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    • Bee
    • 8 October 2007
     # 1

    O cancro do colo do útero é causado pelo papilomavírus humano e representa a segunda causa de morte por cancro na Europa em mulheres entre os 15 e 44 anos.

    Em Portugal morre uma mulher por dia devido ao cancro do colo do útero e são diagnosticados por ano cerca de 950 novos casos.

    http://www.passaapalavra.com/
    http://passaapalavra.blogs.sapo.pt/

    http://www.youtube.com/watch?v=ewZpA4MuO3o
    http://www.youtube.com/watch?v=hqgxFf5cKSc
    http://www.youtube.com/watch?v=J_877az39xI

    O nome da vacina é Gardasil.

    Quem são os donos do site? Sanofi Pasteur MSD, S.A. que têm uma parceria com a Merck, os produtores da vacina.

    Mais alguma informação:

    http://www.youtube.com/watch?v=RJf2lolx7P8

    Numa altura em que tanto se fala na importância da prevenção, a Associação para o Planeamento da Família (APF) alerta para o facto de Portugal estar a falhar no rastreio ao cancro do colo do útero.

    Apesar dos testes de despistagem estarem à disposição de todas as mulheres portuguesas de forma gratuita, apenas a região Centro do país tem obtido resultados positivos.

    “Só não faz quem não quer”, salienta Maria João Trindade, responsável da APF, “trata-se de um exame gratuito contemplado pelo Plano Nacional de Saúde. É um direito de todo o cidadão português, todos nós podemos e devemos exigir”, acrescentou. Para além disso, a realização do rastreio exige apenas um simples exame ginecológico.

    (...)

    Aconselhado a todas as mulheres entre os 25 e os 64 anos, o rastreio do cancro do colo do útero pode ser feito no centro de saúde, porém é um exame (citologia) que “sai muito caro ao Serviço Nacional de Saúde”. Apesar disso, o tipo de análise de rastreio ao cancro do colo do útero em Portugal é mais barato do que outra técnica mais avançada já em utilização noutros países - o teste do víruso do Papiloma Humano (HPV).

    A principal diferença é que a citologia usada em Portugal tem uma “taxa de sensibilidade mais baixa” do que o teste do HPV, como precisou Daniela Pinto, investigadora do IPO do Porto, a participar no Eurogin - congresso europeu sobre cancro do colo do útero, a decorrer em Monte Carlo, citada pela agência Lusa.

    Apesar de admitir que o país não tem capacidade financeira para tal, Maria João Trindade considera que o “ideal” seria incluir a vacina contra o HPV no Programa Nacional de Vacinação. “Uma taxa de 37 por cento de comparticipação da vacina (que no total das três tomas custa 480 euros) já seria razoável”, disse.

    Por outro lado, refere Maria João Trindade, há o risco de que uma imunização universal leve as pessoas a descuidarem o rastreio, que deve ser realizado anualmente nos primeiros dois anos e, caso não sejam detectados problemas, pode passar a ser feito com intervalos de três anos.

    Actualmente existem duas vacinas contra o cancro do colo do útero, o Gardasil da Merck, e o Cervarix, produzido pela GlaxoSmithKlin, sendo que, de momento, apenas a primeira está disponível no mercado Português. O elevado preço da vacina torna-a inacessível a muitas mulheres portuguesas, pelo que a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde está já estudar uma possível comparticipação do medicamento.

    Portugal é um dos países da União Europeia onde as taxas de incidência do cancro do dolo do útero são mais elevadas, com perto de 17 casos por cada cem mil habitantes. Anualmente são diagnosticados cerca de 960 novos casos.

    Marta Bilro

    http://www.farmacia.com.pt/index.php?name=News&file=article&sid=4656

    A alternativa Cervarix da GlaxoSmithKline, estranhamente, custa o mesmo, cerca de 115€ por dose, sendo necessárias três doses. Preços estes do Reino Unido.

    Em Portugal o preço é 160,45€ por dose, 40% mais caro. O governo está a estudar a possibilidade comparticipar em 40% o custo da vacina.

    Mas... em Portugal custa mais 40% e o governo vai comparticipar em 40%?! Dois números tão parecidos...

    Também é preciso ter em atenção que a vacina apenas protege contra algumas estirpes, responsáveis por 70% dos casos. Em termos simples, a vacina "falha" em 30% dos casos de cancro do útero.

    Por outro lado:

    A Merck tem planos para alargar a utilização do Gardasil. A hipótese já tinha sido colocada por alguns investigadores e vem agora a confirmar-se com a própria farmacêutica a divulgar as suas intenções de expandir a utilização do Gardasil aos homens. Por outro lado, a Sanofi Pasteur MSD, responsável pela comercialização da vacina na Europa, já submeteu um pedido à Agência Europeia do Medicamento (EMEA) para incluir nas indicações da vacina a prevenção contra o cancro vaginal e vulvar.

    O Gardasil, vacina contra o papilomavírus humano (HPV), previne o cancro do colo do útero e outras doenças provocadas pelo HPV, nomeadamente os seus quatro tipos de vírus mais cancerígenos: 06, 11, 16 e 18, e foi pioneira no mercado durante largos meses. Os analistas acreditam, por isso, que o produto possa gerar mais de 990 milhões de euros durante o primeiro ano no mercado norte-americano. Porém, essas previsões podem vir a sofrer alterações, visto que a Merck veio a público afirmar que já deu inicio a estudos para provar que a vacina pode também prevenir infecções nos homens.

