por isso que sentia a minha falta. No dia seguinte mandou mensagem a dizer que não conseguia falar mais comigo, porque não estava bem e ficava muito nervoso e ansioso (e para não levar isso a peito e nem sofrer com isto).
    Não sei o que pensar, estou destroçada com a situação. Sei que ele não está bem, mas tratou-me como lixo várias vezes seguidas. Ele continua a falar com todas as outras pessoas. Até procura uma amiga minha que é medica e foi ter com ele as urgências psiquiátricas para desabafar, porque não fala com os supostos amigos dele. Alguns nem sabem de nada. Como reajo a isto? Estou completamente perdida, por um lado penso é uma doença, mas não é uma doença também no contacto com as outras pessoas…


  1. É uma situação complicada que não tem uma única solução. Poderá nem ter qualquer tipo de solução.
    O seu ex-namorado está a passar por um mau bocado e precisa de ajuda. Mas isso não o desculpa de a "tratar mal" e a minie não tem que sentir que tem a obrigação moral de continuar a cuidar e a preocupar-se com ele constantemente (apesar de ser uma coisa boa, desde que não implique perda de sanidade mental da sua parte).

    A minha opinião é simples: mantenha abertura para o apoiar caso o seu ex-namorado a procure a pedir ajuda.
    No entanto, deve seguir a sua vida e moderar a preocupação com o estado do seu ex-namorado.

    Deixo-lhe um artigo sobre a depressão, apesar de neste caso em particular, não ser de grande ajuda.
    http://www.ptmedical.pt/depressao-informacao-para-o-doente/

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  2. Meu namorado tem depressão mas nunca chegamos a termina nem nada pelo contrario ele me trata super bem mas de vez em quando até eu perco a graça para ele, a depressão é uma coisa bem complicada você tem que ter calma e paciência as vezes os remédios que ele toma não está mais fazendo efeito, e ele deve trocar quem tem depressão segundo meu namorado imagina coisas ruins e não consegue percebe que aquilo é só coisa da cabeça dele, então as vezes ele pensa que fazendo isso vai ser melhor para você que você não deve está feliz do lado dele boa sorte beijos :kiss:

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    • 2013-08-23 13:06:1223 Agosto 2013
    • #4

    a questão agora ainda ficou mais complicada... a psicóloga e o psiquiatra acham que ele não tem mesmo depressão...
    Se fosse eu ainda entendia que era a doença... assim... ele diz que estava completamente dependente de mim e não conseguia suportar o não conseguir fazer nada sozinho.
    e diz que durante a semana estava mais ou menos e quando estávamos juntos ao fim de semana ainda se sentia pior... não sei o que pensar/sentir.
    E diz também que já nem sabe se gostava de mim se estava tão dependente que é por isso que sente a minha falta.