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  1.  # 1

    Já li muitas coisas em jornais e revistas mas gostava de saber uma opinião médica. Afinal as águas com gás fazem bem ou fazem mal à saúde? O gás faz mal? Mas dizem que são boas para as más digestões, por exemplo. Em que ficamos? E aquelas que têm menos gás, como a Pedras Levíssima? É para não fazer tão mal?

    • CSJ
    • 5 September 2011
     # 2

    Confesso que não tenho grande informação sobre o assunto, mas se tomada com moderação não vejo grande mal.

    • p70
    • 6 September 2011
     # 3

    O gás das águas com gás é todo igual, é CO2, dióxido de carbono. Tanto faz ser Pedras como Carvalhelhos ou outra qualquer. A mensagem "gás natural" é marketing. É tudo o mesmo gás. É aliás igual ao das cervejas e dos refrigerantes. E este gás é 100% inerte. O que o gás faz, de bom ou de mal, tem que ver com as suas propriedades físicas, e não químicas (como disse, é inerte). O gás facilita a digestão por que provoca movimentos no estomago, mas por exemplo é negativo para que tem flautulência (esta parece óbvia, certo?)

    O que distingue as águas com gás é mais a sua composição química, os seus minerais, e não o gás. A água das Pedras, por exemplo, tem bastante Bicarbonato, o que ajuda a digestão. Por outro lado tem também bastante Sódio, que é mau para quem tem tensão alta. TAmbém não é recomendada para quem tem pedras nos rins. A água do Luso, por ex., tem quase nada, é quase uma água distilidada com poucos minerais, com o isso tem de bom e de mau.

    Já agora, esta não é uma opinião médica, visto que eu não sou médico.

  2.  # 4

    Pedro,

    Existem muitos mitos associados às águas com gás, muitas vezes porque não é feita a devida distinção entre gás natural e gás artificial e a diferente na composição mineral das diversas águas com gás.

    A Água das Pedras, por exemplo, é uma água mineral natural gasocarbónica, ou seja, o gás é 100% natural, o que significa que é nutricionalmente mais vantajosa e não provoca alguns dos efeitos negativos normalmente associados às bebidas em que o CO2 é adicionado artificialmente, como os gases, a descalcificação óssea ou a hipertensão.

    É referido que a Água das Pedras é prejudicial para quem tem tensão alta, mas uma vez que trabalho com a marca há alguns anos, posso esclarecer que a mineralização presente na Água das Pedras pode até ser benéfica à saúde cardiovascular. A sensibilidade da pressão arterial, de que falam aqui no fórum, dá-se na presença de cloreto de sódio. Contudo, quando se trata de águas bicarbonatadas, não há ingestão de sais cloretados mas sim de bicarbonato de sódio, o qual pode até, em algumas circunstâncias, proteger contra a elevação da pressão arterial.

    Posso adiantar que existem diversos estudos científicos que comprovam a eficácia destas águas minerais gasocarbónicas na saúde cardiovascular, nomeadamente no papel que desempenham para a absorção dos lípidos e na transformação do colesterol em ácidos biliares e a sua eliminação pelo organismo. As concentrações de magnésio e potássio nas águas minerais naturais gasocarbónicas podem igualmente desempenhar um papel no controlo das arritmias.

    Por outro lado, como referiu e bem, a Água das Pedras pode ajudar a digestão, na medida em que a sua mineralização tem uma acção protectora do sistema digestivo, promovendo a motilidade gástrica e acelerando e facilitando a digestão. Ao contrário do que se afirma muitas vezes, as águas com estas características minerais não provocam gases. Esse mito está desfeito por estudos que comprovam que as águas minerais gasocarbónicas, na qual se enquadra a Água das Pedras, proporcionam a diminuição da flatulência e da distensão abdominal, diminuindo o tempo de contacto da flora bacteriana intestinal com o conteúdo intestinal e havendo, por isso, menor produção de gás.

    Beber Água das Pedras também não provoca “pedra nos rins, como foi aqui mencionado. Na verdade, o cálcio das águas bicarbonatadas, sendo absorvido pelo organismo, é utilizado por este, pelo que não sobrecarrega os rins. Só outras águas com gás e ricas em cálcio, mas que não são bicarbonatadas, podem favorecer a formação de cálculos renais (vulgarmente chamadas de “pedra nos rins”). Adicionalmente, estas águas podem até ser benéficas ao ajudar a evitar infecções urinárias, pois modificam o pH da urina, criando um ambiente desfavorável à multiplicação das bactérias que originam as infecções.

    Quanto à Pedras Levíssima é uma água igualmente natural, com a diferença que lhe foi extraído parte do gás, mantendo ainda assim todos os benefícios da mineralização da Pedras Original para a saúde do organismo.

    Espero ter esclarecido todas as suas dúvidas e questões relativamente aos efeitos benéficos que a Água das Pedras pode trazer para a saúde gastrenterológica e cardiovascular.