    “Os homens são os principais transmissores do vírus do papiloma humano”, afirmou Elmar Joura, professor da Escola Médica da Universidade de Viena. “Existem evidências clínicas que justificam a administração do Gardasil em rapazes enquanto medida de saúde primária”, acrescentou.

    Por sua vez, a Sanofi Pasteur MSD, que comercializa a vacina na Europa em conjunto com a Merck, submeteu um pedido de actualização da licença do Gardasil junto das autoridades europeias, para incluir a prevenção contra o cancro vaginal e vulvar, provocados pelas estirpes 16 e 18 do vírus do papiloma humano. “A Agência Europeia do Medicamento (EMEA) aceitou a candidatura e já começou a análise”, refere um comunicado emitido pela Sanofi Pasteur.

    Este poderá ser mais um trunfo a favor do Gardasil que em Setembro viu chegar ao mercado europeu o seu primeiro rival. O Cervarix, cujos principais alvos são as estirpes 16 e 18 do HPV, responsáveis por cerca de 70 por cento dos casos de cancro do colo do útero, está disponível nalguns países europeus há cerca de uma semana. Porém, a vacina da GlaxoSmithKline não deverá entrar no mercado norte-americano antes de2008.

    Benefícios para os rapazes

    Um estudo divulgado em Agosto, elaborado por especialistas do Centro Médico Anderson da Universidade do Texas, sugeria que o Gardasil poderia também vir a ser administrado em rapazes adolescentes para ajudar a evitar os casos de cancro relacionados com o sexo oral.

    O número crescente de casos em estudo demonstra que o vírus do papiloma humano, responsável pelo cancro do colo do útero, está também relacionado com cerca de metade dos casos de cancro da garganta ou orofaríngeos, referiam os investigadores.

    A análise, publicada no jornal “Cancer”, aconselhava os cientistas a apressarem os estudos da vacina contra o HPV em adolescentes do sexo masculino, para que a utilização da vacina pudesse expandir-se.

    “Encorajaríamos a industria e os cientistas a estudarem a eficácia em rapazes e homens para que o programa de vacinação possa ser alargado”, afirmou Erich Sturgis, professor de cirurgia de cabeça e pescoço no Centro Médico Anderson e o principal autor do artigo. “Sabemos que os homens estão a ficar expostos e que uma maior proporção de
    cancros orofaríngeos são causados pelo HPV”, acrescentou.

    Marta Bilro

    http://www.farmacia.com.pt/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=4652

    • Bee
    • 23 October 2007
     # 2

    Uma farmácia do Porto vende uma das vacinas que previne o cancro do útero ao preço de custo 390 euros (menos 91 do que o valor a que é comercializada). A outra vacina, lançada recentemente, é vendida ao mesmo preço, o que representa um desconto de 43 euros relativamente ao preço habitual. Para as famílias com mais dificuldades, há uma linha de crédito específica para as vacinas, que permite pagar até 12 prestações.

    A ideia surgiu a Carlos Almeida quando começou a ver muitos clientes saírem da Farmácia Santa Catarina sem aviar a receita de Gardasil - a primeira vacina que protege do vírus do papiloma humano (HPV, o mais frequente causador da doença) a ser comercializada em Portugal. O motivo era fácil de adivinhar. Cada uma das três doses necessárias custa 160 euros, o que perfaz um total de 481 euros. Uma quantia incomportável para a grande maioria das famílias, como rapidamente o director técnico da farmácia constatou.

    Em meados do mês passado, Carlos Almeida assumiu uma atitude pioneira a nível nacional, ao que tudo indica, já que a Associação Nacional de Farmácias não tem conhecimento de outros casos. Resolveu abdicar da margem de lucro e vender o produto ao preço de custo.

    Entretanto, na semana passada, foi introduzida outra vacina para o HPV no mercado português. A Cervarix é mais barata 48 euros em relação à primeira, mas é de menor abrangência, já que protege apenas contra as duas estirpes mais associadas ao cancro do colo do útero, enquanto a Gardasil é quadrivalente (actua em quatro tipos de vírus). Para não favorecer qualquer das vacinas, a Farmácia de Santa Catarina vende as duas ao mesmo preço 390 euros. Para quem não puder pagar a pronto, existe uma linha de crédito, exclusiva para estas vacinas, que permite pagamento em 12 prestações.

    Os resultados estão à vista. Nas três primeiras semanas de Outubro, foi vendida uma centena de unidades de vacinas, enquanto a média dos meses anteriores não ultrapassava as 15 caixas, segundo Carlos Teixeira.

    A legislação sobre preços de medicamentos impõe um preço máximo de venda, calculado em função da margem de lucro máxima permitida às farmácias (19% sobre o preço do fabricante). Ou seja, é ilegal vender acima do tecto definido, mas nada impede que se comercialize fármacos ao preço de custo.

    http://jn.sapo.pt/2007/10/23/sociedade_e_vida/vacina_vendida_a_preco_custo.html


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