    • p70
    • 23 September 2011
     # 5

    O gás da Água da Pedras é quimicamante rigorosamente igual a outros gases presentes em bebidas gaseificadas, quer em outras águas gaseificadas, como na Coca-Cola ou no Sumol. É sempre CO2, dióxido de carbono, um gás inerte, que não tem efeito nenhum quimico no organismo. Tem apenas um efeito fisico ou mecânino, que pode ajudar na digestão mas que também provoca flautulência.

    Não há diferença nenhuma entre o CO2 da água das Pedras e o CO2 da Água de Carvalhelhos, à excepção da quantidade de gás que cada uma tem (a de Carvalhelhos tem mais, a Castello ainda mais). A mensagem "gás natural", não sendo falsa porque de facto a água brota com algum gás (mas que na Água das Pedras depois é reforçado), é incompleta e visa objectivos de marketing associados ao termo "natural", uma vez que não existe qualquer vantagem em o gás estar já água ou ser adicionado depois. É rigorosamente o mesmo gás.

    O que de facto distingue as águas, e bastante, é a sua composição em termos de minerais, que estão dissolvidos na água e que são o chamado residuo seco. A Água do Luso tem poucos minerais. A das Pedras tem bastantes.

    Quanto ao gás, é uma questão de quantidade e não de qualidade.

  3.  # 6

    O gás presente na Água das Pedras é, de facto, CO2. Contudo, a presença de CO2 é natural e não reforçada. Diz-se que é natural, pois é uma água cujo gás carbónico provém do mesmo aquífero e mantém após o engarrafamento o mesmo teor que à saída da captação. Ou seja, todo o gás que se encontra dentro da garrafa de Água das Pedras é captado na fonte, juntamente com a água.

    O processo de gaseificação condiciona o equilíbrio mineral da água, na medida em que as águas gaseificadas artificialmente, devido à manipulação industrial, podem ser demasiado variáveis nas suas composições e equilíbrio mineral.

    Por ser uma água proveniente de grande profundidade e de composição constante, a Água das Pedras contém níveis significativos de sais minerais (resíduo seco), essenciais ao bom funcionamento do organismo.

    O resíduo seco é medido em miligramas por litro e na Água das Pedras essa mineralização total é de 2831mg/l, observando-se níveis elevados de magnésio (24mg/l), cálcio (100mg/l), sílica (64mg/l), sódio (591mg/l) e bicarbonato (1983mg/l).

    É esta mineralização que estimula o equilíbrio metabólico e ajuda à regeneração funcional do organismo.

    Existem vários estudos científicos que demonstram que as águas minerais gasocarbónicas, devido ao seu elevado teor de bicarbonato, proporcionam a diminuição da flatulência e da distensão abdominal (1,2).

    Quanto aos efeitos da Água das Pedras na pressão arterial, como foi mencionado, quando se trata de águas bicarbonatadas, não há ingestão de cloreto de sais cloretados mas sim de bicarbonato de sódio. Daí que os níveis elevados de sódio presentes na Água das Pedras não sejam nocivos à saúde cardiovascular.

    Existe um estudo português sobre a ingestão desta água mineral gasocarbónica hipersalina e a pressão arterial (3). Deste estudo, conclui-se que não há diferenças com significado estatístico na Pressão Arterial Sistólica e na Pressão Arterial Distólica na comparação do consumo de Água das Pedras vs. Água Mineral Natural e que a ingestão diária de 500 mL de Água das Pedras não tem qualquer efeito na Pressão Arterial.

    Esta conclusão é confirmada por Schoppen et al (4), que indica que a ingestão de água mineral carbonatada rica em sódio pode reduzir o risco cardiovascular de forma significativa.

    Se tiver interesse em consultar estes estudos e/ou outros artigos sobre os efeitos deste tipo de águas para a saúde, pode consultar o site MineralMED:

    http://www.mineralmed.com.pt/artigoDetalhe.aspx?id=29

    http://www.mineralmed.com.pt/arquivoDetalhe.aspx?ano=2011&mes=7

    (1) Effects of a bicarbonate-alkaline mineral water on gastric functions and functional dyspepsia: a preclinical and clinical study. Bertoni M, Oliveri F, Manghetti M et al. Pharmacological Research, vol 46, 6, Dec 2002, 525-531.
    (2) Evaluation of thermal water in patients with functional dyspepsia and irritable bowel syndrome accompanying constipation. Gasbarrini G et al. World J Gastroenterol. 2006 Apr 28;12(16):2556-62
    (3) Santos A, Martins MJ, Guimarães JT, Severo M, Azevedo I. Ingestão de água mineral gasocarbónica hipersalina e pressão arterial. Rev Port Cardiol 2009
    (4) Schoppen S, Perez-Granados AM, Carbajal A, et al. A sodium-rich carbonated mineral water reduces cardiovascular risk in postmenopausal women. J Nutr 2004;134(5):1058-63.

    • mcpp
    • 29 December 2011
     # 7

    Olá a todos, também tenho pedras nos rins e sou consumidor de água das pedras, não sei se existe uma relação directa, mas tenho receio que possa existir, procuro informação sobre experiencias ( ) que me ajudem desvendar esta duvida.
    Vejo nas explicações de Luis Botelho uma enorme necessidade de evidenciar os benefícios da água da pedras, o que aliás fez em diversos fóruns (cito aqui só alguns; anossavida.pt, dobebe.com, demaeparamae.pt, foruns.pinkblue.com….), e de nos indicar estudos patrocinados pela água das pedras (mineralMED) ou bibliografia que dificilmente alguém vai ler e que é genérica …, enfim, parece o remédio milagroso (quando a esmola é grande, o pobre desconfia), e que me perdoe eu desconfio.
    Enfim a informação (positiva relativamente á pedra nos rins) dos destintos fóruns é sempre da mesma fonte, se alguém souber de outra fonte seria bem-vinda
    NOTA: Cara Luisa Botelho, CO2 natural não existe, demasiado simples, não tente contornar o incontornável, o termo natural aqui utilizado, é puro marketing, e insistir no erro (com explicações que são ainda mais marketing (gás é 100% natural, o que significa que é nutricionalmente mais vantajosa), em nada abona a sua explicação, e me faz pensar que toda ela é também …. mais marketing

    Manuel Pepe

  4.  # 8

    Caro Manuel,

    A designação “gás natural”, “CO2 natural” ou “naturalmente gaseificada” advém da terminologia comummente utilizada por profissionais ligados à exploração, acondicionamento e comercialização de águas minerais naturais e de nascente para distinguir as águas cujo gás carbónico provém do mesmo aquífero no qual foi captada, daquelas cujo gás carbónico é incorporado artificialmente através de um processo industrial em que se retira o O2 para, depois, introduzir o CO2 (sendo este último de outra origem que não o aquífero de onde a água provém). Cite-se, por exemplo, uma passagem do documento editado pela Associação Portuguesa dos Industriais de Águas Minerais Naturais e de Nascente (APIAM) sobre a rotulagem das águas minerais naturais e das águas de nascente: “Quando se trata de água com elevadas quantidades de gás carbónico livre, o consumidor tem forma de saber se este componente existe naturalmente na água ou se nela foi introduzido, durante o processo de engarrafamento. De fac¬to, as menções “naturalmente gasosa”,“gasocarbónica” ou “reforçada com gás natural” constituem a indicação de que o teor de gás carbónico da água mineral natural vem do aquífero. Pelo contrário, a menção “gaseificada”, no rótulo, significa que à água se adicionou gás carbónico depois da extracção do aquífero.” (ver 1)

    A definição dos diferentes tipos de água mineral natural e a legislação referente à rotulagem das águas minerais naturais encontram-se regulamentadas no Decreto-Lei 156/98 de 6 de Junho (artigo 2º e artigo 8º, respectivamente). (ver 2)

    Quanto à formação de cálculos renais (conhecidos também como pedras nos rins), esta tem sido intimamente associada à ingestão diária em excesso de cálcio e de bebidas açucaradas (incluindo até sumos naturais, como os de maçã e uva). (ver 3–5) A incidência de cálculos renais entre pessoas que bebem águas duras ou águas moles, no entanto, não é diferente. (ver 6)

    Por outro lado, águas ricas em bicarbonato – como é o caso da Água das Pedras – têm sido utilizadas para dissolução de pedras renais.( ver 5,7)

    Apesar de não existirem estudos científicos que tenham investigado o efeito da Água das Pedras na formação de cálculos renais, não há, até à data, qualquer evidência de uma associação. De qualquer modo, é indispensável o seguimento médico para avaliação do impacto dos hábitos ou recomendações alimentares.

    Por uma questão de rigor, tenho por hábito citar as fontes dos materiais de referência. O propósito é o de suportar as afirmações feitas e disponibilizar aos interessados as referências bibliográficas para eventual consulta.

    1. APIAM. Águas Minerais Naturais e Águas de Nascente. Livro Branco. Disponível em: extranet.apiam.pt/upload/documentos/3802_livro_branco.pdf
    2. Disponível em: http://dre.pt/pdf1sdip/1998/06/131A00/25932599.pdf
    3. Marangella et al. Effects of mineral composition of drinking water on risk for stone formation and bone metabolism in idiopathic calcium nephrolithiasis. Clin Sci (Lond). 1996;91:313–318.
    4. Curhan et al. Prospective study of beverage use and the risk of kidney stones. Am J Epidemiol. 1996 Feb 1;143(3):240-7.
    5. Coen et al. Urinary composition and lithogenic risk in normal subjects following oligomineral versus bicarbonate-alkaline high calcium mineral water intake. Urol Int. 2001;67:49–53.
    6. Schwartz et al. Calcium nephrolithiasis: effect of water hardness on urinary electrolytes. Urology. 2002;60:23–27.
    7. Trinchieri et al. Dissolution of radiolucent renal stones by oral alkalinization with potassium citrate/potassium bicarbonate. Arch Ital Urol Androl. 2009;81:188–191.


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